{"id":33824,"date":"2018-04-12T12:52:15","date_gmt":"2018-04-12T16:52:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=33824"},"modified":"2018-04-12T12:52:15","modified_gmt":"2018-04-12T16:52:15","slug":"desigualdade-cai-no-sudeste-e-cresce-nas-demais-regioes-do-pais-diz-ibge","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2018\/04\/12\/desigualdade-cai-no-sudeste-e-cresce-nas-demais-regioes-do-pais-diz-ibge\/","title":{"rendered":"Desigualdade cai no Sudeste e cresce nas demais regi\u00f5es do pa\u00eds, diz IBGE"},"content":{"rendered":"<p>O pa\u00eds fechou o ano passado com o \u00edndice de Gini, principal medida da desigualdade de renda, est\u00e1vel. O rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita ficou em 0,549, praticamente igual ao de 2016, e mesmo com varia\u00e7\u00e3o pequena em 2017, o indicador subiu em todas as regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o do Sudeste, onde o \u00edndice recuou de 0,535 para 0,529.<\/p>\n<p>Os dados s\u00e3o da pesquisa Rendimento de todas as fontes de renda 2017, divulgada hoje (11) pelo\u00a0 Instituto Brasileiro de Geografia e estat\u00edstica (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua). O \u00edndice de Gini \u00e9 o instrumento que mede o grau de concentra\u00e7\u00e3o de renda da popula\u00e7\u00e3o, mostrando a diferen\u00e7a entre os rendimentos dos mais pobres e dos mais ricos<\/p>\n<p>Nas regi\u00f5es Sudeste, Nordeste e Sul, as mais populosas do pa\u00eds, esses \u00edndices foram de 0,529, 0,567 e 0,477, respectivamente. Assim, a Regi\u00e3o Sudeste foi a \u00fanica a reduzir o indicador que, em 2016, foi de 0,535. As demais regi\u00f5es apresentaram indicadores maiores que no ano anterior.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 bom lembrar que, apesar do quadro n\u00e3o ter se alterado muito, o Brasil est\u00e1 entre os pa\u00edses com maior desigualdade no mundo. Somos talvez o segundo na Am\u00e9rica Latina. Se olharmos para o\u00a0ranking\u00a0mundial, ele \u00e9 bem mais elevado, e talvez sejamos um dos \u00faltimos colocados\u201d, disse o coordenador da pesquisa, Cimar Azeredo, do IBGE.<\/p>\n<p>\u201cA situa\u00e7\u00e3o permaneceu est\u00e1vel tanto no pa\u00eds quanto nas cinco grandes regi\u00f5es e nas 27 unidades da federa\u00e7\u00e3o. N\u00e3o percebemos avan\u00e7o, nem recuo, mas se percebe que a situa\u00e7\u00e3o de desigualdade no Brasil continua bastante perversa.&#8221;<\/p>\n<p>Segundo Azeredo, o pa\u00eds at\u00e9 vinha em um processo de avan\u00e7o, mas com a crise econ\u00f4mica, a desigualdade persistiu. \u201cHouve aumento do \u00edndice no Sudeste, mas foi em raz\u00e3o de ter sido a regi\u00e3o que mais sofreu com a crise. Teve a quest\u00e3o do pre\u00e7o do barril de petr\u00f3leo, perda do n\u00famero do trabalho com carteira assinada e na qualidade do emprego\u201d.<\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o no \u00edndice de Gini no Sudeste, de acordo com o coordentador, n\u00e3o se deu pelo avan\u00e7o da popula\u00e7\u00e3o de menor renda. \u201cN\u00e3o foi ela que subiu um degrau, mas foi quem estava em cima que desceu um degrau e n\u00e3o \u00e9 essa a melhor forma de se reduzir a desigualdade. O ideal \u00e9 que se reduza desigualdade com todo mundo avan\u00e7ando\u201d, afirmou. (ABr)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pa\u00eds fechou o ano passado com o \u00edndice de Gini, principal medida da desigualdade de renda, est\u00e1vel. O rendimento m\u00e9dio mensal real domiciliar per capita ficou em 0,549, praticamente igual ao de 2016, e mesmo com varia\u00e7\u00e3o pequena em 2017, o indicador subiu em todas as regi\u00f5es, com exce\u00e7\u00e3o do Sudeste, onde o \u00edndice recuou de 0,535 para 0,529. Os dados s\u00e3o da pesquisa Rendimento de todas as fontes de renda 2017, divulgada hoje (11) pelo\u00a0 Instituto Brasileiro de Geografia e estat\u00edstica (IBGE), com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (Pnad Cont\u00ednua). 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