{"id":51720,"date":"2022-04-30T10:31:10","date_gmt":"2022-04-30T14:31:10","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=51720"},"modified":"2022-04-30T10:31:10","modified_gmt":"2022-04-30T14:31:10","slug":"brasileira-relata-desespero-ao-ver-marido-e-filha-de-1-ano-morrerem-afogados-ao-cruzar-rio-para-os-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2022\/04\/30\/brasileira-relata-desespero-ao-ver-marido-e-filha-de-1-ano-morrerem-afogados-ao-cruzar-rio-para-os-eua\/","title":{"rendered":"Brasileira relata desespero ao ver marido e filha de 1 ano morrerem afogados ao cruzar rio para os EUA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Sem saber nadar e carregando nos bra\u00e7os a filha Eloah, de 1 ano e 11 meses, Thais Natali Montenegro Lenda, de 23 anos, se esfor\u00e7a para cruzar as \u00e1guas do Rio Grande, na fronteira do M\u00e9xico com os Estados Unidos, no Texas. A crian\u00e7a engole \u00e1gua e o marido de Thais, Daniel Lenda, se debate, fazendo os \u00faltimos esfor\u00e7os para n\u00e3o submergir. Daniel se afasta, desaparece, e apenas m\u00e3e e filha chegam ao lado americano da fronteira.<\/strong><\/p>\n<p>Equipes de resgate passaram mais de uma hora fazendo manobras para reanimar a crian\u00e7a. Thais conta que a menina chegou a ser levada ao hospital, mas n\u00e3o resistiu. O corpo de Daniel foi encontrado quatro dias depois. Pai e filha foram cremados com o dinheiro que Thais arrecadou por meio de vaquinhas virtuais e doa\u00e7\u00f5es de l\u00edderes de igrejas locais. Depois de mais de um m\u00eas viajando de \u00f4nibus a partir de S\u00e3o Paulo, foi dessa maneira que terminou o sonho da fam\u00edlia de ter uma vida melhor nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/_5dIWSgSqkpTPXzDWlMo8V5pNV8=\/0x0:640x640\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/a\/F\/GsqyyiRQauHFpQ3ShC9Q\/brasileira-bbc-02.jpg\" alt=\"A regi\u00e3o onde a fam\u00edlia cruzou a fronteira \u00e9 conhecida pela travessia ilegal de imigrantes \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Via BBC\" \/><\/p>\n<p>O corpo de Daniel foi encontrado quatro dias depois. Pai e filha foram cremados com o dinheiro que Thais arrecadou por meio de vaquinhas virtuais e doa\u00e7\u00f5es de l\u00edderes de igrejas locais. Depois de mais de um m\u00eas viajando de \u00f4nibus a partir de S\u00e3o Paulo, foi dessa maneira que terminou o sonho da fam\u00edlia de ter uma vida melhor nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Como tudo come\u00e7ou<\/strong><\/p>\n<p>Thais conta que n\u00e3o teve a presen\u00e7a paterna na inf\u00e2ncia. Foi criada pela m\u00e3e e pela tia-av\u00f3 em Osasco, na Grande S\u00e3o Paulo. Aos 17 anos, come\u00e7ou a faculdade de psicologia enquanto trabalhava como assistente comercial em uma multinacional americana. Fez o curso durante dois anos e meio, mas parou porque n\u00e3o teve mais condi\u00e7\u00f5es de pagar. Em 2021, Thais se formou na \u00e1rea e, na sequ\u00eancia, fez um MBA em finan\u00e7as e controladoria.<\/p>\n<p>J\u00e1 Daniel saiu de Angola em 2015, motivado pela instabilidade econ\u00f4mica e o medo de que ocorresse uma nova guerra civil. Ele morou por um ano no Rio de Janeiro e depois se mudou para S\u00e3o Paulo, onde conheceu Thais. Um dos objetivos dele era cursar Engenharia El\u00e9trica. Thais diz que n\u00e3o se sentiu confort\u00e1vel quando o marido falou que tinha vontade de largar tudo e viver nos Estados Unidos. &#8220;Ele falou pra mim: &#8216;A gente vai conseguir, fique calma. Meu irm\u00e3o vai ajudar a gente. Ele tamb\u00e9m tamb\u00e9m vai&#8217;. Mas eu n\u00e3o sei falar como foi essa esta negocia\u00e7\u00e3o, porque ficou entre eles&#8221;, conta.