{"id":56849,"date":"2024-02-03T11:19:46","date_gmt":"2024-02-03T15:19:46","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=56849"},"modified":"2024-02-03T11:19:46","modified_gmt":"2024-02-03T15:19:46","slug":"navio-com-carga-de-16-mil-animais-vivos-e-abandonado-na-costa-da-australia-apos-ameaca-de-ataque-houthi","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2024\/02\/03\/navio-com-carga-de-16-mil-animais-vivos-e-abandonado-na-costa-da-australia-apos-ameaca-de-ataque-houthi\/","title":{"rendered":"Navio com carga de 16 mil animais vivos \u00e9 abandonado na costa da Austr\u00e1lia, ap\u00f3s amea\u00e7a de ataque Houthi"},"content":{"rendered":"<p><strong>O MV Bahijah deixou o porto de Fremantle, na Austr\u00e1lia, em 5 de janeiro com destino \u00e0 Jord\u00e2nia &#8211; uma viagem que normalmente leva cerca de tr\u00eas semanas. Por\u00e9m, ap\u00f3s 15 dias de viagem, o Departamento Federal de Agricultura ordenou que o navio retornasse \u00e0 Austr\u00e1lia devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o com a mil\u00edcia de Houthi do I\u00eamen, que amea\u00e7ava a seguran\u00e7a do navio ao passar pelo Mar Vermelho.<\/strong><\/p>\n<p>Agora, o navio operado pela empresa israelense Bassem Dabbah Ltd, est\u00e1 enfrentando problemas de biosseguran\u00e7a, pois os animais a bordo n\u00e3o podem ser reintroduzidos em um rebanho australiano, apesar de n\u00e3o terem atracado em nenhum outro porto.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/live-production.wcms.abc-cdn.net.au\/72064edd259ec2118b17ff7f4ec3b611?impolicy=wcms_crop_resize&amp;cropH=576&amp;cropW=1024&amp;xPos=0&amp;yPos=0&amp;width=862&amp;height=485\" alt=\"Welfare concerns remain for livestock off WA coast after vessel returns  from Red Sea amid security concerns - ABC News\" \/><\/p>\n<p>A princ\u00edpio, o plano da empresa \u00e9 de que os animais sejam mantidos no navio antes de serem reexportados para o mesmo mercado, tomando a rota mais longa ao redor da \u00c1frica em vez de passar pelo Mar Vermelho.<\/p>\n<p><img class=\"alignright\" src=\"https:\/\/bloximages.newyork1.vip.townnews.com\/komu.com\/content\/tncms\/assets\/v3\/editorial\/6\/34\/6342582a-3693-507f-9640-7f42ca098d31\/65ba3c62dda95.image.jpg?resize=375%2C500\" alt=\"Thousands of sheep and cattle stranded at sea after Red Sea crisis turn  back | | komu.com\" \/>Ao jornal australiano Australian Broadcasting Corporation, o presidente da se\u00e7\u00e3o de gado da WAFarmers, Geoff Pearson, disse que o \u00f3rg\u00e3o regulador precisava aprovar a viagem, que deve durar 33 dias. \u201cOs riscos de biosseguran\u00e7a de descarregar esses animais que saem de \u00e1guas estrangeiras n\u00e3o s\u00e3o uma op\u00e7\u00e3o quando temos a op\u00e7\u00e3o de reexportar esses animais imediatamente&#8221;, disse Pearson.<\/p>\n<p>O governo australiano entende que como os animais estavam em \u00e1guas estrangeiras a bordo de um navio que transportava gado estrangeiro, ele tinha que ser tratado como bovinos estrangeiros.<\/p>\n<p>Entretanto, a Royal Society for the Prevention of Cruelty to Animals (RSPCA), associa\u00e7\u00e3o que promove o bem estar animal disse que era vital que os animais fossem retirados do navio, pois as condi\u00e7\u00f5es quando ele atracasse se tornariam insuport\u00e1veis, e envi\u00e1-los em outra viagem seria crueldade.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/static1.straitstimes.com.sg\/s3fs-public\/styles\/large30x20\/public\/articles\/2024\/01\/31\/2024-01-11T150041Z1324944005RC2QF5AO8GVDRTRMADP3APPS-MIDEAST-COLUMN.JPG\" alt=\"Israel-bound ship carrying 16,000 sheep and cattle stranded off Australia |  The Straits Times\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Essas ovelhas e gado teriam ficado parados em seus pr\u00f3prios dejetos nos \u00faltimos 24 dias e provavelmente ficaram cada vez mais estressados durante esse tempo devido ao movimento do navio&#8221;, disse a cientista-chefe da RSPCA, Dra. Suzanne Fowler.<\/p>\n<p>A associa\u00e7\u00e3o est\u00e1 preocupada com a seguran\u00e7a e a ventila\u00e7\u00e3o para os animais. \u201cMuitos desses navios dependem completamente do movimento do navio e do ziguezague no oceano para tentar obter ventila\u00e7\u00e3o em determinadas \u00e1reas\u201d, disse Fowler.<\/p>\n<p>Fowler e a associa\u00e7\u00e3o solicitaram que o Departamento de Agricultura fornecesse transpar\u00eancia sobre os planos para os animais. &#8220;Esses erros e os riscos que eles criaram n\u00e3o devem ser usados como desculpa para impor mais sofrimento a esses animais. Eles n\u00e3o devem ser obrigados a suportar outra viagem de exporta\u00e7\u00e3o de animais vivos&#8221;, disse ela. &#8220;Uma solu\u00e7\u00e3o humana precisa ser encontrada em solo australiano com o gerenciamento adequado dos riscos de biosseguran\u00e7a&#8221;, conclui a especialista.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O MV Bahijah deixou o porto de Fremantle, na Austr\u00e1lia, em 5 de janeiro com destino \u00e0 Jord\u00e2nia &#8211; uma viagem que normalmente leva cerca de tr\u00eas semanas. Por\u00e9m, ap\u00f3s 15 dias de viagem, o Departamento Federal de Agricultura ordenou que o navio retornasse \u00e0 Austr\u00e1lia devido \u00e0 situa\u00e7\u00e3o com a mil\u00edcia de Houthi do I\u00eamen, que amea\u00e7ava a seguran\u00e7a do navio ao passar pelo Mar Vermelho. 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