{"id":43415,"date":"2020-03-05T19:37:12","date_gmt":"2020-03-05T23:37:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=43415"},"modified":"2020-03-05T19:37:12","modified_gmt":"2020-03-05T23:37:12","slug":"organizacoes-humanitarias-pedem-resposta-da-ue-a-crise-de-migrantes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2020\/03\/05\/organizacoes-humanitarias-pedem-resposta-da-ue-a-crise-de-migrantes\/","title":{"rendered":"Organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias pedem resposta da UE \u00e0 crise de migrantes"},"content":{"rendered":"<p>As organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias n\u00e3o governamentais Anistia Internacional (AI) e Human Rights Watch pediram hoje (4) aos Estados-membros da Uni\u00e3o Europeia (UE) que discutam e respondam em conjunto \u00e0 crise de migrantes na fronteira entre a Turquia e a Gr\u00e9cia, partilhando a responsabilidade de acolhimento e defendendo os direitos humanos.<\/p>\n<p>O apelo da Anistia Internacional foi refor\u00e7ado hoje para coincidir com uma reuni\u00e3o extraordin\u00e1ria do Conselho de Justi\u00e7a e Assuntos Internos da UE sobre a situa\u00e7\u00e3o nas fronteiras, agendada para esta tarde. &#8220;O que estamos a testemunhar na fronteira entre a Gr\u00e9cia e a Turquia \u00e9 uma crise humanit\u00e1ria na Europa&#8221;, afirmou a diretora do gabinete de Institui\u00e7\u00f5es Europeias da Anistia Internacional, Eve Geddie, em comunicado divulgado nesta quarta-feira. &#8220;A prote\u00e7\u00e3o dos refugiados n\u00e3o \u00e9 algo que os pa\u00edses possam evitar. A Gr\u00e9cia deve defender o direito de asilo e a UE deve apoiar. O direito de reivindicar asilo n\u00e3o \u00e9 negoci\u00e1vel&#8221;, acrescentou Eve. Lembrando que os refugiados que pretendem entrar na Europa &#8220;procuram seguran\u00e7a&#8221;, ela afirmou que esses migrantes &#8220;t\u00eam visto os seus direitos violentamente negados&#8221;.<\/p>\n<p>Os ministros que se re\u00fanem hoje &#8220;t\u00eam de condenar qualquer uso excessivo de for\u00e7a contra pessoas, incluindo trabalhadores de organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais e jornalistas, nas fronteiras terrestres ou mar\u00edtimas entre a Gr\u00e9cia e a Turquia&#8221;, defendeu. Para a representante da Anistia Internacional, os Estados-membros da UE podem ajudar a aliviar a situa\u00e7\u00e3o, &#8220;ajudando a Gr\u00e9cia a gerir os pedidos de asilo, fornecendo instala\u00e7\u00f5es de acolhimento adequadas e transferindo os solicitantes de asilo para outros pa\u00edses&#8221;. A Anistia Internacional j\u00e1 tinha denunciado esta semana as &#8220;medidas desumanas&#8221; das autoridades gregas para impedir a entrada de mais migrantes no pa\u00eds, considerando as a\u00e7\u00f5es do pa\u00eds como &#8220;uma trai\u00e7\u00e3o terr\u00edvel \u00e0s responsabilidades para com os direitos humanos&#8221;.<\/p>\n<p>Segundo a AI, as autoridades gregas decidiram suspender temporariamente o registro de pedidos de asilo a pessoas que entrem no pa\u00eds de forma irregular. Essa medida ser\u00e1 associada \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o imediata ao pa\u00eds de origem &#8220;se for poss\u00edvel&#8221;, afirmaram as autoridades sem entrar em detalhes. &#8220;Todos t\u00eam o direito de pedir asilo. Deportar pessoas sem o devido processo pode significar envi\u00e1-las de volta aos horrores da guerra ou exp\u00f4-las a graves viola\u00e7\u00f5es dos direitos humanos&#8221;, alertou Eve Geddie. A Gr\u00e9cia tamb\u00e9m anunciou que, a partir de hoje, as suas for\u00e7as armadas passam a usar muni\u00e7\u00f5es reais nos confrontos perto da fronteira terrestre com a Turquia.<\/p>\n<p><strong>Migrantes na Turquia<\/strong><\/p>\n<p>As autoridades turcas acusaram hoje a Gr\u00e9cia de matar a tiro um migrante que tentava entrar no pa\u00eds e ferir outros cinco, acusa\u00e7\u00e3o que o governo grego &#8220;desmente categoricamente&#8221;. De acordo com o gabinete do governador da cidade turca de Edirne, os militares gregos abriram fogo quando um grupo de migrantes que estava na Turquia tentou for\u00e7ar a entrada na Gr\u00e9cia, tendo atingido um deles no peito. Desde o an\u00fancio da Turquia de que ia abrir fronteiras, feito em 28 de fevereiro, as chegadas de migrantes \u00e0s ilhas gregas aumentaram grandemente e os confrontos t\u00eam se multiplicado.<\/p>\n<p>Nessa ter\u00e7a-feira (3), segundo relatos das organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias, os habitantes da ilha grega de Lesbos impediram que os barcos chegassem \u00e0 costa, atacaram ativistas e carros de volunt\u00e1rios e at\u00e9 jornalistas. &#8220;A Gr\u00e9cia deve abster-se de usar for\u00e7a excessiva e garantir que as opera\u00e7\u00f5es de busca e salvamento possam operar no mar. As pessoas que procuram asilo na Gr\u00e9cia devem ser ajudadas, n\u00e3o tratadas como criminosas ou como amea\u00e7as \u00e0 seguran\u00e7a&#8221;, disse Eve. Tamb\u00e9m a HRW insistiu na necessidade de Bruxelas promover a partilha de responsabilidades em rela\u00e7\u00e3o aos migrantes. &#8220;A Uni\u00e3o Europeia tem a oportunidade de mostrar que pode responder com compaix\u00e3o \u00e0 chegada de pessoas que fogem de conflitos e persegui\u00e7\u00f5es, colocando a dignidade e humanidade no centro de sua resposta. Essas devem ser as marcas de qualquer resposta da UE&#8221;, afirmou o diretor da Human Rights Watch na Uni\u00e3o Europeia, Lotte Leicht. (ABr)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As organiza\u00e7\u00f5es humanit\u00e1rias n\u00e3o governamentais Anistia Internacional (AI) e Human Rights Watch pediram hoje (4) aos Estados-membros da Uni\u00e3o Europeia (UE) que discutam e respondam em conjunto \u00e0 crise de migrantes na fronteira entre a Turquia e a Gr\u00e9cia, partilhando a responsabilidade de acolhimento e defendendo os direitos humanos. 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