{"id":36175,"date":"2018-09-29T11:04:18","date_gmt":"2018-09-29T15:04:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=36175"},"modified":"2018-09-29T11:04:18","modified_gmt":"2018-09-29T15:04:18","slug":"videos-de-atentado-nos-eua-inspiraram-atirador-em-escola-de-se-vingar-de-bullying","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2018\/09\/29\/videos-de-atentado-nos-eua-inspiraram-atirador-em-escola-de-se-vingar-de-bullying\/","title":{"rendered":"V\u00eddeos de atentado nos EUA inspiraram atirador em escola de se vingar de bullying"},"content":{"rendered":"<p>As agress\u00f5es verbais e f\u00edsicas se sucediam, relata a pol\u00edcia. A ideia de se vingar do bullying cresceu, com inspira\u00e7\u00e3o em v\u00eddeos de atentados nos EUA e no Brasil, como em Realengo. Na sexta-feira, 29, um estudante de 15 anos do ensino m\u00e9dio pegou uma arma e atirou nos colegas em uma escola estadual da pacata cidade de Medianeira, a 60 quil\u00f4metros de Foz do Igua\u00e7u, no oeste do Paran\u00e1. Tinha uma lista para livrar os amigos &#8211; no fim, dois acabaram baleados. O atentado aconteceu no Col\u00e9gio Estadual Jo\u00e3o Manoel Mondrone. &#8220;Era um dia de aula normal, os alunos foram para a primeira aula, mas os dois envolvidos (o atirador e um colega que o acompanhava) n\u00e3o entraram na sala em um primeiro momento.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/ogimg.infoglobo.com.br\/in\/23110027-122-d1f\/FT1086A\/652\/WhatsApp-Image-2018-09-28-at-11.58.28.jpeg.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para atirador colegio\" \/><\/p>\n<p>A pedagoga os chamou para ver o que tinha acontecido. E depois chamou mais tr\u00eas ou quatro meninos da sala para conversar, ver o que tinha acontecido&#8221;, relatou o diretor do col\u00e9gio, Darlan Chiamulera. &#8220;Ao sa\u00edrem dali, eles foram at\u00e9 a sala de aula e um deles come\u00e7ou a atirar&#8221;, completa, destacando que n\u00e3o havia relatos que desabonassem a conduta escolar dos jovens, que foram detidos em Medianeira e aguardam decis\u00e3o para onde ser\u00e3o encaminhados. Alunos da mesma sala do atirador, por\u00e9m, ligaram o caso ao bullying. O agressor, que veio para a escola no in\u00edcio do ano, n\u00e3o gostava de apelidos relativos ao peso ou ao fato de morar na \u00e1rea rural.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/bhaz.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/atirador-alunos-850x491.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para atirador colegio\" \/><\/p>\n<p>Os colegas o chamavam de &#8220;Z\u00e9 Patrola&#8221; e &#8220;gordo&#8221;. &#8220;A motiva\u00e7\u00e3o foi o bullying. A ideia (colocada em pr\u00e1tica na sexta) come\u00e7ou a florescer e foram buscar v\u00eddeos e tutoriais de atentados que ocorrem nos Estados Unidos e tamb\u00e9m aqui no Brasil, como em Realengo e Goi\u00e1s. Era s\u00f3 uma ideia no in\u00edcio. Como o bullying n\u00e3o cessava, eles chegaram ao extremo&#8221;, detalha o delegado Denis Merino.<\/p>\n<p><strong>A a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p>\u00c0 tarde, a pol\u00edcia tentou checar a veracidade de um v\u00eddeo supostamente gravado pelo atirador. Feito em uma estrada rural, sem mostrar o rosto, ele anuncia: &#8220;T\u00f4 muito ansioso, passando mal. Pe\u00e7o aos familiares que tenham compreens\u00e3o por causa dos meus atos. Seus filhos me humilharam, me amea\u00e7aram de uma maneira que n\u00e3o tem mais perd\u00e3o&#8221;. No fim, pede para que as pessoas n\u00e3o culpem sua atitude por causa de influ\u00eancias externas. &#8220;Se for para culpar algo, culpem seus pr\u00f3prios filhos.&#8221;<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/img.estadao.com.br\/fotos\/crop\/1200x1200\/resources\/jpg\/5\/9\/1538185138695.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para atirador colegio\" \/><\/p>\n<p>Segundo testemunhas, antes de atirar nos estudantes, o jovem de 15 anos pediu para que 5 do grupo dos 35 se retirassem, pois tinha alvos definidos &#8211; 11 seriam supostamente citados no v\u00eddeo &#8211; e n\u00e3o queria ferir amigos. Na sequ\u00eancia disparou, atingindo dois colegas. O diretor do col\u00e9gio relatou momentos de terror. &#8220;N\u00e3o estamos preparados para enfrentar uma situa\u00e7\u00e3o dessas. Na hora eu fui atr\u00e1s dos alunos, seguindo-os, porque eles continuaram andando na escola, armados. Eles n\u00e3o me tinham como alvo, sen\u00e3o poderiam ter atirado. Eu passava pelas salas e pedia para que os alunos trancassem as portas, mas alguns, desesperados, correram; outros deitavam no ch\u00e3o.&#8221;<\/p>\n<p><strong>V\u00edtimas<\/strong><\/p>\n<p>O jovem ferido com mais gravidade n\u00e3o era um dos alvos. &#8220;Meu filho ouviu o nome dele ser chamado (para sair da sala), mas estava compenetrado nos estudos e n\u00e3o deu import\u00e2ncia. Depois, ele foi alvejado e n\u00e3o viu mais nada. Agora est\u00e1 com uma bala alojada na segunda v\u00e9rtebra e com o risco de perder a mobilidade total ou parcial das pernas&#8221;, diz o marceneiro Eder Samuel Facundo. O jovem hospitalizado disse ao pai que o outro baleado, na perna (sem gravidade), tamb\u00e9m foi confundido pelo atirador, por possuir um irm\u00e3o g\u00eameo. Facundo diz que o filho nunca praticou bullying. &#8220;O B. n\u00e3o \u00e9 desse esp\u00edrito, nem de longe \u00e9 de querer zoar os outros&#8221;, afirmou. &#8220;Ele saiu para estudar.&#8221; Seu filho foi atendido no Hospital Municipal Padre Germano Lauck, em Foz do Igua\u00e7u, e transferido no fim da tarde para o Hospital do Trabalhador, em Curitiba. &#8220;Mesmo com medicamento a dor continua forte.&#8221; A outra v\u00edtima foi atendida na Hospital e Maternidade Nossa Senhora da Luz, em Medianeira, e j\u00e1 foi liberada. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal O Estado de S. Paulo.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/portalcostaoeste.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/09\/lg-e8f65f57-55a5-47de-b816-670ccbae2115.jpg\" alt=\"Resultado de imagem para atirador colegio\" \/><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As agress\u00f5es verbais e f\u00edsicas se sucediam, relata a pol\u00edcia. 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