{"id":57771,"date":"2024-05-19T12:15:21","date_gmt":"2024-05-19T16:15:21","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=57771"},"modified":"2024-05-19T12:15:21","modified_gmt":"2024-05-19T16:15:21","slug":"extorsoes-e-sequestros-os-narcocoiotes-que-atacam-migrantes-em-travessia-do-mexico-aos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2024\/05\/19\/extorsoes-e-sequestros-os-narcocoiotes-que-atacam-migrantes-em-travessia-do-mexico-aos-eua\/","title":{"rendered":"Extors\u00f5es e sequestros: Os &#8216;narcocoiotes&#8217; que atacam migrantes em travessia do M\u00e9xico aos EUA"},"content":{"rendered":"<p><strong>O fluxo de entrada de migrantes na fronteira sul dos Estados Unidos ganhou ainda mais import\u00e2ncia na elei\u00e7\u00e3o presidencial dos Estados Unidos deste ano. Mas o que poucos conhecem \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o dos cart\u00e9is de drogas, que tornam a viagem atrav\u00e9s do M\u00e9xico ainda mais perigosa. Com seus clubes de strip, barracas de tacos e buzinas de motocicletas, San Luis R\u00edo Colorado \u00e9 uma comunidade fronteiri\u00e7a t\u00edpica do M\u00e9xico.<\/strong><\/p>\n<p>Em um abrigo de migrantes, perto da enorme cerca vermelha enferrujada que separa a cidade mexicana do Estado do Arizona (EUA), Eduardo descansa na sombra de um p\u00e1tio.<\/p>\n<p>Em uma das paredes, existe uma grande cruz de madeira. \u00c9 aqui que Eduardo come\u00e7a a processar e se recuperar da sua assustadora prova\u00e7\u00e3o no M\u00e9xico. Ele est\u00e1 na casa dos 50 anos de idade e era dono de um restaurante de fast food no Equador. Mas o crime organizado ganhou for\u00e7a no seu pa\u00eds \u2013 que, at\u00e9 ent\u00e3o, era basicamente pac\u00edfico.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/4322\/live\/f67ba6e0-fe58-11ee-aa26-a3694c640796.jpg\" alt=\"Eduardo de costas sentado em cadeira\" \/><\/p>\n<p>&#8220;N\u00f3s, comerciantes, sofr\u00edamos extors\u00e3o&#8221;, ele conta. Eduardo foi amea\u00e7ado de morte se n\u00e3o pagasse &#8220;imposto&#8221; para a gangue. &#8220;O que pod\u00edamos fazer? Precisamos sair para salvar nossas vidas.&#8221; Eduardo nunca quis emigrar, mas ficou assustado e decidiu seguir para pedir asilo nos Estados Unidos. A hist\u00f3ria de Eduardo \u00e9 a mesma de milhares de outras pessoas, de muitas partes do mundo, que fogem da viol\u00eancia e buscam uma nova vida em territ\u00f3rio norte-americano.<\/p>\n<p>Depois de um n\u00famero recorde de imigrantes no final de 2023, o presidente democrata Joe Biden prop\u00f4s medidas de imigra\u00e7\u00e3o mais rigorosas, que incluem o fechamento da fronteira quando estiver sobrecarregada. E seu advers\u00e1rio republicano, Donald Trump, afirma que ir\u00e1 iniciar deporta\u00e7\u00f5es em massa se vencer as elei\u00e7\u00f5es, em novembro. Mas a participa\u00e7\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es criminosas de tr\u00e1fico de drogas do M\u00e9xico passou basicamente despercebida no debate sobre a migra\u00e7\u00e3o em massa para os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Eduardo come\u00e7ou sua jornada de avi\u00e3o, voando da capital equatoriana, Quito, at\u00e9 a Cidade do M\u00e9xico. De l\u00e1, ele tomou um \u00f4nibus em dire\u00e7\u00e3o ao norte, at\u00e9 a cidade de Sonoyta, na fronteira com os Estados Unidos \u2014 uma viagem de mais de 30 horas. Os passageiros eram um grupo de migrantes e mexicanos. Mas o que chamou a aten\u00e7\u00e3o de Eduardo \u00e9 que a sua viagem o levaria a atravessar terras controladas por alguns dos cart\u00e9is de drogas mais violentos do M\u00e9xico e seus associados. E essas for\u00e7as mal\u00e9volas dominam a migra\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O \u00f4nibus