{"id":30105,"date":"2017-08-17T10:31:48","date_gmt":"2017-08-17T14:31:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=30105"},"modified":"2017-08-17T10:31:48","modified_gmt":"2017-08-17T14:31:48","slug":"profissionais-brasileiras-tambem-fazem-sucesso-no-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2017\/08\/17\/profissionais-brasileiras-tambem-fazem-sucesso-no-exterior\/","title":{"rendered":"Profissionais brasileiras tamb\u00e9m fazem sucesso no exterior"},"content":{"rendered":"<p>Cansada de ler not\u00edcias sobre o sucesso de homens brasileiros no mercado de trabalho estrangeiro, a publicit\u00e1ria brasileira Laura Chiavone, de 39 anos, teve uma ideia. Criou uma planilha com os contatos de brasileiras em posi\u00e7\u00f5es de destaque no mercado estrangeiro e enviou o arquivo \u00e0 sua lista de contatos, para que a ajudassem a mapear as conterr\u00e2neas espalhadas pelo mundo. Assim, ela mesma, l\u00edder do departamento de estrat\u00e9gia da ag\u00eancia de publicidade Tribal Worldwide em New York, se descobriu parte de uma rede extensa e quase invis\u00edvel de profissionais bem-sucedidas fora do Brasil.<\/p>\n<p>&#8220;Achava estranho. S\u00f3 em New York eu conhe\u00e7o dezenas de brasileiras em \u00f3timos cargos. Mas pelas not\u00edcias parece que n\u00e3o tem mulher no mercado exterior&#8221;, diz a CSO (Chief Strategy Officer).<\/p>\n<p>Em menos de uma semana, a lista de Chiavone estava com mais de 100 nomes e logo passou dos 250. &#8220;E isso porque focamos no setor em que eu atuo&#8221;, diz Chiavone. Ela transformou o documento em um projeto chamado\u00a0<a href=\"https:\/\/docs.google.com\/spreadsheets\/d\/1wQZ8fR-A81VY0IO8kwZVay-5dKh8scifc7Z2Iq2vnyM\/edit#gid=0\"><strong>FindTheWoman<\/strong><\/a>, um invent\u00e1rio com o perfil das mulheres brasileiras bem posicionadas fora do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Desde que a crise econ\u00f4mica no Brasil apertou, nos \u00faltimos tr\u00eas anos, a migra\u00e7\u00e3o internacional de profissionais brasileiros tem se acentuado. O Reino Unido emitiu n\u00famero recorde de 1.338 vistos de trabalho para brasileiros em 2016, de acordo com dados do governo brit\u00e2nico. No mesmo ano, os vistos para imigrantes brasileiros concedidos pelos EUA aumentaram 55%. No Canad\u00e1, o n\u00famero de brasileiros que pedem resid\u00eancia tempor\u00e1ria subiu pelo terceiro ano seguido em 2016 \u2014 foram mais de 92 mil pedidos.<\/p>\n<p>Assim como boa parte das profissionais listadas no projeto, Laura decidiu que queria morar no exterior depois da crise no Brasil, na passagem de 2015 para 2016.<\/p>\n<p>Para o economista Andr\u00e9 Portela, da FGV, a incapacidade do Brasil de manter talentos como Chiavone \u00e9 preocupante para o pa\u00eds, pois a perda n\u00e3o se restringe s\u00f3 ao que esses profissionais produzem individualmente. H\u00e1 uma perda de produtividade no mercado como um todo.<\/p>\n<p>Foi a partir dessa ideia \u2014 de pavimentar o caminho \u2014 que Carol Saraiva, de 34 anos, redatora s\u00eanior da ag\u00eancia Chiat em Los Angeles, criou o projeto &#8220;Gatas na Gringa&#8221;, onde executivas d\u00e3o mentoria para mulheres mais jovens que desejam fazer carreira no exterior.<\/p>\n<p>Laura Chiavone diz que trabalha para que as corpora\u00e7\u00f5es entendam que ter uma equipe diversa \u2014 com mulheres, pessoas de diferentes etnias, diferentes pa\u00edses e orienta\u00e7\u00f5es sexuais \u2014 n\u00e3o \u00e9 importante pela diversidade em si, mas porque pessoas diferentes s\u00e3o uma vantagem para a empresa. &#8220;S\u00e3o experi\u00eancias de vida diferentes, olhares diferentes que agregam ao trabalho e ajudam a ampliar o p\u00fablico&#8221;, diz ela.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cansada de ler not\u00edcias sobre o sucesso de homens brasileiros no mercado de trabalho estrangeiro, a publicit\u00e1ria brasileira Laura Chiavone, de 39 anos, teve uma ideia. 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