{"id":50417,"date":"2021-12-10T13:45:25","date_gmt":"2021-12-10T17:45:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=50417"},"modified":"2021-12-10T13:45:25","modified_gmt":"2021-12-10T17:45:25","slug":"passado-e-futuro-de-muro-na-fronteira-dos-eua-com-mexico-e-mostrado-em-exposicao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2021\/12\/10\/passado-e-futuro-de-muro-na-fronteira-dos-eua-com-mexico-e-mostrado-em-exposicao\/","title":{"rendered":"Passado e futuro de muro na fronteira dos EUA com M\u00e9xico \u00e9 mostrado em exposi\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><strong>No final do s\u00e9culo 19, quando EUA e M\u00e9xico definiram a fronteira atual, a linha entre eles n\u00e3o tinha, apenas pequenos obeliscos como marcos sinalizando a divis\u00e3o dos pa\u00edses. A ideia de colocar uma grade veio em 1909, n\u00e3o para conter pessoas, mas o fluxo de gado para evitar que eles levassem doen\u00e7as de um lado a outro.<\/strong><\/p>\n<p>A hist\u00f3ria das constru\u00e7\u00f5es na fronteira \u00e9 detalhada na exposi\u00e7\u00e3o &#8220;The Wall\/El Muro: What is a Border Wall?&#8221;, aberta em novembro no National Building Museum de Washington, espa\u00e7o dedicado a debater arquitetura.<\/p>\n<p>Ao longo do S\u00e9culo 20, aponta a mostra, o controle de fronteiras foi crescendo e se tornando uma estrutura que n\u00e3o se resume \u00e0 fronteira, mas se espalha pelo interior dos EUA: h\u00e1 barreiras em aeroportos dentro do pa\u00eds e equipes que atuam na busca de imigrantes irregulares que vivem nas cidades, bem como centros de deten\u00e7\u00e3o dedicados a eles.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-29939\" src=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/border-wall-us-mexico.jpg\" alt=\"\" width=\"660\" height=\"410\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/border-wall-us-mexico.jpg 660w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/border-wall-us-mexico-300x186.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 660px) 100vw, 660px\" \/><\/p>\n<p>O principal s\u00edmbolo da pol\u00edtica de imigra\u00e7\u00e3o, no entanto, acabou sendo o muro na fronteira, colocado como meta da campanha e do governo de Donald Trump. O ex-presidente expandiu e reformou pouco mais de 700 km de barreiras, em uma divisa de 3.142 km de extens\u00e3o, mas deixou a obra incompleta.<\/p>\n<p>V\u00e1rios trechos ficaram sem conex\u00e3o, como monumentos no deserto. Ao tomar posse sucedendo Trump, em janeiro, o democrata Joe Biden suspendeu a constru\u00e7\u00e3o do muro.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o mostra uma linha do tempo da fronteira, com fotos e textos afixados em uma representa\u00e7\u00e3o da barreira atual, em tamanho real. Traz tamb\u00e9m maquetes dos modelos de grades e muros adotados ao longo do tempo, al\u00e9m de relatos em \u00e1udio de adolescentes que a atravessaram de modo irregular.<\/p>\n<p>Foi colocada uma r\u00e9plica em tamanho real da instala\u00e7\u00e3o do est\u00fadio Rael San Fratello, que montou balan\u00e7os improvisados nas fendas de um trecho da divisa, para que crian\u00e7as dos dois lados pudessem brincar juntas, mesmo que separadas. A a\u00e7\u00e3o recebeu o pr\u00eamio de Design of the Year, em 2020, pelo London Design Museum.<\/p>\n<p>&#8220;Fronteiras s\u00e3o inventadas, s\u00e3o lugares imagin\u00e1rios, que mudam com o tempo. O que acontece na fronteira importa, e \u00e9 para isso que museus deveriam servir: liderar esse tipo de conversa&#8221;, diz Sarah Leavitt, curadora da mostra.<\/p>\n<p>O museu pretende realizar uma programa\u00e7\u00e3o interativa sobre o tema, ao longo de um ano, para discutir quest\u00f5es como o impacto da barreira no meio ambiente e nas comunidades pr\u00f3ximas e a \u00e9tica no trabalho de desenhar estruturas pensadas para garantir a exclus\u00e3o. &#8220;A ideia da exposi\u00e7\u00e3o \u00e9 abrir a conversa e oferecer mais contexto, mas n\u00e3o a de fazer um debate polarizado. As quest\u00f5es n\u00e3o s\u00e3o de sim ou n\u00e3o nem de bom ou mau. \u00c9 tudo muito mais complexo&#8221;, avalia a curadora.<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m aborda a integra\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica no local. Desde o fim do s\u00e9culo 19, houve grande fluxo de mexicanos que se dirigiam aos EUA trabalhar em planta\u00e7\u00f5es, de forma sazonal, e depois voltavam para o pa\u00eds natal.<\/p>\n<p>Leavitt avalia que, apesar de a tecnologia integrar cada vez mais as pessoas pelo mundo, as barreiras f\u00edsicas devem seguir ganhando for\u00e7a. &#8220;N\u00e3o vejo as fronteiras internacionais se tornando obsoletas ou algo assim, mas sim se tornando mais fortes e mais opacas, e mais dif\u00edceis de cruzar, em sentido contr\u00e1rio ao aumento da conectividade.&#8221;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No final do s\u00e9culo 19, quando EUA e M\u00e9xico definiram a fronteira atual, a linha entre eles n\u00e3o tinha, apenas pequenos obeliscos como marcos sinalizando a divis\u00e3o dos pa\u00edses. A ideia de colocar uma grade veio em 1909, n\u00e3o para conter pessoas, mas o fluxo de gado para evitar que eles levassem doen\u00e7as de um lado a outro. 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