{"id":50586,"date":"2021-12-29T15:17:18","date_gmt":"2021-12-29T19:17:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=50586"},"modified":"2021-12-29T15:17:18","modified_gmt":"2021-12-29T19:17:18","slug":"atencao-19-brasileiros-sao-alvos-do-fbi-por-fraude-em-contas-da-uber-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2021\/12\/29\/atencao-19-brasileiros-sao-alvos-do-fbi-por-fraude-em-contas-da-uber-nos-eua\/","title":{"rendered":"Aten\u00e7\u00e3o: 19 brasileiros s\u00e3o alvos do FBI por fraude em contas da Uber nos EUA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Segundo a investiga\u00e7\u00e3o liderada pelo FBI, Fl\u00e1vio C\u00e2ndido da Silva, 36, e mais 18 brasileiros roubaram dados de v\u00edtimas e falsificaram documentos para criar identidades falsas e forjar contas em plataformas como Uber, Lyft, DoorDash e outros dois servi\u00e7os de entrega n\u00e3o revelados.<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com documentos reunidos pelo Departamento de Justi\u00e7a dos EUA, os brasileiros usavam o WhatsApp para combinar pre\u00e7os que eram cobrados aos motoristas que usavam as contas falsas. O grupo foi criado em junho de 2020 por Priscila Barbosa, uma das brasileiras suspeitas de integrar o esquema e que residia em Massachusetts.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-48035\" src=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fbi.jpg\" alt=\"\" width=\"700\" height=\"394\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fbi.jpg 700w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fbi-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fbi-400x225.jpg 400w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2021\/04\/fbi-600x338.jpg 600w\" sizes=\"(max-width: 700px) 100vw, 700px\" \/><\/p>\n<p>A quadrilha opera, contudo, desde janeiro de 2020, como apontam as autoridades. Quando a pandemia chegou, os brasileiros se adaptaram, e deixaram de exclusivamente falsificar identidades para Uber e Lyft para inclu\u00edrem apps de delivery no esquema. O motivo \u00e9 o impacto negativo que o surto do coronav\u00edrus teve no setor de transporte por aplicativo.<\/p>\n<p>A \u201cM\u00e1fia\u201d de brasileiros fraudou pelo menos 2 mil identidades, segundo a investiga\u00e7\u00e3o. Os criminosos pediam para tirar fotos de documentos das v\u00edtimas durante a entrega de bebidas, para \u201cchecar\u201d a idade do cliente. Em outros casos, os motoristas que tinham as identidades falsas colidiam de prop\u00f3sito com o carro das v\u00edtimas, de modo a obter fotos da carteira de motorista e n\u00famero de seguran\u00e7a social da pessoa.<\/p>\n<p>A partir desses dados, os golpistas forjavam novas carteiras de motorista para pessoas que n\u00e3o seriam aceitas pelos aplicativos, ou que simplesmente n\u00e3o atendiam aos requerimentos para trabalhar formalmente nos EUA. Para que o documento parecesse mais realista, as imagens das v\u00edtimas eram editadas no Photoshop, o que driblava a checagem visual que Uber e Lyft usam para reconhecer o dono da conta. Outra fonte dos dados foi a dark web.<\/p>\n<p>O dinheiro chegava direto na conta banc\u00e1ria dos golpistas a partir do sistema de comiss\u00e3o das plataformas de transporte e delivery. Priscila Barbosa chegou a enviar uma imagem ao grupo \u201cM\u00e1fia\u201d com o valor obtido a partir do golpe: US$ 194.800 atrav\u00e9s de 487 contas falsificadas. O montante era depositado pelas pr\u00f3prias empresas em sua conta do Bank of America.trato banc\u00e1rio da brasileira que fazia parte de um esquema de fraude de contas da Uber.<\/p>\n<p>Para maximizar o lucro il\u00edcito e enganar o sistema de taxas dos aplicativos de delivery, os brasileiros usavam um spoofing de GPS, para fazer com que a entrega parecesse pr\u00f3xima demais, aumentando a taxa do pedido. No caso de Uber e Lyft, a t\u00e1tica era feita para aumentar o trajeto de uma viagem e, junto, o custo do servi\u00e7o.<\/p>\n<p>Em maio deste ano, o Departamento de Justi\u00e7a dos EUA indiciou todos os 19 brasileiros acusados por conspirarem a favor da falsifica\u00e7\u00e3o de identidades. C\u00e2ndido da Silva confessou o crime; ele tamb\u00e9m revelou o lucro obtido a partir do esquema, entre junho de 2019 e dezembro de 2020: cerca de US$ 200 mil.<\/p>\n<p>O FBI foi acionado porque o grupo n\u00e3o atuava apenas em Massachusetts, mas tinha membros do outro lado do pa\u00eds, na Calif\u00f3rnia, e ainda na Fl\u00f3rida. Tr\u00eas suspeitos continuam foragidos, segundo o Departamento de Justi\u00e7a.<\/p>\n<p>O crime de conspira\u00e7\u00e3o para cometer fraude pode levar os brasileiros a cumprirem 20 anos de pris\u00e3o, tr\u00eas anos de liberdade sob cust\u00f3dia e ao pagamento de uma multa que pode chegar a US$ 500 mil, a depender do preju\u00edzo ou lucro oriundo do esquema criminoso. O roubo de identidade \u00e9 classificado como um agravante que leva a dois anos de reclus\u00e3o, independentemente da senten\u00e7a. C\u00e2ndido da Silva ser\u00e1 julgado pela Corte Federal do Distrito de Massachusetts em abril de 2022.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo a investiga\u00e7\u00e3o liderada pelo FBI, Fl\u00e1vio C\u00e2ndido da Silva, 36, e mais 18 brasileiros roubaram dados de v\u00edtimas e falsificaram documentos para criar identidades falsas e forjar contas em plataformas como Uber, Lyft, DoorDash e outros dois servi\u00e7os de entrega n\u00e3o revelados. De acordo com documentos reunidos pelo Departamento de Justi\u00e7a dos EUA, os brasileiros usavam o WhatsApp para combinar pre\u00e7os que eram cobrados aos motoristas que usavam as contas falsas. O grupo foi criado em junho de 2020 por Priscila Barbosa, uma das brasileiras suspeitas de integrar o esquema e que residia em Massachusetts. 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