{"id":57285,"date":"2024-03-20T15:26:18","date_gmt":"2024-03-20T19:26:18","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=57285"},"modified":"2024-03-20T15:26:18","modified_gmt":"2024-03-20T19:26:18","slug":"portugal-ve-aumentar-o-numero-de-brasileiros-sem-teto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2024\/03\/20\/portugal-ve-aumentar-o-numero-de-brasileiros-sem-teto\/","title":{"rendered":"Portugal v\u00ea aumentar o n\u00famero de brasileiros sem-teto"},"content":{"rendered":"<p><strong>Segundo relatos recentes da Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental Noor\u2019Fatima, que atua na distribui\u00e7\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua em Portugal, tem se notado um aumento consider\u00e1vel na presen\u00e7a de pessoas dessa nacionalidade no \u00faltimo ano. Afirma Rita Borges, uma volunt\u00e1ria atuante na ONG.<\/strong><\/p>\n<p>\u201cExistem indiv\u00edduos que, apesar de estarem empregados, n\u00e3o conseguem pagar o aluguel e, ent\u00e3o, mesmo trabalhando, vivem em situa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias\u201d, destaca Rita, apelando para uma visibilidade maior deste problema social.<\/p>\n<p>Uma reportagem da DW evidenciou essa quest\u00e3o ao encontrar diversos brasileiros em tal situa\u00e7\u00e3o. No entanto, muitos evitaram as c\u00e2meras e grava\u00e7\u00f5es de entrevistas. Algumas justificativas apontam para o medo do que suas fam\u00edlias no Brasil possam vir a pensar diante da situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essas pessoas, inclusive jovens, afirmaram terem buscado em Portugal novas oportunidades, por\u00e9m acabaram se deparando com a dificuldade de encontrar trabalho ou mesmo empregos com sal\u00e1rios insuficientes para custear necessidades b\u00e1sicas como alimenta\u00e7\u00e3o e moradia.<\/p>\n<p>Portugal tornou-se um s\u00edmbolo de uma crise na Europa devido \u00e0 disparada nos pre\u00e7os das moradias, principalmente nos grandes centros urbanos, o que torna a situa\u00e7\u00e3o de pessoas em busca de emprego ainda mais vulner\u00e1vel.<\/p>\n<p>\u201cEu cheguei aqui pagando 200 euros por um quarto. Depois subiu para 300, e agora chega a 400. \u00c9 metade do meu sal\u00e1rio. N\u00e3o tem como pagar 50% do meu sal\u00e1rio para dormir num quarto compartilhado\u201d, relata Andreia Machado da Costa, uma marceneira que optou por viver em um acampamento para economizar.<\/p>\n<p>Andreia e muitos outros brasileiros seguiram o mesmo exemplo e criaram acampamentos nas regi\u00f5es arborizadas, vivendo em comunidades de barracas.<\/p>\n<p>Mas nem todos veem este estilo de vida como uma solu\u00e7\u00e3o definitiva. Muitos planejam apenas economizar o suficiente para retornar ao Brasil, como \u00e9 o caso da cuidadora Marciele Botin de Pinho, que deixou um filho de seis anos no Brasil.<\/p>\n<p>\u201cEu s\u00f3 queria juntar dinheiro para voltar. Tenho muita vontade de voltar para o Brasil. Muita. Todo dia\u201d, revela Marciele.<\/p>\n<p>No entanto, com a crescente dificuldade de achar trabalho e o aumento dos custos de moradia, essa continua sendo uma realidade dura para muitos brasileiros em Portugal.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Segundo relatos recentes da Organiza\u00e7\u00e3o N\u00e3o Governamental Noor\u2019Fatima, que atua na distribui\u00e7\u00e3o de refei\u00e7\u00f5es a pessoas em situa\u00e7\u00e3o de rua em Portugal, tem se notado um aumento consider\u00e1vel na presen\u00e7a de pessoas dessa nacionalidade no \u00faltimo ano. Afirma Rita Borges, uma volunt\u00e1ria atuante na ONG. \u201cExistem indiv\u00edduos que, apesar de estarem empregados, n\u00e3o conseguem pagar o aluguel e, ent\u00e3o, mesmo trabalhando, vivem em situa\u00e7\u00f5es prec\u00e1rias\u201d, destaca Rita, apelando para uma visibilidade maior deste problema social. 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