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/s2.glbimg.com\/fNNnDEw3i989rFnJ2HEfzslTN8U=\/0x0:640x360\/984x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a\/internal_photos\/bs\/2022\/p\/c\/IDdOdZQWKTEvi2uczxHg\/brasileira-bbc-03.jpg\" alt=\"Thais viu marido e a filha morrerem enquanto atravessava a fronteira do M\u00e9xico com os EUA \u2014 Foto: Arquivo pessoal\/Via BBC\" \/><\/p>\n<p>O irm\u00e3o de Daniel chegou a vender um sal\u00e3o de beleza, carro e m\u00f3veis para fazer a viagem, segundo Thais. Mas ele cursava engenharia em uma universidade federal e desistiu de deixar o Brasil poucos dias antes do embarque. Thais, a filha e o marido iniciaram a viagem aos Estados Unidos pegando um voo de S\u00e3o Paulo para o Peru, em janeiro de 2022, ap\u00f3s tr\u00eas meses de planejamento. Eles venderam m\u00f3veis e objetos pessoais para juntar o m\u00e1ximo de dinheiro. Ela conta que o casal doou boa parte do que tinha antes de ir e chorou ao falar da generosidade do marido. &#8220;Ele era muito simp\u00e1tico. Qualquer pessoa que chegava para conversar, ele ajudava. O Daniel estava sempre disposto a ajudar as pessoas com comida, com roupa, tudo&#8221;, contou, emocionada. Segundo ela, Daniel sonhava em morar nos Estados Unidos para conseguir um bom emprego que proporcionasse uma vida melhor \u00e0 fam\u00edlia.<\/p>\n<p>De Lima, capital do Peru, eles seguiram viagem de \u00f4nibus. Ao chegar ao Panam\u00e1, passaram cinco dias em um centro para refugiados, onde receberam comida e atendimento m\u00e9dico custeados pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU). Na sequ\u00eancia, o casal passou um m\u00eas no Estado de Chiapas, no M\u00e9xico, at\u00e9 receber um visto de turista para permanecer no pa\u00eds. Em 13 de mar\u00e7o, assim que a documenta\u00e7\u00e3o foi emitida, Daniel sugeriu que eles viajassem para a cidade de Acu\u00f1a, na fronteira com os Estados Unidos. &#8220;Meu marido e minha filha estavam muito felizes e brincando. Estava um clima meio diferente. Minha filha ficou do meu lado. Ela passou o tempo todo comigo&#8221;, lembra Thais. Thais conta que a fam\u00edlia n\u00e3o tinha dinheiro suficiente para se hospedar e ficou na casa de um conhecido do marido, que mora h\u00e1 muitos anos em Acu\u00f1a. Ela diz que n\u00e3o recebeu a ajuda de coiotes, como s\u00e3o conhecidas as pessoas na regi\u00e3o de fronteira que auxiliam imigrantes a entrarem ilegalmente no pa\u00eds.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/s.yimg.com\/ny\/api\/res\/1.2\/qKQukwNZh55yFi5FhI50hQ--\/YXBwaWQ9aGlnaGxhbmRlcjt3PTY0MDtoPTM2MA--\/https:\/\/s.yimg.com\/uu\/api\/res\/1.2\/t2f1mXbajnsmpHPcRE_XaA--~B\/aD01NDk7dz05NzY7YXBwaWQ9eXRhY2h5b24-\/https:\/\/media.zenfs.com\/pt\/bbc_news_brasil_401\/9de344f5b40829eac8de78e665de0f2e\" alt=\"Brasileira relata desespero ao ver marido e filha de 1 ano morrerem  afogados ao cruzar rio para os EUA\" \/><\/p>\n<p><strong>A travessia<\/strong><\/p>\n<p>A \u00fanica noite em Acu\u00f1a foi de brigas e discuss\u00f5es entre o casal, segundo Thais, porque o marido insistia que a fam\u00edlia atravessasse o rio para chegar aos Estados Unidos. &#8220;N\u00e3o sei de onde veio essa ideia dele. Falei: &#8216;Amor, para que voc\u00ea quer atravessar aquele rio? Voc\u00ea disse que queria ficar aqui em Acu\u00f1a para trabalhar, para ter uma vida melhor. Por que voc\u00ea quer tanto atravessar esse rio?