{"id":54721,"date":"2023-04-09T09:57:17","date_gmt":"2023-04-09T13:57:17","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=54721"},"modified":"2023-04-09T09:57:17","modified_gmt":"2023-04-09T13:57:17","slug":"sofrimento-de-brasileiras-imigrantes-sem-apoio-e-porta-aberta-para-doencas-emocionais-diz-psicologa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2023\/04\/09\/sofrimento-de-brasileiras-imigrantes-sem-apoio-e-porta-aberta-para-doencas-emocionais-diz-psicologa\/","title":{"rendered":"&#8220;Sofrimento de brasileiras imigrantes sem apoio \u00e9 porta aberta para doen\u00e7as emocionais&#8221;, diz psic\u00f3loga"},"content":{"rendered":"<p><strong>A psic\u00f3loga B\u00e1rbara Andrade mostrou coragem de poucos ao dar um novo rumo \u00e0 sua carreira. Essa brasiliense de 26 anos trocou um emprego confort\u00e1vel, numa multinacional de bebidas, por um projeto de escuta ativa e atendimento terap\u00eautico e jur\u00eddico a mulheres brasileiras e nascidas em outras na\u00e7\u00f5es de l\u00edngua portuguesa, que foram viver como imigrantes em outros pa\u00edses.<\/strong><\/p>\n<p><img class=\"alignright\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/psicologa-marinijpg-09042023071555272?dimensions=299x417\" alt=\"B\u00e1rbara Andrade auxilia mulheres brasileiras que vivem em outros pa\u00edses\" \/>O trabalho \u00e9 estruturado em tr\u00eas eixos: atendimento das pacientes em consultas pela internet, um podcast semanal de orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e psicol\u00f3gica, o Ponto de Partida, e um f\u00f3rum de reuni\u00f5es online com advogadas e especialistas de outras \u00e1reas, para analisar situa\u00e7\u00f5es e definir estrat\u00e9gias de atendimento multidisciplinar. Os dois primeiros eixos est\u00e3o a pleno vapor. O terceiro, o f\u00f3rum, come\u00e7ar\u00e1 a funcionar brevemente. Talento e valentia internacionais. Acompanhe:<\/p>\n<p>Nesta conversa com o R7 ENTREVISTA, B\u00e1rbara explica as fases do trabalho, enumera os principais problemas enfrentados por mulheres no exterior e d\u00e1 detalhes sobre as realidades encontradas por uma de suas av\u00f3s, at\u00e9 hoje imigrante nos Estados Unidos, e pelos pais e uma irm\u00e3, radicados em Portugal.<\/p>\n<p><strong>Como \u00e9 o trabalho de assistir mulheres imigrantes brasileiras e estrangeiras de l\u00edngua portuguesa, que deixaram o Brasil e seus pa\u00edses para viver em outros lugares do mundo sozinhas, acompanhadas e, em muitos casos, com filhos?<\/strong><br \/>\n<strong>B\u00e1rbara Andrade \u2013<\/strong> O projeto envolve tr\u00eas pilares: atendimento em consultas de Psicologia pela internet, agora aprovado pelo Conselho Federal de Psicologia em plataformas espec\u00edficas, o podcast Ponto de Partida e um f\u00f3rum de reuni\u00f5es online com advogadas e, eventualmente, especialistas de outras \u00e1reas, para analisar situa\u00e7\u00f5es e definir estrat\u00e9gias de abordagens multidisciplinares desses casos. O primeiro pilar eu realizo sozinha, a partir do meu consult\u00f3rio em Bras\u00edlia, onde nasci e vivo.<\/p>\n<p><strong>E o segundo pilar?<\/strong><br \/>\n\u00c9 o podcast Ponto de Partida, um ambiente para ref\u00fagio, conversa, apresenta\u00e7\u00e3o e discuss\u00e3o de problemas e solu\u00e7\u00f5es para mulheres que s\u00e3o imigrantes, pensam em mudar para o exterior ou pretendem fazer as malas e retornar ao Brasil ou ao pa\u00eds de origem. Damos suporte a radicadas nos Estados Unidos, Mal\u00e1sia, pa\u00edses europeus\u2026 O podcast inclui assessoria jur\u00eddica e \u00e9 apresentado por mim e pela advogada Nathalia Allaion, uma brasileira imigrante: vive na Fran\u00e7a, casada com um portugu\u00eas de cidadania francesa. Entra no ar toda quarta-feira, \u00e0s dez da manh\u00e3, no hor\u00e1rio de Bras\u00edlia, nas principais plataformas de \u00e1udio.