{"id":29269,"date":"2017-06-22T12:35:43","date_gmt":"2017-06-22T16:35:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=29269"},"modified":"2017-06-22T12:35:43","modified_gmt":"2017-06-22T16:35:43","slug":"exclusivo-7-anos-de-prisao-e-pouco-para-brasileiro-sentenciado-por-assassinato-cometido-no-ironbound","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2017\/06\/22\/exclusivo-7-anos-de-prisao-e-pouco-para-brasileiro-sentenciado-por-assassinato-cometido-no-ironbound\/","title":{"rendered":"Exclusivo: &#8220;7 anos de pris\u00e3o \u00e9 pouco&#8221; para brasileiro sentenciado por assassinato cometido no Ironbound"},"content":{"rendered":"<p><strong>By Roger Costa<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Foi o pior momento de minha vida. Tive que encarar o assassino de meu pai, provavelmente instru\u00eddo por seus advogados, demonstrando arrependimento em frente a justi\u00e7a&#8221; relata Filipe Castor, filho da v\u00edtima Dario Rodrigues, assassinado a sangue frio pelo tamb\u00e9m brasileiro Felipe Amaral, 27 anos, no crime b\u00e1rbaro que chocou a comunidade do Ironbound na noite de 2 de julho de 2015.<\/p>\n<p>Filipe Castor reside e estuda advocacia no Brasil, e esteve nos Estados Unidos h\u00e1 algumas semanas para comparecer \u00e0 audi\u00eancia do julgamento do assassino, que foi sentenciado a 7 anos de pris\u00e3o em um acordo que, conforme o filho da v\u00edtima declarou \u00e0 corte, &#8220;eu n\u00e3o aceito, mas respeito&#8221;.<\/p>\n<p>Dario Rodrigues foi encontrado morto com v\u00e1rias facadas e o pesco\u00e7o cortado em sua resid\u00eancia na Somme Street no bairro do Ironbound em Newark. A v\u00edtima era bastante popular na comunidade brasileira da cidade, pois trabalhava na \u00e1rea de restaurantes e lanchonetes, sendo conhecido por todos que j\u00e1 frequentaram o Altas Horas Lanches, P\u00e3o de Queijo e outros pontos comerciais da regi\u00e3o. O crime chocou a comunidade, familiares e amigos, criando a sensa\u00e7\u00e3o de inseguran\u00e7a em uma \u00e9poca onde havia um surto de viol\u00eancia, e medo de que a justi\u00e7a n\u00e3o se importasse com o caso. Por\u00e9m agentes trabalharam rapidamente seguindo evid\u00eancias claras e conhecendo o relacionamento aparentemente amig\u00e1vel entre a v\u00edtima e o acusado, desvendaram o crime.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s quase 2 anos com o assassino atr\u00e1s das grades, e com as investiga\u00e7\u00f5es conclu\u00eddas, Filipe foi chamado pela Promotora do caso, a senhora Naazneen Khan para inform\u00e1-lo de que a ju\u00edza do caso entendeu n\u00e3o haver provas suficientes para condenar o r\u00e9u, e sugeriu um acordo de pena menor para o r\u00e9u caso confessasse o crime. A partir desse acordo, o r\u00e9u aceitou e foi levado ao tribunal, sendo sentenciado a 7 anos de pris\u00e3o, e ap\u00f3s cumprir a pena ser\u00e1 deportado ao Brasil. &#8220;Foi dif\u00edcil, pois ele olhou em minha cara para pedir desculpas, chorou, calou-se por alguns momentos e ainda teve a ousadia e cara de pau de pedir desculpas a mim e a minha fam\u00edlia. Disse que preferia n\u00e3o ter as m\u00e3os, do que ter matado meu pai, que perdeu o filho, que nasceu quando j\u00e1 estava preso, e tamb\u00e9m a mulher que pediu o div\u00f3rcio&#8221;, desabafa Filipe, e prossegue, angustiado com o crime que lhe tirou o seu grande her\u00f3i, &#8220;trata-se de uma pessoa fria, calculista, que agiu premeditadamente. O r\u00e9u j\u00e1 possui um hist\u00f3rico criminal no Brasil por viol\u00eancia dom\u00e9stica, logo depois da morte de meu pai, vimos fotos dele nas redes sociais com a ent\u00e3o m\u00e3e de seu filho, aproveitando um dia de praia. S\u00f3 