{"id":32057,"date":"2017-12-21T17:14:45","date_gmt":"2017-12-21T21:14:45","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=32057"},"modified":"2017-12-21T17:14:45","modified_gmt":"2017-12-21T21:14:45","slug":"deportacao-de-brasileiros-da-europa-cresce-quase-40","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2017\/12\/21\/deportacao-de-brasileiros-da-europa-cresce-quase-40\/","title":{"rendered":"Deporta\u00e7\u00e3o de brasileiros da Europa cresce quase 40%"},"content":{"rendered":"<p>A onda de brasileiros que foram morar na Europa para fugir da crise colocou o Brasil, novamente, entre as dez nacionalidades com o maior n\u00famero de deporta\u00e7\u00f5es do continente. No primeiro semestre deste ano, 3,1 mil ordens judiciais foram emitidas por tribunais nos diversos pa\u00edses do bloco estipulando o retorno dos brasileiros. Nos seis primeiros meses de 2016, foram 2,3 mil: um aumento de 37% de um ano para o outro. Os dados da Ag\u00eancia de Fronteiras da Europa, a Frontex, foram divulgados segunda-feira (18).<\/p>\n<p>Segundo fontes dos servi\u00e7os de imigra\u00e7\u00e3o em Bruxelas, a grande maioria das ordens de expuls\u00e3o \u00e9 direcionada a brasileiros que chegaram entre 2015 e 2016 &#8211; per\u00edodo que coincide com o da maior recess\u00e3o da hist\u00f3ria do Brasil. O c\u00e1lculo n\u00e3o inclui os brasileiros barrados nos aeroportos europeus e se refere apenas \u00e0queles que j\u00e1 estavam vivendo de forma irregular no continente. Em 2016, 3,7 mil brasileiros foram impedidos de entrar na Europa, ante 1,7 mil nos seis primeiros meses de 2017.<\/p>\n<p>No segundo trimestre deste ano, por exemplo, a entidade aponta que &#8220;um n\u00famero significativo de recusas de entrada foi emitido a albaneses na It\u00e1lia (826), brasileiros em Portugal (312) e colombianos na Espanha (347)&#8221;.<\/p>\n<p>Mas \u00e9 o n\u00famero de decis\u00f5es de retorno que agora ganha for\u00e7a. No primeiro trimestre de 2016, por exemplo, foram 986 brasileiros com ordens de expuls\u00e3o. Nos primeiros tr\u00eas meses de 2017, essa taxa subiu para 1,5 mil e, entre abril e junho, o n\u00famero foi de 1619 expuls\u00f5es declaradas, quase 18 por dia.<\/p>\n<p>Os \u00edndices colocam o Brasil na d\u00e9cima posi\u00e7\u00e3o entre as nacionalidades mais visadas, com apenas 200 casos a menos que os s\u00edrios. A lista \u00e9 liderada pela Ucr\u00e2nia e Marrocos, com mais de 11 mil casos cada apenas nos seis primeiros meses de 2017.<\/p>\n<p>A \u00faltima vez em que o Brasil entrou na lista dos dez primeiros foi em 2011, no auge da crise econ\u00f4mica europeia e quando governos do bloco passaram a endurecer a pol\u00edtica migrat\u00f3ria. Naquele ano, foram 6 mil brasileiros expulsos. Este ano, portanto, pode superar.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros, agora, refletem outra realidade. Primeiro, a ado\u00e7\u00e3o de leis cada vez mais restritivas para o trabalho de migrantes irregulares. Em diversos pa\u00edses, empregadores t\u00eam sido multados quando s\u00e3o flagrados com funcion\u00e1rios sem registro. O outro fator \u00e9 o aumento de brasileiros irregulares na Europa nos \u00faltimos anos. Mas como eles se estabelecem nos pa\u00edses de forma clandestina n\u00e3o h\u00e1 n\u00fameros que mostrem esse crescimento.<\/p>\n<p>No total, a Europa emitiu 303 mil ordens de expuls\u00f5es contra estrangeiros vivendo de forma irregular no continente em 2016. Nos seis primeiros meses de 2017, foram 37 mil.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A onda de brasileiros que foram morar na Europa para fugir da crise colocou o Brasil, novamente, entre as dez nacionalidades com o maior n\u00famero de deporta\u00e7\u00f5es do continente. No primeiro semestre deste ano, 3,1 mil ordens judiciais foram emitidas por tribunais nos diversos pa\u00edses do bloco estipulando o retorno dos brasileiros. Nos seis primeiros meses de 2016, foram 2,3 mil: um aumento de 37% de um ano para o outro. Os dados da Ag\u00eancia de Fronteiras da Europa, a Frontex, foram divulgados segunda-feira (18). 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