{"id":5746,"date":"2014-02-13T12:38:44","date_gmt":"2014-02-13T16:38:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=5746"},"modified":"2014-02-13T12:38:44","modified_gmt":"2014-02-13T16:38:44","slug":"medicos-cubanos-vivem-de-cesta-basica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2014\/02\/13\/medicos-cubanos-vivem-de-cesta-basica\/","title":{"rendered":"M\u00e9dicos cubanos vivem de cesta b\u00e1sica"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-5747\" alt=\"medicos cubanos\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/medicos-cubanos.jpg\" width=\"276\" height=\"183\" \/>Cubanos do programa federal Mais M\u00e9dicos, respons\u00e1veis pelo atendimento em unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade nas periferias de grandes cidades e no interior do Pa\u00eds, t\u00eam trabalhado sem receber o dinheiro da ajuda de custo prometido pelas prefeituras. Para driblar o atraso, eles improvisam rep\u00fablicas, vivem de cestas b\u00e1sicas, recebem &#8220;vale-coxinha&#8221; e pagam do pr\u00f3prio bolso a passagem de \u00f4nibus para fazer visitas do Programa Sa\u00fade da Fam\u00edlia (PSF).<!--more--><\/p>\n<p>Embora o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade pague as bolsas, cabe \u00e0s prefeituras arcar com os custos de moradia, alimenta\u00e7\u00e3o e transporte. A cl\u00e1usula \u00e9 uma exig\u00eancia do governo federal para a participa\u00e7\u00e3o no programa.<\/p>\n<p>&#8220;Em Cuba, disseram que ter\u00edamos facilidades que n\u00e3o estamos encontrando aqui. Prometeram, por exemplo, que haveria um carro nas unidades para levar para as visitas domiciliares, mas isso n\u00e3o existe. Temos de pegar \u00f4nibus e pagamos a passagem&#8221;, diz uma m\u00e9dica cubana que atende em uma UBS da capital paulista.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos t\u00eam despesa extra de pelo menos R$ 24 com as tarifas. &#8220;Parece pouco, mas faz diferen\u00e7a porque s\u00f3 recebemos US$ 400 e o custo de vida aqui \u00e9 alto&#8221;, afirma. A bolsa em torno de R$ 900, ante a de R$ 10 mil paga a profissionais de outras nacionalidades, foi um dos motivos apresentados por Ramona Matos Rodr\u00edguez, de 51 anos, para abandonar o programa, no Par\u00e1, na semana passada.<\/p>\n<p>Os m\u00e9dicos reclamam tamb\u00e9m do vale-refei\u00e7\u00e3o. &#8220;S\u00e3o R$ 180 por m\u00eas, d\u00e1 R$ 8 por dia de trabalho. Onde voc\u00ea almo\u00e7a em S\u00e3o Paulo com esse dinheiro?&#8221;, pergunta um m\u00e9dico trazido por meio do conv\u00eanio entre a Organiza\u00e7\u00e3o Pan-americana de Sa\u00fade (Opas), o governo federal e o governo cubano, que fica com a maior parte da bolsa.<\/p>\n<p>Nenhum cubano ouvido na capital quis ter seu nome divulgado com medo de repres\u00e1lias. Eles receberam um comunicado oficial da Secretaria Municipal da Sa\u00fade que os pro\u00edbe de conceder entrevista sem autoriza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cubanos do programa federal Mais M\u00e9dicos, respons\u00e1veis pelo atendimento em unidades b\u00e1sicas de sa\u00fade nas periferias de grandes cidades e no interior do Pa\u00eds, t\u00eam trabalhado sem receber o dinheiro da ajuda de custo prometido pelas prefeituras. 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