{"id":34953,"date":"2018-07-05T10:51:18","date_gmt":"2018-07-05T14:51:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=34953"},"modified":"2018-07-12T09:02:09","modified_gmt":"2018-07-12T13:02:09","slug":"bank-of-america-estima-que-dolar-pode-chegar-a-r-550","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2018\/07\/05\/bank-of-america-estima-que-dolar-pode-chegar-a-r-550\/","title":{"rendered":"Bank of America estima que d\u00f3lar pode chegar a R$ 5,50"},"content":{"rendered":"<p>O mundo e o Brasil est\u00e3o conspirando para um d\u00f3lar mais forte no final deste ano. A disputa comercial entre China, Estados Unidos e Europa e a incerteza em torno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de outubro fizeram economistas avaliarem que ainda h\u00e1 espa\u00e7o para a moeda americana se valorizar este ano.<\/p>\n<p>No Bank of America Merrill Lynch, a proje\u00e7\u00e3o para o real s\u00f3 vem descendo a ladeira de m\u00e3os dadas com a expectativa para o crescimento econ\u00f4mico brasileiro. Em relat\u00f3rio divulgado na segunda (1\u00b0), os analistas do banco revisaram a perspectiva para o real de R$ 3,52 para R$ 3,65 no final de 2018. Para o pr\u00f3ximo ano, a proje\u00e7\u00e3o ficou quase est\u00e1vel, passando de R$ 3,71 para R$ 3,72. O exterior ainda \u00e9 o fator preponderante para a desvaloriza\u00e7\u00e3o do real e de outras moedas no mundo.<\/p>\n<p>&#8220;O est\u00edmulo fiscal est\u00e1 levando a um crescimento americano maior em compara\u00e7\u00e3o com o restante do mundo, onde o crescimento vacila&#8221;, indica o banco. &#8220;Um aumento no protecionismo comercial elevaria a avers\u00e3o a risco global e afetaria desproporcionalmente outros pa\u00edses por causa de sua abertura econ\u00f4mica.&#8221; Especificamente para a moeda brasileira, o fator dom\u00e9stico come\u00e7a a pesar. &#8220;O risco cresceu agudamente nas \u00faltimas semanas em meio \u00e0 piora no cen\u00e1rio externo, ao aumento das preocupa\u00e7\u00f5es com as elei\u00e7\u00f5es do Brasil e com o maior impacto da paralisa\u00e7\u00e3o de caminhoneiros na economia&#8221;, dizem os analistas David Beker e Ana Madeira no relat\u00f3rio.<\/p>\n<p>E, nos pr\u00f3ximos meses, as incertezas eleitorais devem assumir o protagonismo sobre o comportamento do d\u00f3lar, conforme a divulga\u00e7\u00e3o de pesquisas se tornar mais frequente e as alian\u00e7as forem forjadas, indica o banco. No pior cen\u00e1rio que tra\u00e7ou, com a vit\u00f3ria de um candidato com agenda contr\u00e1ria \u00e0 do mercado e com grandes d\u00favidas sobre sua governabilidade, o banco espera que o real atinja R$ 5,50 em 2019. A infla\u00e7\u00e3o iria a 7% e o PIB teria crescimento negativo.<\/p>\n<p>Mas, acima de tudo, a valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar \u00e9 fruto de um sentimento global de avers\u00e3o a risco, diz. &#8220;H\u00e1 blocos que perdem menos em uma guerra comercial, e os EUA s\u00e3o um desses que perdem menos, porque t\u00eam mais muni\u00e7\u00e3o para enfrentar essa guerra&#8221;, diz. O aumento do risco gera um fluxo maior de compra de d\u00f3lar, ativo considerado seguro, completa. &#8220;O d\u00f3lar vai continuar a se apreciar numa escalada das tens\u00f5es comerciais ante as moedas emergentes e tamb\u00e9m ante o euro.&#8221; Nafez Zouk, estrategista global de macroeconomia da Oxford Economics, tamb\u00e9m associa o risco de um com\u00e9rcio mais fraco no mundo a um fortalecimento do d\u00f3lar. Para ele, isso s\u00f3 contribuiria para o agravamento das tens\u00f5es comerciais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mundo e o Brasil est\u00e3o conspirando para um d\u00f3lar mais forte no final deste ano. A disputa comercial entre China, Estados Unidos e Europa e a incerteza em torno das elei\u00e7\u00f5es presidenciais de outubro fizeram economistas avaliarem que ainda h\u00e1 espa\u00e7o para a moeda americana se valorizar este ano. 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