<\/p>\n<p><strong>O terceiro&#8230;<\/strong><br \/>\nO f\u00f3rum. Est\u00e1 em in\u00edcio de implanta\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 executado por mim, pela psic\u00f3loga Milena Lhano, brasileira radicada na Holanda, e pela advogada especializada em Direito Internacional Jana\u00edna Albuquerque, tamb\u00e9m brasileira, hoje estabelecida em Portugal.<\/p>\n<p><strong><img class=\"alignleft\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/psicologa-marini3jpg-09042023072247405?dimensions=299x417&amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=299x417&amp;amp;crop=667x930+0+67&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=299x417&amp;amp;crop=667x930+0+67\" alt=\"B\u00e1rbara alerta para as dificuldades que mulheres passam no exterior\" \/>O grupo tem experi\u00eancia profissional e pessoal na causa.<\/strong><br \/>\nExatamente. Um detalhe: n\u00e3o vetamos atendimento a homens sob qualquer pretexto, mas, pelo formato assumido pelo projeto, as car\u00eancias femininas e tamb\u00e9m pelo fato de sermos todas mulheres, a quase totalidade das a\u00e7\u00f5es se encaminha naturalmente para o p\u00fablico feminino. Viver em outro pa\u00eds n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, sobretudo para quem deixa o seu em busca de emprego e melhoria de vida. Dinheiro apertado, necessidade de economizar para atender parentes e estruturar o pr\u00f3prio futuro na poss\u00edvel volta, barreiras culturais e lingu\u00edsticas\u2026 Quando s\u00e3o mulheres, os ass\u00e9dios e preconceitos se juntam ao racismo, \u00e0 xenofobia e, n\u00e3o raro, \u00e0s viol\u00eancias sociais e at\u00e9 sexuais. S\u00e3o problemas em relacionamentos afetivos, dificuldades na carreira, jornada de trabalho e dist\u00e2ncia da fam\u00edlia. Fragilizadas, essas imigrantes sofrem de ansiedade, depress\u00e3o e v\u00e1rias outras doen\u00e7as emocionais, e muitas vezes esses problemas chegam aos filhos.<\/p>\n<p><strong>Quais s\u00e3o as principais queixas dessas mulheres?<\/strong><br \/>\nNo atendimento psicol\u00f3gico, procuro identificar at\u00e9 que ponto as demandas e queixas apresentadas pelas pessoas se referem \u00e0 imigra\u00e7\u00e3o e a pontos comuns do ser humano, para encaminhar a melhor estrat\u00e9gia de terapia. N\u00e3o posso localizar nem dar nomes porque grande parte desses casos envolve processos em sigilo de justi\u00e7a no Brasil ou fora. Mas h\u00e1 casos de sexualiza\u00e7\u00e3o exagerada das mulheres. Aquela coisa preconceituosa de achar que todas as brasileiras est\u00e3o na Europa e em pa\u00edses ricos para roubar ou ser amantes dos homens, solteiros ou n\u00e3o, e arrumar um casamento para facilitar a vida. Em Portugal essa vis\u00e3o n\u00e3o \u00e9 rara. Temos relatos de mulheres brasileiras bem casadas com brasileiros, que chegaram na Europa acompanhadas desses maridos, reclamando desse tipo de insinua\u00e7\u00e3o e, \u00e0s vezes, de afirma\u00e7\u00e3o direta. H\u00e1 tamb\u00e9m, em grande parte, quest\u00f5es relacionadas \u00e0s condi\u00e7\u00f5es de trabalho, abrigo e vida. Casos em que recebem promessas de trabalho mentirosas e, ao chegarem ou se deslocarem para assumir o trabalho, se deparam com condi\u00e7\u00f5es insalubres e desumanas de trabalho e estadia.<\/p>\n<p><strong><img class=\"alignright\" src=\"https:\/\/img.r7.com\/images\/psicologa-marini4jpg-09042023072436966?dimensions=299x417&amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=299x417&amp;amp;crop=716x998+33+0&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;&amp;amp;resize=299x417&amp;amp;crop=716x998+33+0\" alt=\"Podcast \u00e9 uma das ferramentas da psic\u00f3logo no aux\u00edlio a brasileiras\" \/>Existem tamb\u00e9m muitos problemas de relacionamento afetivo, n\u00e3o?