{"id":51762,"date":"2022-05-06T10:35:48","date_gmt":"2022-05-06T14:35:48","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=51762"},"modified":"2022-05-06T10:35:48","modified_gmt":"2022-05-06T14:35:48","slug":"em-xangai-brasileiros-relatam-dificuldades-apos-um-mes-de-lockdown","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2022\/05\/06\/em-xangai-brasileiros-relatam-dificuldades-apos-um-mes-de-lockdown\/","title":{"rendered":"Em Xangai brasileiros relatam dificuldades ap\u00f3s um m\u00eas de lockdown"},"content":{"rendered":"<p><strong>No come\u00e7o de 2020, quando ficou claro que a Covid-19 seria uma crise s\u00e9ria que traria problemas aos sistemas de sa\u00fade de todo o mundo, a dan\u00e7arina Fabiane Fonseca, hoje com 35 anos, diz que n\u00e3o se sentiu com medo por estar na China, no epicentro da epidemia, onde mora h\u00e1 seis anos.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;O protocolo de seguran\u00e7a era r\u00edgido, mas sempre foi muito funcional, e no fim eu me sentia segura.&#8221;<\/p>\n<p>Pouco mais de dois anos depois, proibida h\u00e1 mais de um m\u00eas de sair de casa em Xangai, polo financeiro do pa\u00eds, a impress\u00e3o mudou. &#8220;Esse ano foi um choque. A gente j\u00e1 sabia como era a pol\u00edtica de &#8216;Covid zero&#8217;, j\u00e1 via lockdowns acontecendo desde o ano passado em outras cidades, mas era uma quarentena de 14 dias. Quando come\u00e7aram a fazer os testes aqui, jamais imaginamos que chegaria a esse ponto&#8221;, conta, referindo-se \u00e0 extens\u00e3o da medida e ao envio de infectados a centros de confinamento longe de casa.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/static.ndmais.com.br\/2022\/05\/brasileira-xangai-e1651588935676.jpg\" alt=\"Brasileira \u00e9 impedida de sair de casa h\u00e1 37 dias na China e relata desespero | ND Mais\" \/><\/p>\n<p>A variante \u00f4micron, muito mais contagiosa, furou as r\u00edgidas barreiras que a China construiu contra a doen\u00e7a a &#8220;Covid zero&#8221; dificultou a entrada no pa\u00eds, imp\u00f4s testes em massa e chegou a zerar as contamina\u00e7\u00f5es. Agora, o regime dobra a aposta na medida, sob protestos da popula\u00e7\u00e3o, em um momento em que Xangai tornou-se o centro da crise no pa\u00eds. Em 18 de abril, a cidade registrou oficialmente as primeiras mortes por Covid em dois anos. Hoje j\u00e1 s\u00e3o 490, 16 das quais na ter\u00e7a-feira (3).<\/p>\n<p>Desde 10 de mar\u00e7o sem trabalho, j\u00e1 que os espet\u00e1culos de dan\u00e7a est\u00e3o suspensos, Fabiane relata que precisou contar com a compreens\u00e3o do dono do apartamento onde vive para adiar o pagamento do aluguel, de cerca de R$ 4.000. &#8220;Eu tinha alguma reserva, mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito dif\u00edcil, muito inst\u00e1vel.&#8221;<\/p>\n<p>Ela diz que as cestas de alimentos distribu\u00eddas na cidade chegaram pouqu\u00edssimas vezes nos bairros mais afastados, como o dela, e a maior parte se concentrou no come\u00e7o da quarentena. &#8220;O pre\u00e7o das coisas dobrou, e a gente s\u00f3 consegue fazer compras em quantidades enormes, em grupos grandes.&#8221;<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/static.tvgazeta.com.br\/uploads\/2022\/04\/Xangai-1024x683.jpg\" alt=\"Brasileiro relata situa\u00e7\u00e3o em Xangai com lockdown imposto pelo governo  chin\u00eas - TV Gazeta\" \/><\/p>\n<p>Hoje, ela tenta juntar dinheiro para deixar o pa\u00eds, o que espera que aconte\u00e7a at\u00e9 o final do ano. Uma pena, diz, porque ela conta ter encontrado na China um lugar onde seu trabalho como dan\u00e7arina \u00e9 mais valorizado do que no Brasil, situa\u00e7\u00e3o que mudou ao longo da pandemia, em sua vis\u00e3o, depois que o pa\u00eds asi\u00e1tico controlou a doen\u00e7a enquanto outras na\u00e7\u00f5es do mundo enfrentavam surtos mortais.<\/p>\n<p>O movimento para deixar o pa\u00eds asi\u00e1tico acelerou agora, mas j\u00e1 vinha em curso ao longo da pandemia de coronav\u00edrus em 2021, a cidade foi resid\u00eancia legal de 164 mil estrangeiros, contra 215 mil em 2018.<\/p>\n<p>No domingo, o governo da cidade come\u00e7ou a permitir que residentes de cinco dos 16 distritos, onde vive cerca de um quinto da popula\u00e7\u00e3o, saia brevemente, lotando os poucos mercados abertos ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Outras cidades tamb\u00e9m apertam as regras. Nesta ter\u00e7a, Zhengzhou, na regi\u00e3o central do pa\u00eds, onde vivem 12,6 milh\u00f5es de habitantes, anunciou restri\u00e7\u00f5es de 4 a 10 de maio. Pequim foi na mesma dire\u00e7\u00e3o, suspendendo o funcionamento de mais de 60 esta\u00e7\u00f5es de metr\u00f4 \u2014cerca de 15% da rede da capital\u2014 e de 158 rotas de \u00f4nibus e estendendo o fechamento das escolas por mais uma semana. Quem quiser entrar ou sair da cidade tamb\u00e9m precisar\u00e1 de um teste com resultado negativo realizado h\u00e1 menos de 48 horas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No come\u00e7o de 2020, quando ficou claro que a Covid-19 seria uma crise s\u00e9ria que traria problemas aos sistemas de sa\u00fade de todo o mundo, a dan\u00e7arina Fabiane Fonseca, hoje com 35 anos, diz que n\u00e3o se sentiu com medo por estar na China, no epicentro da epidemia, onde mora h\u00e1 seis anos. &#8220;O protocolo de seguran\u00e7a era r\u00edgido, mas sempre foi muito funcional, e no fim eu me sentia segura.&#8221; Pouco mais de dois anos depois, proibida h\u00e1 mais de um m\u00eas de sair de casa em Xangai, polo financeiro do pa\u00eds, a impress\u00e3o mudou. &#8220;Esse ano foi um [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":51763,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[3,8,1],"tags":[],"views":968,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51762"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=51762"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51762\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":51765,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/51762\/revisions\/51765"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/51763"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=51762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=51762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=51762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}