{"id":39457,"date":"2019-05-30T10:59:58","date_gmt":"2019-05-30T14:59:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=39457"},"modified":"2019-05-30T10:59:58","modified_gmt":"2019-05-30T14:59:58","slug":"lea-campos-investigar-para-respeitar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2019\/05\/30\/lea-campos-investigar-para-respeitar\/","title":{"rendered":"L\u00e9a Campos: Investigar para Respeitar"},"content":{"rendered":"<p>N\u00e3o quero toda a brasa sob minha sardinha, apenas reivindico que respeitem minha luta para que as mulheres possam conseguir outros campos de trabalho.<\/p>\n<p>Rompi o tabu da proibi\u00e7\u00e3o da mulher no futebol na d\u00e9cada de 60 e gostaria que mencionassem este pioneirismo. Pesquisem para saber quem abriu esta porta e deem o cr\u00e9dito. O Google acaba de colocar um trabalho que relembra toda minha trajet\u00f3ria no futebol.<\/p>\n<p>Em parceria com o Museu do Futebol de S\u00e3o Paulo, o &#8220;MUSEU DO IMPEDIMENTO&#8221; relata tudo o que fiz, n\u00e3o somente pela arbitragem feminina, como tamb\u00e9m pelo futebol feminino, que era proibido pela Constitui\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p>Na minha \u00e9poca, o curso era para \u00e1rbitros, n\u00e3o havia a separa\u00e7\u00e3o de auxiliares, todos faz\u00edamos um \u00fanico curso e por ser a primeira no mundo nunca auxiliei nenhum colega, sempre fui o principal.<\/p>\n<p>Apitei em muitos campos de terra e foi o que me deu mais experi\u00eancia, n\u00e3o tinha auxiliares, apitava sozinha e nunca decepcionei os jogadores.<\/p>\n<p>Apitei jogos de aspirantes, \u00faltima categoria para se tornar profissional e foi muito bom tamb\u00e9m.<\/p>\n<p>Graziele Maria Crizol, foi auxiliar de\u00a0\u00e1rbitro em S\u00e3o Paulo, onde fez o curso\u00a0de arbitragem da Federa\u00e7\u00e3o Paulista de Futebol\u00a0em\u00a02004 um ano depois come\u00e7ou a trabalhar nas categorias de base e nas competi\u00e7\u00f5es femininas como todos os demais colegas. Por sua alegria, conquistou a todos do meio esportivo\u00a0de seu estado.<\/p>\n<p>Depois de deixar o campo resolveu buscar outros horizontes e conseguiu encontr\u00e1-los nos Estados Unidos para onde se mudou para aprender ingl\u00eas em 2013 e se apaixonou por Los Angeles.<\/p>\n<p>Graziela, como outras \u00e1rbitras e auxiliares, encontraram dificuldades nos treinamentos f\u00edsicos, o que de certa forma contribuiu para seu afastamento dos campos de futebol.<\/p>\n<p>Felizmente nunca tive problema com os treinamentos f\u00edsicos, j\u00e1 que, por ser &#8220;Rainha do Ex\u00e9rcito&#8221;, consegui autoriza\u00e7\u00e3o do comandante do XII Batalh\u00e3o de Infantaria, para fazer exerc\u00edcios com os soldados o que me ajudou a ter um aproveitamento de 100% nos testes aos quais fui submetida.<\/p>\n<p>Ser \u00e1rbitro \u00e9 uma quest\u00e3o de sangue e nunca abandonaremos de vez a profiss\u00e3o.<\/p>\n<p>No meu caso, um acidente que me levou a fazer 102 cirurgias para n\u00e3o perder a perna\u00a0 e voltar a caminhar, foi a \u00fanica causa de meu afastamento. Sinto saudades.<\/p>\n<p>Tive a oportunidade de apitar em v\u00e1rios pa\u00edses e levar ao mundo uma nova oportunidade de trabalho para a mulher.<\/p>\n<p>Assim como Graziela, eu tamb\u00e9m moro nos Estados Unidos, em New York, e o futebol de uma ou outra forma continua em minhas veias.<\/p>\n<p>Vou ao Brasil todo ano e amo minhas ra\u00edzes.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N\u00e3o quero toda a brasa sob minha sardinha, apenas reivindico que respeitem minha luta para que as mulheres possam conseguir outros campos de trabalho. Rompi o tabu da proibi\u00e7\u00e3o da mulher no futebol na d\u00e9cada de 60 e gostaria que mencionassem este pioneirismo. Pesquisem para saber quem abriu esta porta e deem o cr\u00e9dito. O Google acaba de colocar um trabalho que relembra toda minha trajet\u00f3ria no futebol. 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