<\/strong><br \/>\nEsse \u00e9 um grupo important\u00edssimo: mulheres que se mudam para o pa\u00eds do companheiro, ou entram em um relacionamento com um local ap\u00f3s imigrar, e, em caso de t\u00e9rmino do relacionamento, s\u00e3o completamente abandonadas em termos sociais, financeiros, jur\u00eddicos e psicol\u00f3gicos. Muitas vezes com filhos, proibidos se serem levados para o Brasil pela m\u00e3e. Isso agrava profundamente a situa\u00e7\u00e3o. Entre um cidad\u00e3o local e uma estrangeira muitas vezes ilegal, as autoridades quase sempre d\u00e3o ouvidos e apoio a quem nasceu no pa\u00eds, independentemente de ter ou n\u00e3o raz\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea atende mulheres presas e for\u00e7adas a se prostituir?<\/strong><br \/>\nAinda n\u00e3o. At\u00e9 onde me foi revelado, as trabalhadoras do sexo atendidas est\u00e3o na atividade por decis\u00e3o individual, sem press\u00f5es dessa natureza. Mas sabemos que esses casos s\u00e3o mais comuns do que imaginamos. \u00c9 um problema s\u00e9rio, que quase sempre envolve confisco de documentos, explora\u00e7\u00e3o financeira, p\u00e9ssimas condi\u00e7\u00f5es de abrigo, perda da liberdade de ir e vir, c\u00e1rcere privado, viol\u00eancia f\u00edsica e sexual, entre outros absurdos. Alguns casos terminam em assassinato.<\/p>\n<p><strong>O que gera essas situa\u00e7\u00f5es?<\/strong><br \/>\nUma combina\u00e7\u00e3o cruel de fatos. Praticamente todos os casos de mudan\u00e7a para o exterior de mulheres e homens, sobretudo de quem parte de pa\u00edses com car\u00eancias, como o Brasil, s\u00e3o motivados por busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida ou tentativa de viabilizar um relacionamento afetivo com algu\u00e9m de fora. Mesmo pessoas que buscam cursos no exterior, com bolsas e situa\u00e7\u00f5es mais confort\u00e1veis, est\u00e3o no fundo em busca de melhorias profissionais e financeiras. Se voc\u00ea retirar esse contingente, todos os outros viram imigrantes para elevar imediatamente o padr\u00e3o de vida. Realizam, ao menos no in\u00edcio, todos aqueles servi\u00e7os que os locais n\u00e3o querem mais fazer nos pa\u00edses ricos. Limpeza de casas e quintais, alguns tipos de transporte, delivery, cuidado de crian\u00e7as e idosos, essas atividades.<\/p>\n<p><strong>A imigra\u00e7\u00e3o responde a essa l\u00f3gica em praticamente todos os seus movimentos.<\/strong><br \/>\nExato. Foi e \u00e9 assim entre cidad\u00e3os de pa\u00edses colonizados por europeus indo para a Europa e mesmo internamente no continente, dos pa\u00edses mais pobres para os mais ricos. Foi e \u00e9 assim tamb\u00e9m nos Estados Unidos, pa\u00eds feito por imigrantes que, hoje, paralisaria sem eles. \u00c9 o dilema americano, que fica entre facilitar e dificultar a entrada e a vida dos imigrantes. Tentam segurar, mas n\u00e3o vivem mais sem eles e sabem disso. E mesmo no movimento interno no Brasil a l\u00f3gica oferecida \u00e9 essa, com os nordestinos fazendo o servi\u00e7o que a classe m\u00e9dia se recusa a realizar no Sul, Sudeste e em Bras\u00edlia, por exemplo.<\/p>\n<p><strong>E qual \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o?<\/strong><br \/>\nNa quase totalidade dos casos, esses imigrantes desembarcam nos pa\u00edses ricos como ilegais, sem as garantias legais e sociais dadas ao cidad\u00e3o local. Al\u00e9m disso, muitas vezes s\u00e3o analisados e julgados no cotidiano pela quest\u00e3o \u00e9tnica. A f\u00f3rmula do preconceito est\u00e1 dada. Como algu\u00e9m, sobretudo uma mulher, vai reivindicar algo ou enfrentar locais em busca de seus direitos com tanta fragilidade? \u00c9 neste ponto que entra nosso trabalho.