{"id":57238,"date":"2024-03-17T08:24:37","date_gmt":"2024-03-17T12:24:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=57238"},"modified":"2024-03-17T08:24:37","modified_gmt":"2024-03-17T12:24:37","slug":"video-brasileiros-sem-teto-em-portugal-crise-de-moradia-empurra-imigrantes-para-ruas-de-lisboa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2024\/03\/17\/video-brasileiros-sem-teto-em-portugal-crise-de-moradia-empurra-imigrantes-para-ruas-de-lisboa\/","title":{"rendered":"V\u00cdDEO: Brasileiros sem-teto em Portugal: Crise de moradia empurra imigrantes para ruas de Lisboa"},"content":{"rendered":"<p><strong>A crise de moradia em Portugal est\u00e1 empurrando cada vez mais imigrantes &#8212; inclusive brasileiros &#8212; para a rua de grandes cidades do pa\u00eds, como Lisboa. A quantidade de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua mais que dobrou desde 2017 em Portugal: hoje s\u00e3o quase 11 mil, e cerca de 10% s\u00e3o estrangeiros &#8212; entre eles, brasileiros. Alguns, inclusive, trabalham, mas n\u00e3o t\u00eam condi\u00e7\u00f5es de pagar aluguel.<\/strong><\/p>\n<p>&#8220;Eu estou na Noor&#8217;Fatima h\u00e1 dois anos. E noto que neste \u00faltimo ano h\u00e1 muito mais gente. E h\u00e1 mais brasileiros e pessoas tamb\u00e9m do Leste Europeu&#8221;, afirma Rita Borges, volunt\u00e1ria da ONG Noor&#8217;Fatima, que distribui comida para a popula\u00e7\u00e3o de rua. &#8220;H\u00e1 pessoas que trabalham e n\u00e3o t\u00eam dinheiro para pagar uma casa. Ou seja, trabalham e vivem na rua, vivem numa tenda. Inclusive brasileiros. H\u00e1 pessoas nesta situa\u00e7\u00e3o&#8221;, conta Rita Borges.<\/p>\n<blockquote class=\"tiktok-embed\" cite=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@dw.brasil\/video\/7346631926309997856\" data-video-id=\"7346631926309997856\" style=\"max-width: 605px;min-width: 325px;\">\n<section> <a target=\"_blank\" title=\"@dw.brasil\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/@dw.brasil?refer=embed\" rel=\"noopener\">@dw.brasil<\/a> <\/p>\n<p>Sem-teto em Portugal: crise de moradia empurra imigrantes brasileiros para a rua.<\/p>\n<p> <a target=\"_blank\" title=\"\u266c original sound - DW Brasil\" href=\"https:\/\/www.tiktok.com\/music\/original-sound-7346632078429408032?refer=embed\" rel=\"noopener\">\u266c original sound &#8211; DW Brasil<\/a> <\/section>\n<\/blockquote>\n<p> <script async src=\"https:\/\/www.tiktok.com\/embed.js\"><\/script><\/p>\n<p>A reportagem da DW encontrou muitos brasileiros nessa situa\u00e7\u00e3o em Lisboa. Eles evitavam c\u00e2meras e entrevistas gravadas. Davam a entender, em certos casos, que era por receio do que a fam\u00edlia no Brasil podia pensar. Eram pessoas, algumas bem jovens, que disseram ter ido tentar a sorte em Portugal e acabaram empurradas para a vulnerabilidade das ruas. Por dois motivos principais: falta de emprego ou emprego com sal\u00e1rio insuficiente para o b\u00e1sico, como comida e um teto. E muitos compartilhavam uma vontade: voltar para casa.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/i.imgur.com\/Zr1kvJg.jpeg\" \/><\/p>\n<p>Portugal \u00e9 um dos s\u00edmbolos de uma crise europeia: a disparada no valor da moradia, especialmente em grandes centros. Uma brasileira teve uma ideia para fugir do aperto financeiro que um aluguel mais caro causaria. &#8220;Aqui nessa tenda come\u00e7ou essa estrat\u00e9gia. Eu tinha duas dessas. Em uma eu dormia, e a outra eu usava para guardar minhas roupas&#8221;, diz a marceneira Andreia Machado da Costa. Ela mora neste acampamento na praia de Carcavelos, uma das regi\u00f5es mais valorizadas da Grande Lisboa. &#8220;Eu cheguei aqui pagando 200 euros no quarto. Depois subiu para 300, e ia chegar a 400. Falei n\u00e3o&#8230; \u00e9 50% do meu ordenado. N\u00e3o tem como pagar 50% do meu ordenado para dormir num quarto compartilhado&#8221;, frisa Andreia Costa.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/i.imgur.com\/spkRXUP.jpeg\" \/><\/p>\n<p>Para M\u00e1rcia, a primeira noite no conglomerado de barracas foi uma verdadeira prova de resist\u00eancia. &#8220;Falei: se eu consegui passar uma noite chuvosa aqui dentro, com ventania, ent\u00e3o eu consigo passar o resto aqui. Foi quando eu vim pra c\u00e1&#8221;, explicou a cozinheira M\u00e1rcia \u00c1lvaro. O terreno onde as duas vivem \u00e9 bastante arborizado e abriga v\u00e1rias outras barracas, onde tamb\u00e9m moram brasileiros. Esta aqui \u00e9 da Marciele, natural de Presidente Prudente, em S\u00e3o Paulo. Marciele veio para Portugal em busca de melhores condi\u00e7\u00f5es de vida. Para ela \u2013 e os familiares no Brasil. Ela diz que tem conseguido economizar um dinheiro morando acampada. Mas como deixou para tr\u00e1s um filho de seis anos, n\u00e3o pensa em outra coisa. &#8220;Eu s\u00f3 queria juntar dinheiro para voltar, ir embora. Tenho muita vontade de voltar para o Brasil. Muita. Todo dia&#8221;, relata a cuidadora Marciele Botin de Pinho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A crise de moradia em Portugal est\u00e1 empurrando cada vez mais imigrantes &#8212; inclusive brasileiros &#8212; para a rua de grandes cidades do pa\u00eds, como Lisboa. A quantidade de pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua mais que dobrou desde 2017 em Portugal: hoje s\u00e3o quase 11 mil, e cerca de 10% s\u00e3o estrangeiros &#8212; entre eles, brasileiros. 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