{"id":49334,"date":"2021-08-23T15:15:15","date_gmt":"2021-08-23T19:15:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=49334"},"modified":"2021-08-23T15:15:15","modified_gmt":"2021-08-23T19:15:15","slug":"covid-19-brasil-deve-imunizar-100-da-populacao-adulta-primeiro-que-os-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2021\/08\/23\/covid-19-brasil-deve-imunizar-100-da-populacao-adulta-primeiro-que-os-eua\/","title":{"rendered":"Covid-19: Brasil deve imunizar 100% da popula\u00e7\u00e3o adulta primeiro que os EUA"},"content":{"rendered":"<p><strong>O pa\u00eds tem intensificado o ritmo da vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 ao longo das \u00faltimas semanas, tanto que muitas unidades da Federa\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o imunizando todos os brasileiros a partir de 18 anos de idade. A cobertura vacinal dos adultos mais jovens, inclusive, fez com que o Brasil passasse a registrar \u00edndices recordes de doses aplicadas diariamente, o que nos deixa mais pr\u00f3ximos de fornecer a primeira dose para todos os adultos antes mesmo dos Estados Unidos.<\/strong><\/p>\n<p>Informa\u00e7\u00f5es reunidas pelo projeto Our World in Data, conduzido pela Universidade de Oxford, mostram que o Brasil tem se esfor\u00e7ado para compensar a demora do in\u00edcio do processo de vacina\u00e7\u00e3o, que s\u00f3 aconteceu em janeiro deste ano. Nos \u00faltimos dois meses, mais de 1 milh\u00e3o de pessoas foram vacinadas por dia. Desde 11 de agosto, o pa\u00eds \u00e9 o terceiro que mais aplica doses no mundo, perdendo apenas para China e \u00cdndia, sendo que de 17 a 19, data em que as estat\u00edsticas do Brasil foram atualizadas pela \u00faltima vez, pelo menos 2 milh\u00f5es de doses foram distribu\u00eddas \u00e0 popula\u00e7\u00e3o em cada um dos dias.<\/p>\n<p>O n\u00famero de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a covid-19 no Brasil chegou ontem a 122.830.226, mais de 74% do total de pessoas com 18 anos ou mais no pa\u00eds. Caso o Brasil consiga manter a quantidade de doses aplicadas diariamente acima dos 2 milh\u00f5es, em no m\u00e1ximo 21 dias os cerca de 41,6 milh\u00f5es adultos que ainda faltam ser atendidos receber\u00e3o a primeira dose. Nas \u00faltimas 24 horas, 454.160 pessoas receberam a primeira aplica\u00e7\u00e3o da vacina, de acordo com dados reunidos pelo cons\u00f3rcio de ve\u00edculos de imprensa junto a secretarias de 26 estados e Distrito Federal.<\/p>\n<p>Mesmo tendo iniciado a campanha de imuniza\u00e7\u00e3o um m\u00eas antes do Brasil, os Estados Unidos levar\u00e3o mais tempo para chegar \u00e0 marca de 100%, considerando os par\u00e2metros atuais de vacina\u00e7\u00e3o no pa\u00eds. Segundo o Our World Data, desde 13 de abril, quando atingiu a impressionante marca de quase 3,4 milh\u00f5es de vacinas aplicadas, a quantidade de imunizantes distribu\u00eddos diariamente vem caindo. A \u00faltima vez em que o pa\u00eds conseguiu usar mais de 1 milh\u00e3o de doses no mesmo dia foi no feriado da Independ\u00eancia, em 4 de julho, e nos \u00faltimos sete dias a m\u00e9dia de imunizantes aplicados foi de 789 mil. De acordo com o Centro de Controle e Preven\u00e7\u00e3o de Doen\u00e7as dos Estados Unidos, ao menos 188,6 milh\u00f5es de norte-americanos com mais de 18 anos j\u00e1 iniciaram o esquema vacinal, o que significa 73% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds nessa faixa et\u00e1ria. A seguir o patamar de imuniza\u00e7\u00e3o observado recentemente, o pa\u00eds levar\u00e1 mais 88 dias \u2014 quase tr\u00eas meses \u2014, para aplicar a primeira dose em todos os 258,4 milh\u00f5es de adultos.