{"id":43025,"date":"2020-02-06T14:51:37","date_gmt":"2020-02-06T18:51:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=43025"},"modified":"2020-02-06T14:51:37","modified_gmt":"2020-02-06T18:51:37","slug":"mineiro-de-itajuba-mg-foi-de-us-300-a-us-1-bilhao-no-texas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2020\/02\/06\/mineiro-de-itajuba-mg-foi-de-us-300-a-us-1-bilhao-no-texas\/","title":{"rendered":"Mineiro de Itajub\u00e1, MG, foi de US$ 300 a US$ 1 bilh\u00e3o no Texas"},"content":{"rendered":"<p>A saga do mineiro Carlos Vaz \u00e9 bem parecida com a de milhares de brasileiros que sonham em fazer fortuna nos Estados Unidos. A diferen\u00e7a \u00e9 que ele realmente conseguiu.<\/p>\n<p>Saiu do Brasil com US$ 300 no bolso para fazer um est\u00e1gio n\u00e3o remunerado em Boston, trabalhou dia e noite para sobreviver e, quase 20 anos depois, virou um importante empres\u00e1rio no Texas. Em setembro do ano passado, foi considerado um dos 18 executivos mais admirados pelo Dallas Business Journal e sua empresa, a Conti Real Estate Investments, j\u00e1 soma mais de US$ 1 bilh\u00e3o de ativos negociados em 11 anos de opera\u00e7\u00e3o. No total, a empresa tem 31 propriedades, sendo 15 adquiridas por meio de fundos de investimentos regulados pela Securities Exchange Commission. O neg\u00f3cio consiste, basicamente, em captar recursos com os mais diversos investidores para comprar im\u00f3veis destinados ao aluguel para classes mais baixas nos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Em tempos de juros negativos no mundo, o investimento pode render entre 7% e 11,5% ao ano, em d\u00f3lar, n\u00fameros que t\u00eam atra\u00eddo brasileiros de olho na diversifica\u00e7\u00e3o do capital. Em 2016, a participa\u00e7\u00e3o dos investidores nacionais nas capta\u00e7\u00f5es da empresa de Vaz era de apenas 10%; em 2019, alcan\u00e7ou 30%. O interesse dos brasileiros come\u00e7ou em um curso que o empres\u00e1rio fez na Universidade Harvard, em 2016. \u201cMostrei o modelo de neg\u00f3cios e eles se interessaram; pediram que viesse ao Brasil para apresentar o investimento para algumas fam\u00edlias\u201d, conta Vaz, que nasceu em Itajub\u00e1, no sul de Minas Gerais. Para chegar nesse est\u00e1gio, no entanto, a empresa exigiu muito planejamento dele. Desde jovem, uma de suas principais caracter\u00edsticas era organizar os pr\u00f3ximos passos de sua vida.<\/p>\n<p>Desde que chegou, em 2001, ap\u00f3s abandonar o curso de Direito na Universidade Federal de Vi\u00e7osa, sua meta foi ganhar dinheiro e fazer cursos em faculdades renomadas que lhe dessem conhecimento e uma rede de contatos. Estudioso, em pouco tempo, Vaz conquistou uma bolsa numa escola privada e come\u00e7ou a vislumbrar a possibilidade de fazer uma faculdade. Nessa \u00e9poca, o empres\u00e1rio come\u00e7ou a se interessar por l\u00ednguas, de olho num curso de rela\u00e7\u00f5es internacionais. Aprendeu sozinho ingl\u00eas e, depois, alem\u00e3o. Mas acabou entrando no curso de Direito, em Vi\u00e7osa. Nessa \u00e9poca, come\u00e7ou a buscar escrit\u00f3rios fora do Pa\u00eds para estagiar. Primeiro mandou correspond\u00eancia para v\u00e1rias empresas na Alemanha, sem sucesso. Depois tentou algumas bancas nos Estados Unidos. Teve resposta de um escrit\u00f3rio em Boston, mas sem remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Apesar de alguns conselhos contr\u00e1rios, seguiu a intui\u00e7\u00e3o e embarcou no sonho americano. O dinheiro que tinha s\u00f3 deu para alugar o s\u00f3t\u00e3o de uma casa, quente no inverno e tamb\u00e9m no ver\u00e3o. J\u00e1 na primeira semana tinha em mente que precisava arrumar emprego para se bancar no pa\u00eds, uma vez que o est\u00e1gio n\u00e3o pagaria nenhum centavo. Trabalhava das 8h \u00e0s 13h no escrit\u00f3rio e de noite trabalhava num jornal da regi\u00e3o. Arrumou ainda uma vaga em um restaurante para trabalhar nos fins de semana. Quase todo o dinheiro ia para fazer cursos. Estudou economia e administra\u00e7\u00e3o de empresas, at\u00e9 entrar no ramo de constru\u00e7\u00e3o civil. A\u00ed buscou se especializar e arrumou um emprego na \u00e1rea. Todo dinheiro que sobrava, comprava uma ferramenta nova. Montou uma empresa de pequenos servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o e depois um neg\u00f3cio de compra e venda de im\u00f3veis. Em dois anos, comprou e vendeu 32 im\u00f3veis. \u201cMas muita gente come\u00e7ou a fazer a mesma coisa e os bancos come\u00e7aram a dificultar o cr\u00e9dito. Decidi ent\u00e3o sair dessa \u00e1rea e montar outro neg\u00f3cio, ainda sem saber muito bem o que fazer\u201d. Mas Vaz deu uma reviravolta na sua vida. Mudou de Boston para Dallas e montou a Conti, em 2008. \u201cN\u00e3o tinha muito dinheiro, mas tinha muito network.\u201d Ele come\u00e7ou comprando 208 apartamentos de um conjunto residencial. \u201cS\u00f3 tinha dinheiro para o sinal, mas arrumei uns investidores. Eles ficaram com 99% e eu com 1%. O objetivo era ganhar experi\u00eancia\u201d. Da\u00ed para frente, os neg\u00f3cios s\u00f3 cresceram.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A saga do mineiro Carlos Vaz \u00e9 bem parecida com a de milhares de brasileiros que sonham em fazer fortuna nos Estados Unidos. A diferen\u00e7a \u00e9 que ele realmente conseguiu. Saiu do Brasil com US$ 300 no bolso para fazer um est\u00e1gio n\u00e3o remunerado em Boston, trabalhou dia e noite para sobreviver e, quase 20 anos depois, virou um importante empres\u00e1rio no Texas. 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