{"id":46964,"date":"2021-01-13T14:44:29","date_gmt":"2021-01-13T18:44:29","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=46964"},"modified":"2021-01-13T14:44:29","modified_gmt":"2021-01-13T18:44:29","slug":"nos-eua-alunas-da-usp-recebem-premio-por-criar-aplicativo-de-alfabetizacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2021\/01\/13\/nos-eua-alunas-da-usp-recebem-premio-por-criar-aplicativo-de-alfabetizacao\/","title":{"rendered":"Nos EUA alunas da USP recebem pr\u00eamio por criar aplicativo de alfabetiza\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>O projeto de um aplicativo\u00a0de celular para alfabetiza\u00e7\u00e3o desenvolvido por quatro alunas da Universidade de S\u00e3o Paulo, ganhou o primeiro lugar em uma competi\u00e7\u00e3o internacional promovida pela Arizona State University, nos\u00a0Estados Unidos. O programa, criado pelas estudantes do curso de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC) da USP, em S\u00e3o Carlos, foi premiado na categoria Comunica\u00e7\u00e3o de Impacto.<\/strong><\/p>\n<p>O projeto do aplicativo \u00e9 direcionado para pessoas que podem ler senten\u00e7as curtas, escrever o pr\u00f3prio nome, mas s\u00e3o incapazes de ler livros, conhecidos como analfabetos funcionais. A solu\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m poder\u00e1 ser \u00fatil para os que s\u00e3o completamente analfabetos, ou seja, n\u00e3o conseguem ler ou escrever nem uma palavra. Nesse caso, eles precisar\u00e3o de apoio de familiares ou de professores.<\/p>\n<p>\u201cQuem aprendeu a ler e escrever desde pequeno n\u00e3o consegue enxergar que esse processo de aprendizagem se torna um grande desafio quando voc\u00ea \u00e9 adulto\u201d, destaca Luiza Machado, uma das alunas que desenvolveu o aplicativo.<\/p>\n<p>Segundo as alunas, o primeiro desafio encontrado foi saber se os analfabetos funcionais poderiam utilizar o celular. Mas as estudantes encontraram diversas pesquisas sobre o assunto que mostraram, por exemplo, que mais de 80% deles usam o WhatsApp, especialmente porque t\u00eam a op\u00e7\u00e3o de enviar mensagens de voz.<\/p>\n<p>Com isso em mente, o projeto, chamado de ABC, foi moldado de forma a ajudar na alfabetiza\u00e7\u00e3o por meio de v\u00eddeos e dicas. Ser\u00e1 poss\u00edvel tamb\u00e9m avaliar o progresso do aprendizado respondendo a quest\u00f5es e realizando exerc\u00edcios. \u201cA proposta \u00e9 que os usu\u00e1rios possam aprender escolhendo as li\u00e7\u00f5es segundo seus temas de interesse\u201d, conta Luiza.<\/p>\n<p>O novo desafio das quatro alunas, Lu\u00edsa Moura, Ana Laura Chioca Vieira, Marina Machado e Luiza Machado, \u00e9 em 2021 colocar o projeto em pr\u00e1tica. Para isso, as estudantes est\u00e3o buscando trocar experi\u00eancias com quem j\u00e1 desenvolveu aplicativos e com especialistas na \u00e1rea de educa\u00e7\u00e3o. Para entrar em contato, os interessados podem enviar e-mail\u00a0aplicativoabc@gmail.com.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O projeto de um aplicativo\u00a0de celular para alfabetiza\u00e7\u00e3o desenvolvido por quatro alunas da Universidade de S\u00e3o Paulo, ganhou o primeiro lugar em uma competi\u00e7\u00e3o internacional promovida pela Arizona State University, nos\u00a0Estados Unidos. O programa, criado pelas estudantes do curso de Ci\u00eancias Matem\u00e1ticas e de Computa\u00e7\u00e3o (ICMC) da USP, em S\u00e3o Carlos, foi premiado na categoria Comunica\u00e7\u00e3o de Impacto. O projeto do aplicativo \u00e9 direcionado para pessoas que podem ler senten\u00e7as curtas, escrever o pr\u00f3prio nome, mas s\u00e3o incapazes de ler livros, conhecidos como analfabetos funcionais. 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