<\/p>\n<p><strong>Brasileiros valorizam mais as vacinas que os americanos<\/strong><\/p>\n<p>Infectologista do Hospital de \u00c1guas Claras, Ana Helena Germ\u00f3glio diz que o Brasil conseguiu ultrapassar os norte-americanos devido \u00e0 cultura de cada pa\u00eds em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vacinas. Mesmo com mais doses \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o para os seus habitantes, os Estados Unidos t\u00eam de lidar com o negacionismo de boa parte da sua popula\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos imunizantes, o que compromete o avan\u00e7o da campanha de vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cO brasileiro e os latinos, em geral, s\u00e3o acostumados com vacinas e que entendem a import\u00e2ncia da imuniza\u00e7\u00e3o. Enquanto nos Estados Unidos h\u00e1 uma corrente forte antivacina, isso n\u00e3o se v\u00ea no Brasil\u201d, comenta. Para ela, outro fator que contribuiu para o pa\u00eds ter intensificado a quantidade de doses aplicadas foi o fim da exig\u00eancia de se fazer um pr\u00e9vio agendamento para as pessoas serem atendidas. Quem n\u00e3o tinha acesso \u00e0 internet, por exemplo, acabava perdendo a oportunidade de se imunizar. \u201cTemos de dar chances para todos serem vacinados. Aqui, as pessoas querem tomar a vacina. Apesar do atraso, era apenas quest\u00e3o de tempo para que as doses estivessem \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o nos postos e, de l\u00e1, fossem para os bra\u00e7os dos brasileiros\u201d, diz.<\/p>\n<p>Especialistas fazem o apelo para que os brasileiros n\u00e3o percam a oportunidade de se vacinar, visto que os imunizantes s\u00e3o o m\u00e9todo mais eficaz para evitar formas mais graves da covid-19. Neste m\u00eas, a prefeitura do Rio de Janeiro, por exemplo, constatou que 95% das interna\u00e7\u00f5es no munic\u00edpio por conta do novo coronav\u00edrus eram de pessoas que n\u00e3o se vacinaram contra a doen\u00e7a. \u201cOs estudos mostram que, com a primeira dose de vacina contra a covid-19, a pessoa j\u00e1 tem um grau de prote\u00e7\u00e3o contra a infec\u00e7\u00e3o pelo v\u00edrus, e mesmo pegando a doen\u00e7a, tem menor risco de adoecer gravemente, e tamb\u00e9m menor transmissibilidade. Essa prote\u00e7\u00e3o se amplia com a segunda dose. Portanto, a cobertura ampla da popula\u00e7\u00e3o adulta com pelo menos uma dose \u00e9 um passo importante no controle da pandemia, e consequentemente na redu\u00e7\u00e3o da sobrecarga do sistema de sa\u00fade\u201d, destaca a infectologista do Hospital de Base Magali Meirelles.<\/p>\n<p>Ela acrescenta que, mesmo com o in\u00edcio da vacina\u00e7\u00e3o, medidas como distanciamento social e o uso de m\u00e1scara continuam indispens\u00e1veis. \u201cA variante delta est\u00e1 disseminada no Brasil, e h\u00e1 evid\u00eancias de que esquemas incompletos, com apenas uma dose, n\u00e3o fornecem o mesmo grau de prote\u00e7\u00e3o contra essa variante. A luta contra a pandemia segue, e quanto antes conseguirmos vacinar completamente a maior parte poss\u00edvel da popula\u00e7\u00e3o, mais r\u00e1pido conseguiremos afrouxar as medidas de distanciamento\u201d, observa.<\/p>\n<p><strong>Proje\u00e7\u00f5es<\/strong><\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o num\u00e9rica vai confirmar as estimativas feitas pelo ministro da Sa\u00fade, Marcelo Queiroga, de que todos os adultos do pa\u00eds estariam parcialmente vacinados contra a covid-19 at\u00e9 o fim de setembro. E para acelerar a conclus\u00e3o do esquema de imuniza\u00e7\u00e3o, o ministro disse recentemente que o governo pensa em reduzir o intervalo de aplica\u00e7\u00e3o entre a primeira e a segunda dose de algumas vacinas, como a da Pfizer. \u201cO intervalo da Pfizer no bul\u00e1rio \u00e9 de 21 dias. Para avan\u00e7ar no n\u00famero de brasileiros vacinados com a primeira dose, resolveu-se ampliar o espa\u00e7o para 90 dias. Agora que n\u00f3s j\u00e1 vamos completar a D1 (primeira dose) em setembro, estudamos voltar o intervalo para 21 dias para que a gente possa acelerar a D2 (segunda dose). Se fizermos isso, em outubro teremos mais de 75% da popula\u00e7\u00e3o vacinada com a D2\u201d, comentou Queiroga, na semana passada.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pa\u00eds tem intensificado o ritmo da vacina\u00e7\u00e3o contra a covid-19 ao longo das \u00faltimas semanas, tanto que muitas unidades da Federa\u00e7\u00e3o j\u00e1 est\u00e3o imunizando todos os brasileiros a partir de 18 anos de idade. A cobertura vacinal dos adultos mais jovens, inclusive, fez com que o Brasil passasse a registrar \u00edndices recordes de doses aplicadas diariamente, o que nos deixa mais pr\u00f3ximos de fornecer a primeira dose para todos os adultos antes mesmo dos Estados Unidos. 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