{"id":30542,"date":"2017-09-14T15:46:03","date_gmt":"2017-09-14T19:46:03","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=30542"},"modified":"2017-09-14T15:46:03","modified_gmt":"2017-09-14T19:46:03","slug":"a-luta-pela-sobrevivencia-de-cidade-suica-com-so-16-habitantes-o-prefeito-e-15-aposentados","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2017\/09\/14\/a-luta-pela-sobrevivencia-de-cidade-suica-com-so-16-habitantes-o-prefeito-e-15-aposentados\/","title":{"rendered":"A luta pela sobreviv\u00eancia de cidade su\u00ed\u00e7a com s\u00f3 16 habitantes: o prefeito e 15 aposentados"},"content":{"rendered":"<p>Da mesma forma que muitas comunidades dos Alpes, Corippo experimentou d\u00e9cadas de perda de moradores \u00e0 medida que gera\u00e7\u00f5es mais jovens se mudaram para cidades maiores e capitais para estudar, trabalhar e &#8211; o que \u00e9 compreens\u00edvel &#8211; ter uma vida social.<\/p>\n<p>Hoje, a batalha do munic\u00edpio se tornou uma quest\u00e3o de vida ou morte, explica o prefeito Claudio Scettrini.<\/p>\n<p>&#8220;Temos apenas 16 moradores&#8221;, conta ele. &#8220;E eu sou o \u00fanico que trabalha, os demais s\u00e3o aposentados.&#8221;<\/p>\n<p>&#8220;Eu espero que eles vivam at\u00e9 os 90 anos, caso contr\u00e1rio n\u00e3o sobrar\u00e1 ningu\u00e9m aqui. \u00c9 realmente tr\u00e1gico.&#8221;<\/p>\n<p>A comunidade de Corippo existe h\u00e1 mais de 600 anos. No s\u00e9culo 19, a vila tinha 300 habitantes &#8211; outras pequenas localidades semelhantes tamb\u00e9m existiam na parte sul dos Alpes su\u00ed\u00e7os.<\/p>\n<p>Os hoje populares resorts \u00e0 beira de lagos em Locarno e Lucano, conhecidos como a &#8220;Riviera su\u00ed\u00e7a&#8221;, antigamente eram evitados por causa do alto risco de mal\u00e1ria.<\/p>\n<p>Mas, com a doen\u00e7a erradicada, chegaram os turistas. Ao mesmo tempo, o tradicional cultivo agr\u00edcola nas montanhas se tornou cada vez menos vi\u00e1vel economicamente. Assim, o estilo de vida da vila come\u00e7ou a morrer.<\/p>\n<p>Corippo n\u00e3o tem mercado, escola ou crian\u00e7as. Fica a apenas 30 minutos de carro da movimentada Locarno, mas a estrada estreita e cheia de curvas n\u00e3o \u00e9 um caminho escolhido por muita gente.<\/p>\n<p>O que Corippo tem, por outro lado, s\u00e3o mais de 60 casas de pedra tradicionais, com telhados de pedra seca, muitas com lareiras e piso de madeira originais. E a maioria delas est\u00e1 vazia.<\/p>\n<p>O diretor de turismo do cant\u00e3o de Ticino, Elia Frapolli, talvez otimista, v\u00ea esse estado das coisas como uma oportunidade.<\/p>\n<p>&#8220;A vida em Corippo e em vilas similares \u00e9 especial&#8221;, insiste. &#8220;\u00c9 como se transportar para outro s\u00e9culo. O tempo desacelera, todo mundo se conhece e voc\u00ea sente a autenticidade da vida em uma vila que existe h\u00e1 s\u00e9culos.&#8221;<\/p>\n<p>Assim, com o apoio de uma funda\u00e7\u00e3o dedicada a preservar Corippo, um plano foi desenvolvido: transformar algumas das casas vazias em quartos de hotel.<\/p>\n<p>O conceito, conhecido como\u00a0albergo diffuso, j\u00e1 foi testado em algumas vilas em montanhas na It\u00e1lia, mas nunca na Su\u00ed\u00e7a.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Da mesma forma que muitas comunidades dos Alpes, Corippo experimentou d\u00e9cadas de perda de moradores \u00e0 medida que gera\u00e7\u00f5es mais jovens se mudaram para cidades maiores e capitais para estudar, trabalhar e &#8211; o que \u00e9 compreens\u00edvel &#8211; ter uma vida social. 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