mostrou arrependimento porque foi capturado&#8221;. Filipe falou no tribunal tudo que sabia sobre o caso, e comentou que &#8220;n\u00e3o entendia um acordo nesse caso, pois para mim, as provas estavam n\u00edtidas e claras. N\u00e3o restavam d\u00favidas dos ind\u00edcios de autoria e materialidade do crime. Eu disse que n\u00e3o entendia e n\u00e3o me conformava com esse acordo, mas mesmo assim respeitava. Reiterei \u00e0 ju\u00edza que n\u00e3o me conformava com o acordo e que essa condena\u00e7\u00e3o n\u00e3o me deixava mais processar o r\u00e9u penalmente no Brasil, conforme descreve o artigo 7\u00ba do c\u00f3digo penal brasileiro. Por\u00e9m, posso ainda process\u00e1-lo civilmente e assim farei. Trouxe uma c\u00f3pia do processo ao Brasil e como sou estudante de Direito, estou buscando todas as alternativas cab\u00edveis junto aos meus professores e orientadores do curso sobre como proceder neste caso.&#8221;<\/p>\n<p>A fam\u00edlia da v\u00edtima ficou surpresa com a condena\u00e7\u00e3o baixa, mas declaram que &#8220;n\u00e3o resta lamentar, aceitamos, preferimos confiar mais em uma justi\u00e7a Divina, acreditamos que essa n\u00e3o falha.&#8221;<\/p>\n<p>Absolutamente! Gra\u00e7as a essa Justi\u00e7a Divina, o caso foi conclu\u00eddo, revelando um assassino frio e calculista e colocando-o em seu devido lugar: atr\u00e1s das grades!<\/p>\n<p>Filipe tamb\u00e9m suspeita de que o dinheiro com o qual o r\u00e9u est\u00e1 pagando seus advogados, foi roubado de seu pai. &#8220;No relat\u00f3rio processual vi que o r\u00e9u pagou 40 mil d\u00f3lares aos seus advogados. Dinheiro esse que ele disse ser proveniente de ajuda dos seus familiares no Brasil. Para mim essa \u00e9 somente mais uma prova do crime, uma vez que quando ele foi aos Estados Unidos n\u00e3o tinha dinheiro para nada e por isso meu pai ajudou ele. Nas conversas dele com meu pai ele falava que n\u00e3o tinha dinheiro para ir aos Estados Unidos e que nem a fam\u00edlia tinha recursos, agora a fam\u00edlia tem esse dinheiro? Na minha opini\u00e3o ele pagou o advogado com o dinheiro que roubou do meu pai.&#8221;<\/p>\n<p>Filipe conversou exclusivamente com a equipe Brazilian Press, e gostaria de manifestar sua profunda e eterna gratid\u00e3o aos detetives e procuradores que foram muito generosos, aos funcion\u00e1rios do Altas Horas Lanches, em especial Rafael, Paulo e Jos\u00e9 Augusto. E tamb\u00e9m \u00e0s suas primas que moram em Newark e sempre o receberam de bra\u00e7os abertos. Ele tamb\u00e9m agradece aos detetives , e aos professores da Universidade Fumec que o auxiliaram em como proceder no tribunal, em especial Silvana Lobo (coordenadora do curso de Direito da Fumec), Ana Paula Paranhos, Guilherme Orlando e Rodrigo Suzana.<\/p>\n<p>&#8220;Concluo agradecendo toda comunidade de Newark que ajudou e orou pelo meu pai e pela minha fam\u00edlia no decorrer dessa hist\u00f3ria. Eu entendo que a justi\u00e7a dos homens \u00e9 complexa, mas acredito que existe uma que n\u00e3o falha jamais. Agora sim, meu pai p\u00f4de descansar em paz. Obrigado a todos que ajudaram ou tentaram ajudar de alguma forma. Muito obrigado \u00e0 todos.&#8221; disse Filipe.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>By Roger Costa &#8220;Foi o pior momento de minha vida. Tive que encarar o assassino de meu pai, provavelmente instru\u00eddo por seus advogados, demonstrando arrependimento em frente a justi\u00e7a&#8221; relata Filipe Castor, filho da v\u00edtima Dario Rodrigues, assassinado a sangue frio pelo tamb\u00e9m brasileiro Felipe Amaral, 27 anos, no crime b\u00e1rbaro que chocou a comunidade do Ironbound na noite de 2 de julho de 2015. 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