&#8217;. Ele disse que ali j\u00e1 era o Texas e que inclusive os moradores estavam atravessando&#8221;, conta emocionada. Ela afirma que o trauma do acidente apagou parte das suas mem\u00f3rias daquele momento. Mas narra em detalhes o que lembra dos \u00faltimos momentos com o marido e a filha. &#8220;Ele (Daniel) pediu para eu entrar em uma rua estreita. Ele falou assim: &#8216;Amor, aqui \u00e9 onde todo mundo atravessa, vem comigo'&#8221;, diz. Ela conta que era madrugada e que o rio estava de fato muito raso no come\u00e7o. &#8220;Quando a gente come\u00e7ou a atravessar, estava no n\u00edvel do p\u00e9. Eu estava nervosa, e ele (Daniel) estava com a nossa filha nas costas, al\u00e9m de algumas coisas pessoais. Fui atr\u00e1s dele. N\u00e3o tinha ningu\u00e9m perto. N\u00e3o tinha guia, nenhum coiote. N\u00e3o sabia que ali era regi\u00e3o de coiote. Fomos atravessando e, quando faltavam tr\u00eas ou quatro passos pra gente chegar at\u00e9 os Estados Unidos, o n\u00edvel do rio aumentou muito e chegou at\u00e9 abaixo do joelho&#8221;, afirma.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/s.yimg.com\/ny\/api\/res\/1.2\/M65Tj27MXHjOCxjc5cnWqQ--\/YXBwaWQ9aGlnaGxhbmRlcjt3PTY0MDtoPTY0MA--\/https:\/\/s.yimg.com\/uu\/api\/res\/1.2\/K3umFxTBpX38b3EhazBRRA--~B\/aD01NDk7dz01NDk7YXBwaWQ9eXRhY2h5b24-\/https:\/\/media.zenfs.com\/pt\/bbc_news_brasil_401\/41f27c7c98c6b8066974e07276781fbc\" alt=\"Brasileira relata desespero ao ver marido e filha de 1 ano morrerem  afogados ao cruzar rio para os EUA\" \/><\/p>\n<p>Ela conta que, nesse momento, sentiu medo e disse quis desistir da travessia. &#8220;Meu marido sempre foi muito teimoso. Na sequ\u00eancia, ele escorregou numa pedra. Acho que ele n\u00e3o tinha visto as pedras. Ent\u00e3o, a gente caiu, e eu fui levada por ele para o fundo da \u00e1gua. N\u00e3o sei explicar o que vivi ali. Foi uma quest\u00e3o de segundos. Meu marido me segurando. Eu j\u00e1 estava no fundo e ele me puxando para cima pela pelas tran\u00e7as&#8221;, contou. Thais diz que o marido estava com a filha nos bra\u00e7os quando ela viu que a crian\u00e7a estava se afogando e pediu que ele a passasse para ela. &#8220;Foi uma situa\u00e7\u00e3o de horror. Falei: &#8216;Daniel, segura minha m\u00e3o. Olha pra mim&#8217;, e ele j\u00e1 estava com o olho todo branco, sem consci\u00eancia. Acho que ele bebeu muita \u00e1gua. Eu falei: &#8216;A Lol\u00f4 n\u00e3o est\u00e1 respirando&#8217;. Quando ele ouviu isso, eu n\u00e3o vi mais meu marido&#8221;, lembra. Ela conta que fez uma ora\u00e7\u00e3o e, naquele momento, sentiu uma m\u00e3o a puxando pelas costas. E, depois de alguns instantes, come\u00e7ou a sentir as pedras no ch\u00e3o e conseguiu concluir a travessia com a filha nos bra\u00e7os. Ela diz ter procurado socorro e foi ajudada pela guarda costeira por volta das 6h. Thais conta que n\u00e3o havia outras pessoas pr\u00f3ximas. E que sentiu uma &#8220;sensa\u00e7\u00e3o de abandono&#8221; ao ver a filha morrendo no hospital ap\u00f3s uma sequ\u00eancia de tentativas de reanima\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Brasileiros ilegais<\/strong><\/p>\n<p>A regi\u00e3o onde a fam\u00edlia cruzou a fronteira \u00e9 conhecida pela travessia ilegal de imigrantes. O n\u00famero de brasileiros cruzando ilegalmente a fronteira sul dos Estados Unidos bateu recorde hist\u00f3rico no ano fiscal de 2021 (que vai de 1\u00ba de outubro de 2020 a 30 de setembro de 2021). Ao todo, foram 56.881 detidos, um aumento de 700% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2020. Os dados foram divulgados no dia 22 de outubro de 2021 pelo \u00f3rg\u00e3o americano de Alf\u00e2ndega e Prote\u00e7\u00e3o de Fronteiras. Hoje, Thais diz que gostaria que o depoimento dela servisse de exemplo para que outros brasileiros n\u00e3o tentem entrar os Estados Unidos de maneira ilegal. &#8220;Queria pedir para essas pessoas n\u00e3o seguirem nesse caminho. Tem que fazer corretamente, ir no consulado. \u00c9 caro, mas s\u00e3o a seguran\u00e7a e o cuidado que importam&#8221;, afirma.