{"id":44219,"date":"2020-05-26T14:13:12","date_gmt":"2020-05-26T18:13:12","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=44219"},"modified":"2020-05-26T14:13:12","modified_gmt":"2020-05-26T18:13:12","slug":"apesar-das-mutacoes-coronavirus-nao-se-torna-mais-letal-mostra-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2020\/05\/26\/apesar-das-mutacoes-coronavirus-nao-se-torna-mais-letal-mostra-pesquisa\/","title":{"rendered":"Apesar das muta\u00e7\u00f5es coronav\u00edrus n\u00e3o se torna mais letal, mostra pesquisa"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um\u00a0estudo\u00a0realizado pela University College London, no Reino Unido, pode ter revelado que as muta\u00e7\u00f5es do novo\u00a0coronav\u00edrus\u00a0n\u00e3o necessariamente fazem que a covid-19 se torne mais agressiva em rela\u00e7\u00e3o ao seu potencial de transmiss\u00e3o. A pesquisa ainda n\u00e3o foi propriamente revisada.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cEmpregamos uma nova t\u00e9cnica para determinar se os v\u00edrus com uma nova muta\u00e7\u00e3o s\u00e3o realmente transmitidos a uma taxa mais alta e descobrimos que nenhuma das muta\u00e7\u00f5es parece estar fazendo isso\u201c, afirmou Francois Balloux, professor da UCL e respons\u00e1vel pela nova pesquisa.<\/p>\n<p>Para o estudo, os cientistas modelaram a \u00e1rvore evolutiva do v\u00edrus e analisaram se uma determinada muta\u00e7\u00e3o estaria se tornando mais comum dentro de determinado ramo da \u00e1rvore. Se isso estivesse acontecendo, o v\u00edrus poderia estar se tornando mais infeccioso a partir de novas muta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Sem evid\u00eancias do desenvolvimento das capacidades virais do covid-19, os resultados mostraram que a maioria dessas muta\u00e7\u00f5es \u00e9 considerada neutra. Ou seja, n\u00e3o afetam carater\u00edsticas como a letalidade ou o potencial de transmissibilidade do v\u00edrus.<\/p>\n<p>Ainda que o estudo tenha sido publicado em formato de pr\u00e9-impress\u00e3o e n\u00e3o tenha sido revisado por pares da comunidade cient\u00edfica internacional, a pesquisa feita com 15 mil pacientes infectados de 75 pa\u00edses foi elaborada de acordo com outro estudo realizado e j\u00e1 revisado e publicado no come\u00e7o do m\u00eas na revista cient\u00edfica Infection, Genetics and Evolution.<\/p>\n<p>Assim como outras infec\u00e7\u00f5es virais, o novo coronav\u00edrus pode desenvolver novas muta\u00e7\u00f5es de tr\u00eas formas distintas. Por ora, pesquisadores da UCL, do Centro de Pesquisa Agr\u00edcola Franc\u00eas (Cirad) e da Universit\u00e9 de la R\u00e9union, tamb\u00e9m na Fran\u00e7a, al\u00e9m da Universidade de Oxford, no Reino Unido, identificaram 6.822 muta\u00e7\u00f5es diferentes do SARS-CoV-2 em todo o planeta.<\/p>\n<p>Segundo os pesquisadores, a maioria dessas muta\u00e7\u00f5es \u00e9 induzida pelo pr\u00f3prio sistema imunol\u00f3gico das pessoas que s\u00e3o infectadas pelo v\u00edrus. Em outras palavras, o corpo humano, com seus agentes biol\u00f3gicos de combate, faz com que o v\u00edrus se modifique. O contr\u00e1rio seria mais preocupante, uma vez que o v\u00edrus se adaptaria melhor para sobreviver ao hospedeiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um\u00a0estudo\u00a0realizado pela University College London, no Reino Unido, pode ter revelado que as muta\u00e7\u00f5es do novo\u00a0coronav\u00edrus\u00a0n\u00e3o necessariamente fazem que a covid-19 se torne mais agressiva em rela\u00e7\u00e3o ao seu potencial de transmiss\u00e3o. A pesquisa ainda n\u00e3o foi propriamente revisada. \u201cEmpregamos uma nova t\u00e9cnica para determinar se os v\u00edrus com uma nova muta\u00e7\u00e3o s\u00e3o realmente transmitidos a uma taxa mais alta e descobrimos que nenhuma das muta\u00e7\u00f5es parece estar fazendo isso\u201c, afirmou Francois Balloux, professor da UCL e respons\u00e1vel pela nova pesquisa. 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