{"id":45898,"date":"2020-10-15T14:36:44","date_gmt":"2020-10-15T18:36:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=45898"},"modified":"2020-10-15T14:36:44","modified_gmt":"2020-10-15T18:36:44","slug":"google-devera-fornecer-para-a-policia-a-identidade-de-quem-pesquisar-assuntos-controversos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2020\/10\/15\/google-devera-fornecer-para-a-policia-a-identidade-de-quem-pesquisar-assuntos-controversos\/","title":{"rendered":"Google dever\u00e1 fornecer para a pol\u00edcia a identidade de quem pesquisar assuntos controversos"},"content":{"rendered":"<p><strong>H\u00e1 muitas controv\u00e9rsias a respeito dos limites de colabora\u00e7\u00e3o entre empresas de tecnologia e autoridades governamentais. Essa discuss\u00e3o acaba de ganhar mais um epis\u00f3dio, visto que um documento judicial recentemente arquivado e liberado para consulta p\u00fablica mostra que, nos EUA, a pol\u00edcia tem requisitado ao Google informa\u00e7\u00f5es a respeito de internautas que fizeram determinada pesquisa por termos espec\u00edficos no motor de buscas.<\/strong><\/p>\n<p>O documento vem para revelar um epis\u00f3dio preocupante no caso de Michael Williams, associado ao cantor R. Kelly (acusado de ass\u00e9dio sexual), que supostamente colocou fogo no carro de uma testemunha do crime de seu comparsa. Os investigadores enviaram uma procura\u00e7\u00e3o ao Google pedindo uma lista de todo mundo que pesquisou o endere\u00e7o da v\u00edtima horas antes do inc\u00eandio criminoso.<\/p>\n<p>O nome de Michael estava na lista \u2014 possivelmente junto com o de v\u00e1rios outros internautas que tiveram sua privacidade violada de maneira coletiva. A partir da\u00ed, bastou cruzar os dados de localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica do smartphone do suspeito, que, de fato, estava pr\u00f3ximo ao local do crime.<\/p>\n<p>Segundo Albert Fox Cahn, diretor executivo do Surveillance Technology Oversight Project ou S.T.O.P., a a\u00e7\u00e3o da pol\u00edcia pode ser considerada inconstitucional. \u201cEste \u2018mandado de palavra-chave\u2019 foge das verifica\u00e7\u00f5es da Quarta Emenda sobre a vigil\u00e2ncia policial. Quando um tribunal autoriza o despejo de dados de cada pessoa que pesquisou um termo ou endere\u00e7o espec\u00edfico, \u00e9 prov\u00e1vel que seja inconstitucional\u201d, explica.<\/p>\n<p>Os \u201cmandados de palavras-chave\u201d s\u00e3o similares aos igualmente pol\u00eamicos \u201cmandados de cerca geogr\u00e1fica\u201d, que ocorrem desde 2017 e envolvem o pedido da identidade de todos os usu\u00e1rios que estavam em determinada \u00e1rea geogr\u00e1fica durante determinado per\u00edodo de tempo. Embora a companhia n\u00e3o divulgue n\u00fameros absolutos, ela j\u00e1 afirmou receber cada vez mais pedidos do g\u00eanero nos \u00faltimos anos.<\/p>\n<p>\u201cExigimos um mandado e pressionamos para estreitar o escopo dessas demandas espec\u00edficas quando excessivamente amplas, incluindo contesta\u00e7\u00e3o em tribunal quando apropriado&#8221;, afirma o diretor de aplica\u00e7\u00e3o da lei e seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o do Google, Richard Salgado. \u201cEssas demandas de dados representam menos de 1% do total de mandados e uma pequena fra\u00e7\u00e3o das demandas legais gerais para dados de usu\u00e1rios que recebemos atualmente\u201d, complementa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H\u00e1 muitas controv\u00e9rsias a respeito dos limites de colabora\u00e7\u00e3o entre empresas de tecnologia e autoridades governamentais. 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