{"id":28891,"date":"2017-05-25T14:59:33","date_gmt":"2017-05-25T18:59:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=28891"},"modified":"2017-05-25T14:59:33","modified_gmt":"2017-05-25T18:59:33","slug":"a-cidade-argentina-que-esta-oferecendo-terras-para-atrair-moradores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2017\/05\/25\/a-cidade-argentina-que-esta-oferecendo-terras-para-atrair-moradores\/","title":{"rendered":"A cidade argentina que est\u00e1 oferecendo terras para atrair moradores"},"content":{"rendered":"<p><em>Bienvenidos a mi Pueblo<\/em>\u00a0\u00e9 um projeto piloto da Es Vicis, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que busca melhorar a vida de pessoas n\u00e3o s\u00f3 na Argentina, mas tamb\u00e9m em outros pa\u00edses. &#8220;A ideia \u00e9 replicar a experi\u00eancia em outros lugares com problemas semelhantes&#8221;, diz\u00a0 Agustina Valverde, uma das coordenadoras do projeto.<\/p>\n<p>&#8220;Em cidades da Argentina e de muitas outras partes do mundo, as pessoas vivem entre a preocupa\u00e7\u00e3o com a falta de seguran\u00e7a e a dificuldade de encontrar trabalho, enquanto h\u00e1 milhares de vilarejos que precisam de mais gente para se reerguer&#8221;, explica.<\/p>\n<p>Colonia Belgrano tem 1,5 mil habitantes, mas sua infraestrutura pode abrigar 2,5 mil pessoas.<\/p>\n<p>&#8220;Os sistemas de eletricidade, \u00e1gua, educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade est\u00e3o subutilizados, porque, nas \u00faltimas d\u00e9cadas, muita gente saiu da cidade, e ningu\u00e9m chegou&#8221;, diz Javier Bosio, presidente da comuna do povo, uma esp\u00e9cie de prefeito da regi\u00e3o. &#8220;Ent\u00e3o, h\u00e1 menos moradores, menos impostos, mas o custo dos servi\u00e7os \u00e9 o mesmo e est\u00e1 havendo uma estagna\u00e7\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p>Os movimentos de &#8220;neorruralismo&#8221; &#8211; fen\u00f4meno de retorno ao campo &#8211; surgiram na d\u00e9cada de 1960 na Europa, como uma express\u00e3o da contracultura em resposta aos padr\u00f5es de consumo capitalistas, concentrados nas cidades industriais.<\/p>\n<p>Mas, na \u00faltima d\u00e9cada, algumas \u00e1reas urbanas de pa\u00edses desenvolvidos, especialmente nos Estados Unidos, viram milhares de habitantes &#8211; por op\u00e7\u00e3o de vida ou necessidade &#8211; deixarem as cidades em um processo conhecido como &#8220;contraurbaniza\u00e7\u00e3o&#8221;.<\/p>\n<p>A Argentina \u00e9 um dos pa\u00edses com maior popula\u00e7\u00e3o urbana na Am\u00e9rica Latina &#8211; 92% de seus habitantes vivem em cidades. Iniciativas como o\u00a0<em>Bienvenidos a mi Pueblo<\/em>\u00a0colaboram &#8211; de forma gradual &#8211; para que esse percentual mude.<\/p>\n<p><strong>Embora 20 fam\u00edlias possa parecer pouco, os gestores do programa esperam que o impacto<\/strong> econ\u00f4mico e social gerado pela introdu\u00e7\u00e3o de novos residentes em uma comunidade fechada tenha um efeito em cascata reanimando os atuais moradores.<\/p>\n<p>Colonia Belgrano \u00e9 parte de uma microrregi\u00e3o de 80 mil habitantes em que dezenas de vilarejos formam uma grande rede de troca e conviv\u00eancia. A comunidade est\u00e1 localizada a 120 e 160 quil\u00f4metros de Santa Fe e Ros\u00e1rio, respectivamente, duas das cidades mais perigosas e pobres da Argentina. Das 20 fam\u00edlias, 11 s\u00e3o de Ros\u00e1rio e nove de Santa Fe.<\/p>\n<p>Em um pa\u00eds onde o acesso a moradia \u00e9 complicado e cada vez mais caro, a maioria destas fam\u00edlias, de acordo com Bosio, ficou desabrigada e foi morar com os pais.<\/p>\n<p>Bosio, que integra o Partido Socialista, se defende das acusa\u00e7\u00f5es de populismo. &#8220;A sele\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias foi feita de forma muito cuidadosa, buscando com que fosse gerado um empreendimento&#8221;, explica.<\/p>\n<p>&#8220;Tem sido divulgado que estamos aqui dando casas e terras, mas n\u00e3o \u00e9 isso que est\u00e1 acontecendo&#8221;, diz Bosio, fazendo refer\u00eancia aos empr\u00e9stimos subsidiados pelo governo de Santa Fe, tamb\u00e9m administrada por um socialista.<\/p>\n<p>Ele tem sido criticado tamb\u00e9m de prejudicar os produtores locais, mas alega que convidou os moradores a se capacitarem e &#8220;apenas quatro compareceram&#8221;. &#8220;N\u00e3o queremos afetar nenhum comerciante. Queremos reativar o com\u00e9rcio que j\u00e1 existe&#8221;, argumenta.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o recebeu cerca de 40 mil imigrantes su\u00ed\u00e7os entre 1857 e 1924 e foi por d\u00e9cadas ber\u00e7o de empres\u00e1rios agr\u00edcolas e industriais. E \u00e9 exatamente essa voca\u00e7\u00e3o que ele diz desejar recuperar.<\/p>\n<p>Das 20 fam\u00edlias selecionadas, cinco j\u00e1 est\u00e3o em Colonia Belgrano, pagando aluguel e preparando o terreno. Dentre os homens, h\u00e1 um especialista em refrigeradores, outro em tubula\u00e7\u00f5es e um terceiro em metalurgia. Todos dizem j\u00e1 ter conseguido clientes na regi\u00e3o. As mulheres, por sua vez, afirmam ter &#8220;recuperado a felicidade&#8221; agora que n\u00e3o est\u00e3o mais na cidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bienvenidos a mi Pueblo\u00a0\u00e9 um projeto piloto da Es Vicis, organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos que busca melhorar a vida de pessoas n\u00e3o s\u00f3 na Argentina, mas tamb\u00e9m em outros pa\u00edses. &#8220;A ideia \u00e9 replicar a experi\u00eancia em outros lugares com problemas semelhantes&#8221;, diz\u00a0 Agustina Valverde, uma das coordenadoras do projeto. &#8220;Em cidades da Argentina e de muitas outras partes do mundo, as pessoas vivem entre a preocupa\u00e7\u00e3o com a falta de seguran\u00e7a e a dificuldade de encontrar trabalho, enquanto h\u00e1 milhares de vilarejos que precisam de mais gente para se reerguer&#8221;, explica. 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