{"id":32639,"date":"2018-01-25T10:18:32","date_gmt":"2018-01-25T14:18:32","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=32639"},"modified":"2018-01-25T10:23:02","modified_gmt":"2018-01-25T14:23:02","slug":"explicacoes-para-a-impressionante-queda-da-violencia-em-new-york","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2018\/01\/25\/explicacoes-para-a-impressionante-queda-da-violencia-em-new-york\/","title":{"rendered":"Explica\u00e7\u00f5es para a impressionante queda da viol\u00eancia em New York"},"content":{"rendered":"<p>Tiroteios em Manhattan e assaltos no Central Park cada vez mais s\u00e3o algo do passado e da fic\u00e7\u00e3o: New York vive seu momento mais seguro em d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A prova est\u00e1 nos n\u00fameros: a cidade, que \u00e9 a mais populosa dos Estados Unidos, teve 290 homic\u00eddios em 2017, segundo dados oficiais. \u00c9 o menor n\u00famero desde 1951, quando essas informa\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a ser coletadas.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, a taxa de homic\u00eddios de 2017 foi de 3,4 por 100 mil pessoas &#8211; muito abaixo dos 30,7 registrados na d\u00e9cada de 1990. Para compara\u00e7\u00e3o, essa taxa foi de 30 no Brasil em 2016, segundo o F\u00f3rum Brasileiro de Seguran\u00e7a P\u00fablica.<\/p>\n<p>&#8220;Uma queda dessa n\u00e3o foi registrada em nenhuma outra grande cidade&#8221;, afirma Franklin Zimring, especialista da Universidade da Calif\u00f3rnia em Berkeley e autor do livro\u00a0The City That Became Safe: New York&#8217;s Lessons for Urban Crime and Its Control.<\/p>\n<p>Os n\u00fameros de tiroteios, assaltos, roubos e pris\u00f5es tamb\u00e9m ca\u00edram. Uma exce\u00e7\u00e3o foram os casos de estupro, que aumentaram em 2017 em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior &#8211; algo que a pol\u00edcia associa \u00e0 enxurrada de den\u00fancias de ass\u00e9dio sexual que envolve famosos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>As autoridades de New York se mostram satisfeitas com o resultado. &#8220;Ningu\u00e9m acreditava que seria poss\u00edvel ter menos de 300 assassinatos em um ano&#8221;, disse o prefeito Bill de Blasio este m\u00eas.<\/p>\n<p>O chefe da pol\u00edcia, James O&#8217;Neill, foi na mesma linha: &#8220;New York n\u00e3o \u00e9 mais o pesadelo violento que um dia j\u00e1 vimos na imprensa, na TV ou nos filmes&#8221;.<\/p>\n<p>Uma das mudan\u00e7as que acompanharam a melhora da seguran\u00e7a em New York foi o aumento de pelo menos 35% na quantidade de policiais na cidade entre 1990 e 2000, quando o n\u00famero o ultrapassou o de 53 mil funcion\u00e1rios, segundo dados oficiais.<\/p>\n<p>Foi o maior crescimento registrado em uma metr\u00f3pole com mais de 250 mil pessoas nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>A diferen\u00e7a foi mais significativa em algumas \u00e1reas: o n\u00famero de policiais de narc\u00f3ticos cresceu o dobro em New York nessa d\u00e9cada, por exemplo.<\/p>\n<p>Isoladamente, uma maior quantidade de policiais nas ruas est\u00e1 longe de garantir uma queda nos crimes. Mas, no caso de New York, isso foi acompanhado por uma mudan\u00e7a tecnol\u00f3gica chave.<\/p>\n<p>O sistema computadorizado foi denominado CompStat, e foi implementado pela pol\u00edcia de New York a partir de 1994. O \u00eaxito foi tanto que outras cidades dos Estados Unidos seguiram o exemplo, ainda que com resultados diferentes.<\/p>\n<p>Recentemente, a cidade incorporou novas tecnologias, incluindo um sistema denominado ShotSpotter, que detecta tiros mediante sensores especiais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tiroteios em Manhattan e assaltos no Central Park cada vez mais s\u00e3o algo do passado e da fic\u00e7\u00e3o: New York vive seu momento mais seguro em d\u00e9cadas. A prova est\u00e1 nos n\u00fameros: a cidade, que \u00e9 a mais populosa dos Estados Unidos, teve 290 homic\u00eddios em 2017, segundo dados oficiais. \u00c9 o menor n\u00famero desde 1951, quando essas informa\u00e7\u00f5es come\u00e7aram a ser coletadas. 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