{"id":30535,"date":"2017-09-14T15:42:44","date_gmt":"2017-09-14T19:42:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=30535"},"modified":"2017-09-14T15:42:44","modified_gmt":"2017-09-14T19:42:44","slug":"tribo-da-indonesia-desenterra-arruma-e-presenteia-os-mortos-em-festival-tradicional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2017\/09\/14\/tribo-da-indonesia-desenterra-arruma-e-presenteia-os-mortos-em-festival-tradicional\/","title":{"rendered":"Tribo da Indon\u00e9sia desenterra, arruma e presenteia os mortos em festival tradicional"},"content":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o de um vilarejo nas montanhas de South Sulawesi, prov\u00edncia da Indon\u00e9sia, mant\u00e9m um relacionamento diferente com os mortos. Sob a \u00f3tica da cultura ocidental, a tradi\u00e7\u00e3o se destaca pela singularidade, j\u00e1 que, uma vez por ano, durante um tradicional festival, as pessoas desenterram seus entes queridos e cuidam de seus corpos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m de lidarem com a morte de forma muito pr\u00f3xima \u2013 afinal, muitas vezes, os corpos mumificados de seus parentes passam anos em casa, antes de serem enterrados \u2013, as pessoas da tribo Torajan, na\u00a0Indon\u00e9sia, tamb\u00e9m dedicam um dia do ano para exumar e cuidar dos corpos: colocando roupas novas, penteando seus\u00a0cabelos, dando presentes e fazendo homenagens em um desfile.<\/p>\n<p>\u201cEsta \u00e9 a nossa forma de homenagear os mortos. \u00c9 um momento de alegria para todos porque nos reunimos com nossa fam\u00edlia que j\u00e1 faleceu\u201d, explicou um dos moradores do vilarejo, de acordo com informa\u00e7\u00f5es do portal brit\u00e2nico\u00a0Daily Mail\u00a0. Al\u00e9m disso, honrar estas pessoas \u00e9 uma forma de conseguir \u201cb\u00ean\u00e7\u00e3os para uma boa colheita\u201d, complementou.<\/p>\n<p>De acordo com a\u00a0National Geographic\u00a0, a hist\u00f3ria da tribo Torajan ainda mant\u00e9m muitos detalhes escondidos, j\u00e1 que eles s\u00f3 desenvolveram linguagem escrita no come\u00e7o do s\u00e9culo 20. Assim, para descobrir a origem desta tradi\u00e7\u00e3o, especialistas usaram fragmentos de caix\u00f5es de madeira para buscar tais informa\u00e7\u00f5es \u2013 e por meio de data\u00e7\u00e3o de carbono, descobriram que a pr\u00e1tica pode existir desde\u00a0800 d.C.<\/p>\n<p>Os falecidos da tribo s\u00f3 podem ser considerados mortos depois de seu funeral, que s\u00e3o grandiosas celebra\u00e7\u00f5es e podem durar muitos dias. At\u00e9 este momento, os corpos s\u00e3o colocados em uma solu\u00e7\u00e3o de formol e mantidos em um c\u00f4modo de suas casas, tratados como se a pessoa ainda estivesse viva.<\/p>\n<p>Hoje, as pr\u00e1ticas tribais s\u00e3o misturadas com alguns\u00a0rituais\u00a0crist\u00e3os. Levados \u00e0 Indon\u00e9sia por exploradores holandeses, em meados de 1500, tais pr\u00e1ticas criaram um enclave no pa\u00eds, que concentra a maior popula\u00e7\u00e3o isl\u00e2mica do mundo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A popula\u00e7\u00e3o de um vilarejo nas montanhas de South Sulawesi, prov\u00edncia da Indon\u00e9sia, mant\u00e9m um relacionamento diferente com os mortos. Sob a \u00f3tica da cultura ocidental, a tradi\u00e7\u00e3o se destaca pela singularidade, j\u00e1 que, uma vez por ano, durante um tradicional festival, as pessoas desenterram seus entes queridos e cuidam de seus corpos. 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