{"id":52036,"date":"2022-06-02T11:42:36","date_gmt":"2022-06-02T15:42:36","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=52036"},"modified":"2022-06-02T11:42:36","modified_gmt":"2022-06-02T15:42:36","slug":"mexico-tem-onda-de-desaparecimento-de-mulheres-jovens-e-bonitas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2022\/06\/02\/mexico-tem-onda-de-desaparecimento-de-mulheres-jovens-e-bonitas\/","title":{"rendered":"M\u00e9xico tem onda de desaparecimento de mulheres jovens e bonitas"},"content":{"rendered":"<p><strong>Nuevo Le\u00f3n, M\u00e9xico, ocupa o notici\u00e1rio desde o in\u00edcio de abril, quando a imprensa local noticiou o desaparecimento de oito jovens em apenas dez dias, a maioria na capital Monterrey e em sua regi\u00e3o metropolitana. Segundo dados oficiais, 376 mulheres foram dadas como desaparecidas este ano neste Estado, at\u00e9 12 de maio. Destas, 48 permanecem como &#8220;n\u00e3o localizadas&#8221; e seis foram encontradas mortas.<\/strong><\/p>\n<p>E em um pa\u00eds onde 95% das den\u00fancias n\u00e3o t\u00eam solu\u00e7\u00e3o, o papel das autoridades em garantir a seguran\u00e7a e investigar esses casos est\u00e1 sob investiga\u00e7\u00e3o. Mas a verdade \u00e9 que Nuevo Le\u00f3n sofre com esta trag\u00e9dia h\u00e1 muito tempo. Maya Hern\u00e1ndez sabe disso, uma jovem estudante de psicologia cl\u00ednica cuja m\u00e3e, Mayela \u00c1lvarez, desapareceu em Monterrey h\u00e1 quase dois anos.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/s.yimg.com\/ny\/api\/res\/1.2\/F0ohr9M5a.Zu5UfPPyYe6g--\/YXBwaWQ9aGlnaGxhbmRlcjtoPTY2Ng--\/https:\/\/s.yimg.com\/uu\/api\/res\/1.2\/dm7Ibg1Do2OfwaFvIwCupg--~B\/aD0wO3c9MDthcHBpZD15dGFjaHlvbg--\/https:\/\/media.zenfs.com\/pt\/bbc_news_brasil_401\/807f2cd4e9af40bf1ab5b2ecd8c4eaba\" alt=\"A onda de desaparecimento de mulheres jovens no M\u00e9xico\" \/><\/p>\n<p>Com apenas 16 anos na \u00e9poca, Maya teve que n\u00e3o apenas liderar a busca, mas tamb\u00e9m administrar sua casa, onde mora com sua av\u00f3 e seu irm\u00e3o mais novo. &#8220;Antes de minha m\u00e3e desaparecer, n\u00e3o tinha ideia de que isso era uma crise social. E ent\u00e3o percebi que n\u00e3o sou a \u00fanica, que h\u00e1 muitos desaparecidos em Nuevo Le\u00f3n. E que, em vez de diminuir, esse n\u00famero aumentou ao longo dos anos&#8221;, diz ela \u00e0 BBC. Segundo Maya, em todo esse tempo, n\u00e3o houve avan\u00e7os na investiga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&#8220;O fato de minha m\u00e3e ter desaparecido me deixou mais cautelosa e mais consciente. Mas cada vez me sinto menos segura&#8221;, lamenta. &#8220;Temos o direito de nos divertir e n\u00e3o devemos nos trancar em casa. J\u00e1 fizemos isso por causa de uma pandemia, agora n\u00e3o devemos fazer por inseguran\u00e7a.&#8221; A BBC n\u00e3o recebeu resposta a dois pedidos de entrevistas com o governador de Nuevo Le\u00f3n e com o Minist\u00e9rio P\u00fablico, cujo trabalho foi duramente criticado por familiares de desaparecidos que dizem ter encontrado claras irregularidades em casos como o de Debanhi. A promotora estadual de feminic\u00eddio, Griselda N\u00fa\u00f1ez, insistiu em descartar a acusa\u00e7\u00e3o de que haja uma tend\u00eancia generalizada ou organizada de viol\u00eancia contra as mulheres em Nuevo Le\u00f3n e disse que cada caso deve ser tratado individualmente.<\/p>\n<p>Segundo Mariana Lim\u00f3n Rugerio, \u00e9 &#8220;o desamparo do Estado&#8221; que n\u00e3o lhes deixa outra sa\u00edda sen\u00e3o organizar-se. E mais ainda no caso dela, pois ela se sente mais exposta sendo uma jovem jornalista em Monterrey. As jovens de Monterrey est\u00e3o sendo cada vez mais engenhosas quando se trata de adotar medidas de prote\u00e7\u00e3o, desde compartilhar sua localiza\u00e7\u00e3o at\u00e9 carregar spray de pimenta ou um dispositivo taser de autodefesa na bolsa. As t\u00e1ticas tamb\u00e9m incluem evitar postar fotos nas redes sociais em tempo real, para que estranhos n\u00e3o possam saber de sua localiza\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p>M\u00f3nica L\u00f3pez, professora de 26 anos da periferia de Monterrey, lamenta que as mulheres sejam obrigadas a adotar essas medidas. &#8220;N\u00e3o \u00e9 justo, mas voc\u00ea acaba fazendo isso pela sua fam\u00edlia e para chegar em casa viva&#8221;, admite. As autoridades \u00e0s vezes se encontram em &#8220;uma situa\u00e7\u00e3o complicada&#8221;, diz Gabriela Mart\u00ednez. Ela \u00e9 policial em Monterrey desde os 19 anos, mas tamb\u00e9m \u00e9 uma jovem afetada pelo contexto atual. Mart\u00ednez diz que os agentes da cidade implementaram medidas para aumentar o apoio \u00e0s mulheres jovens em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, como acompanh\u00e1-las quando aguardam sozinhas o transporte. Mas a inseguran\u00e7a em Nuevo Le\u00f3n n\u00e3o parece estar melhorando aos olhos de muitas mulheres.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nuevo Le\u00f3n, M\u00e9xico, ocupa o notici\u00e1rio desde o in\u00edcio de abril, quando a imprensa local noticiou o desaparecimento de oito jovens em apenas dez dias, a maioria na capital Monterrey e em sua regi\u00e3o metropolitana. Segundo dados oficiais, 376 mulheres foram dadas como desaparecidas este ano neste Estado, at\u00e9 12 de maio. Destas, 48 permanecem como &#8220;n\u00e3o localizadas&#8221; e seis foram encontradas mortas. E em um pa\u00eds onde 95% das den\u00fancias n\u00e3o t\u00eam solu\u00e7\u00e3o, o papel das autoridades em garantir a seguran\u00e7a e investigar esses casos est\u00e1 sob investiga\u00e7\u00e3o. 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