<\/p>\n<p><strong>Voc\u00ea tem familiares em outros pa\u00edses?<\/strong><br \/>\nSim. De certa forma, a exemplo do grupo, tamb\u00e9m possuo experi\u00eancia pessoal na causa. Uma de minhas av\u00f3s foi para os Estados Unidos como ilegal. Trabalhou com limpeza e vive l\u00e1 at\u00e9 hoje. Sofreu preconceito, essas coisas. Meus pais e uma irm\u00e3 vivem em Portugal, distantes 40 minutos de Lisboa, a capital. Minha m\u00e3e est\u00e1 h\u00e1 mais tempo, tem autoriza\u00e7\u00e3o de resid\u00eancia. Meu pai chegou no final de 2001. Trabalha numa f\u00e1brica. Minha irm\u00e3 \u00e9 estudante. De vez em quando comentam coisas do tipo que viveram ou souberam por outros imigrantes.<\/p>\n<p><strong>Como decidiu entrar nessa \u00e1rea?<\/strong><br \/>\nA experi\u00eancia com meus familiares foi decisiva. O fato de ser brasiliense tamb\u00e9m influenciou. Como Bras\u00edlia \u00e9 uma cidade nova, muita gente aqui \u00e9 estrangeira entre aspas. Sou formada em Psicologia no IESB, em Bras\u00edlia, e fa\u00e7o p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Sa\u00fade Mental e Desenvolvimento Humano pela PUC-RS. Tenho emprego desde os 16 anos. Trabalhava como psic\u00f3loga em uma unidade da Coca-Cola em Bras\u00edlia quando passei a atender pacientes \u00e0 noite, pela internet. Comecei a assist\u00eancia para mulheres imigrantes com textos, lives e informa\u00e7\u00f5es no meu Instagram, o @escutababi. A coisa cresceu e chegou o momento em que tive de optar. Deixei o emprego e passei a viver apenas de consultas.<\/p>\n<p><strong>Lan\u00e7ou um livro?<\/strong><br \/>\nEm parte. Sou uma das 31 coautoras do livro Mulheres Que Transformam Mulheres \u2013 Seja Protagonista da Sua Vida, que acaba de ser lan\u00e7ado pela Literare Books. No meu cap\u00edtulo, destaco a pot\u00eancia da palavra e da escrita no refor\u00e7o da identidade e posicionamento femininos.<\/p>\n<p><strong>Pretende um dia ser imigrante?<\/strong><br \/>\nSim, mas evidentemente sem enfrentar todos esses preconceitos e dificuldades que mulheres passam e n\u00f3s testemunhamos e combatemos.<\/p>\n<p>\/\/ Fonte: Portal R7.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A psic\u00f3loga B\u00e1rbara Andrade mostrou coragem de poucos ao dar um novo rumo \u00e0 sua carreira. Essa brasiliense de 26 anos trocou um emprego confort\u00e1vel, numa multinacional de bebidas, por um projeto de escuta ativa e atendimento terap\u00eautico e jur\u00eddico a mulheres brasileiras e nascidas em outras na\u00e7\u00f5es de l\u00edngua portuguesa, que foram viver como imigrantes em outros pa\u00edses. O trabalho \u00e9 estruturado em tr\u00eas eixos: atendimento das pacientes em consultas pela internet, um podcast semanal de orienta\u00e7\u00e3o jur\u00eddica e psicol\u00f3gica, o Ponto de Partida, e um f\u00f3rum de reuni\u00f5es online com advogadas e especialistas de outras \u00e1reas, para analisar [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":54722,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_links_to":"","_links_to_target":""},"categories":[4,3,1],"tags":[],"views":1008,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54721"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=54721"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54721\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":54723,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/54721\/revisions\/54723"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media\/54722"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=54721"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=54721"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=54721"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}