{"id":30892,"date":"2017-10-05T14:44:25","date_gmt":"2017-10-05T18:44:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=30892"},"modified":"2017-10-05T14:44:25","modified_gmt":"2017-10-05T18:44:25","slug":"na-mira-de-brasileiros-portugal-atrasa-vistos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2017\/10\/05\/na-mira-de-brasileiros-portugal-atrasa-vistos\/","title":{"rendered":"Na mira de brasileiros, Portugal atrasa vistos"},"content":{"rendered":"<p>A quantidade de brasileiros querendo estudar em Portugal disparou em 2017, e os servi\u00e7os consulares j\u00e1 t\u00eam dificuldade para dar conta dos pedidos de visto.<\/p>\n<p>Estudantes relatam problemas e espera de mais de dois meses para a obten\u00e7\u00e3o dos documentos, o que fez com que muitos deles perdessem, ou ainda estejam perdendo as primeiras semanas de aulas do ano letivo portugu\u00eas, que come\u00e7ou em setembro.<\/p>\n<p>Yohana Pereira Ramos, 22, passou por isso. Estudante de administra\u00e7\u00e3o em Curitiba, ela optou por um interc\u00e2mbio no Instituto Polit\u00e9cnico de Viana do Castelo, no Norte de Portugal. Seu visto levou 60 dias para ficar pronto e ela acabou perdendo as tr\u00eas primeiras semanas de aula.<\/p>\n<p>No Consulado Geral de Portugal em S\u00e3o Paulo, a quantidade de pedidos de vistos feitos por estudantes bateu todos os recordes em 2017.<\/p>\n<p>At\u00e9 25 de agosto, foram cerca de 4.100 pedidos, mais do que o total de 2016.<\/p>\n<p>O consulado ainda n\u00e3o disponibilizou o comparativo atualizado com os anos anteriores, mas os n\u00fameros registrados at\u00e9 maio j\u00e1 davam a dimens\u00e3o do crescimento.<\/p>\n<p>Apenas no consulado paulista, nos primeiros cinco meses de 2017, o volume de pedidos para estudos de at\u00e9 um ano foi 148% maior do que o mesmo per\u00edodo de 2016.<\/p>\n<p>Em comunicado oficial, o consulado reconhece a demora, mas diz estar trabalhando com as universidades para dar celeridade aos casos.<\/p>\n<p>&#8220;Por conta do n\u00famero extraordin\u00e1rio de pedidos e do fato das cartas de aceita\u00e7\u00e3o s\u00f3 nos serem enviadas ap\u00f3s um processo de sele\u00e7\u00e3o, que depende internamente das universidades, fazendo com que centenas de pedidos deem entrada num espa\u00e7o de tempo muito reduzido, n\u00e3o tem sido poss\u00edvel responder com a agilidade com que desejar\u00edamos&#8221;, diz o texto.<\/p>\n<p>Nas redes sociais dos consulados, h\u00e1 diversos relatos de quem perdeu aulas, dinheiro e passagens de avi\u00e3o.<\/p>\n<p>Para n\u00e3o excederem o limite de faltas, alguns estudantes t\u00eam optado por viajarem para Portugal como turistas. Eles assistem a algumas semanas de aula e voltam para o Brasil para buscar o visto.<\/p>\n<p>Essa \u00e9 uma op\u00e7\u00e3o que encarece bastante o interc\u00e2mbio, j\u00e1 que agosto e setembro s\u00e3o meses de alta temporada na Europa, quando as passagens a\u00e9reas s\u00e3o mais caras.<\/p>\n<p>Embora o recorde de pedidos tenha ocorrido em 2017, brasileiros tamb\u00e9m relatam atrasos ocorridos em 2016.<\/p>\n<p>Aprovado para um mestrado, Samuel Figueira Cardoso, 23, esperou por tr\u00eas meses at\u00e9 seu visto ficar pronto no ano passado. A demora fez com que ele perdesse o semestre e por pouco n\u00e3o perdeu tamb\u00e9m sua bolsa de estudos.<\/p>\n<p>A demora na emiss\u00e3o dos vistos j\u00e1 \u00e9 motivo de preocupa\u00e7\u00e3o para alguns setores do Parlamento portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Em julho, diante do aumento dos relatos de atrasos, as deputadas Carla Cruz e Paula Santos (Partido Comunista Portugu\u00eas) enviaram um of\u00edcio ao governo afirmando que &#8220;esta situa\u00e7\u00e3o tem consequ\u00eancias muito nefastas para os cidad\u00e3os afetados, mas tamb\u00e9m para as universidades portuguesas&#8221;.<\/p>\n<p>Com uma popula\u00e7\u00e3o envelhecida e vagas ociosas nos cursos superiores, Portugal tem investido com muito sucesso na atra\u00e7\u00e3o de alunos estrangeiros, inclusive com alguns programas de estudos ministrados em ingl\u00eas.<\/p>\n<p>A facilidade de ter os diplomas v\u00e1lidos em toda a Uni\u00e3o Europeia, al\u00e9m do baixo custo de vida e de taxas acad\u00eamicas relativamente mais baratas do que em outros pa\u00edses europeus s\u00e3o os principais fatores de atra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os brasileiros t\u00eam, al\u00e9m do idioma em comum, um incentivo a mais: mais de 20 universidades portuguesas j\u00e1 aceitam o Enem para o acesso \u00e0 gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A quantidade de brasileiros querendo estudar em Portugal disparou em 2017, e os servi\u00e7os consulares j\u00e1 t\u00eam dificuldade para dar conta dos pedidos de visto. 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