<\/p>\n<p>Ela diz que, desde que chegou aos Estados Unidos, n\u00e3o recebeu ajuda do governo brasileiro. Houve apenas um contato de uma funcion\u00e1ria do setor de emerg\u00eancia do Itamaraty. Procurado, o Minist\u00e9rio das Rela\u00e7\u00f5es Exteriores (MRE) informou em nota que &#8220;est\u00e1 ciente do caso e, por meio do consulado-geral em Houston, presta a assist\u00eancia cab\u00edvel, em conformidade com a legisla\u00e7\u00e3o local e os tratados internacionais vigentes&#8221;. A pasta afirma ainda que &#8220;informa\u00e7\u00f5es detalhadas poder\u00e3o ser repassadas somente mediante autoriza\u00e7\u00e3o dos envolvidos. Assim, o MRE n\u00e3o poder\u00e1 fornecer dados espec\u00edficos sobre casos individuais de assist\u00eancia a cidad\u00e3os brasileiros.&#8221; A BBC News Brasil tamb\u00e9m procurou a Imigra\u00e7\u00e3o e Alf\u00e2ndega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em ingl\u00eas), mas n\u00e3o houve resposta.<\/p>\n<p><strong>Recome\u00e7o nos Estados Unidos<\/strong><\/p>\n<p>Depois de cruzar a fronteira, Thais agora busca se reerguer emocionalmente e seguir os planos da fam\u00edlia de viver nos Estados Unidos. Ap\u00f3s uma decis\u00e3o judicial, ela diz ter sido autorizada a permanecer no pa\u00eds durante ao menos dois anos, acolhida por uma fam\u00edlia. Nesse per\u00edodo, essa fam\u00edlia vai apadrinhar Thais e se responsabilizar\u00e1 pela perman\u00eancia dela. Thais diz ter se sentido aliviada por ter sido acolhida. Caso contr\u00e1rio, seria enviada a um centro de deten\u00e7\u00e3o feminina, para onde s\u00e3o levados os imigrantes ilegais. &#8220;Eu tive at\u00e9 pensamentos suicidas. Tive um sentimento de culpa. Eu s\u00f3 queria agradecer aos brasileiros daqui, \u00e0 comunidade brasileira no Reino Unido, Portugal e Austr\u00e1lia que me ajudaram, mandaram mensagens&#8221;, afirma. Thais afirma que deseja apenas ser respeitada, conseguir um trabalho, estudar e seguir a vida. &#8220;Eu quero que as pessoas olhem com mais amor aos imigrantes. Aqui mesmo foi constru\u00eddo pelos imigrantes. S\u00e3o Paulo s\u00f3 \u00e9 S\u00e3o Paulo, com mais conhecimento e riqueza, atrav\u00e9s dos imigrantes. Quantos italianos e japoneses foram para S\u00e3o Paulo para conseguir uma vida melhor? Nenhum pa\u00eds cresce sozinho, sem os imigrantes.&#8221;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sem saber nadar e carregando nos bra\u00e7os a filha Eloah, de 1 ano e 11 meses, Thais Natali Montenegro Lenda, de 23 anos, se esfor\u00e7a para cruzar as \u00e1guas do Rio Grande, na fronteira do M\u00e9xico com os Estados Unidos, no Texas. A crian\u00e7a engole \u00e1gua e o marido de Thais, Daniel Lenda, se debate, fazendo os \u00faltimos esfor\u00e7os para n\u00e3o submergir. Daniel se afasta, desaparece, e apenas m\u00e3e e filha chegam ao lado americano da fronteira. Equipes de resgate passaram mais de uma hora fazendo manobras para reanimar a crian\u00e7a. Thais conta que a menina chegou a ser levada [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51721,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4,3,1],"tags":[],"views":3846,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51720"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51720"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51720\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51723,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51720\/revisions\/51723"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51721"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51720"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51720"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51720"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}