foi parado pela primeira vez perto das seis horas da manh\u00e3. Dez homens armados usando balaclavas subiram a bordo. O \u00f4nibus foi levado para fora da estrada, em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s montanhas, e os homens pediram para ver os documentos de todos os passageiros. Depois de determinarem quem eram os migrantes, eles pediram a cada um deles 1500 pesos (US$ 90, cerca de R$ 462) ou eles seriam detidos. Os migrantes reuniram seu dinheiro, mas faltavam 200 pesos (US$ 12, cerca de R$ 62). Os homens os deixaram passar e, 11 horas depois da abordagem, o \u00f4nibus foi liberado para seguir viagem. San Luis R\u00edo Colorado \u2014 a cidade fronteiri\u00e7a onde Eduardo se recuperava no abrigo \u2014 tamb\u00e9m ganhou fama pelo sequestro de migrantes.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/99ea\/live\/887f8950-fe5c-11ee-aa26-a3694c640796.jpg\" alt=\"Fotos tiradas secretamente em um \u00f4nibus atacado por homens armados no M\u00e9xico\" \/><\/p>\n<p>Em maio do ano passado, os vizinhos de um moderno sobrado da cidade relataram um movimento incomum de pessoas. Quando as autoridades mexicanas chegaram, cinco pessoas foram presas e mais de 100 migrantes foram libertados. Alguns deles haviam sido mantidos na casa por tr\u00eas semanas. &#8220;Eles n\u00e3o tinham comida nem \u00e1gua e foram maltratados f\u00edsica e psicologicamente&#8221;, afirma a policial local Teresa Flores Mu\u00f1oz, envolvida na opera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Ela conta o caso de uma mulher indiana. &#8220;Ela chorava, segurando seu beb\u00ea. Ela empurrou o beb\u00ea para mim e disse que eu deveria lev\u00e1-lo, porque eles iriam mat\u00e1-lo. Era realmente desesperador.&#8221; Entre os sequestrados, havia pessoas de 23 nacionalidades, incluindo migrantes de Bangladesh, Uzbequist\u00e3o, China, Maurit\u00e2nia e Senegal. Segundo os relatos locais, os sequestradores exigiam US$ 2,5 mil (cerca de R$ 12,8 mil) de cada migrante \u2014 e mulheres gr\u00e1vidas eram cobradas em dobro. Se os migrantes n\u00e3o tivessem o dinheiro, as gangues exigiam o resgate de parentes nos seus pa\u00edses de origem ou ao norte da fronteira, nos Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Ocorr\u00eancias com \u00f4nibus n\u00e3o s\u00e3o incomuns<\/strong><\/p>\n<p>Os chantagistas e sequestradores n\u00e3o s\u00e3o apenas criminosos profissionais. Alguns tamb\u00e9m s\u00e3o policiais. Eduardo conta que, durante sua viagem at\u00e9 a fronteira americana, atrav\u00e9s dos Estados mexicanos de Sinaloa e Sonora, seu \u00f4nibus foi retido em seis postos policiais, onde os agentes exigiram dinheiro dos migrantes. &#8220;Se voc\u00ea n\u00e3o tivesse dinheiro, voc\u00ea era levado&#8221;, conta Eduardo. &#8220;Eles diziam &#8216;tire suas cal\u00e7as, tire suas roupas&#8217; e voc\u00ea precisava dar tudo a eles, como a sua mala. Se voc\u00ea n\u00e3o tivesse dinheiro, eles levavam seus documentos \u2014 foi assim que perdi parte dos meus pap\u00e9is.&#8221;<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/81a0\/live\/5ffef770-fe5e-11ee-aa26-a3694c640796.jpg\" alt=\"Teresa Flores\" \/><\/p>\n<p>Os assaltos a \u00f4nibus com migrantes n\u00e3o s\u00e3o incomuns. Em San Luis R\u00edo Colorado, trabalhamos com um jornalista mexicano local. Depois que nos separamos, ele enviou fotografias, tiradas secretamente, do \u00f4nibus que ele tomou para casa sendo abordado pelos membros de uma gangue, com seus rostos cobertos. &#8220;Todos no \u00f4nibus sabiam que eles eram sic\u00e1rios [matadores contratados] da m\u00e1fia de tr\u00e1fico de drogas e migrantes&#8221;, segundo ele.<\/p>\n<p>Os homens mascarados s\u00f3 questionaram as pessoas que eles suspeitavam que n\u00e3o fossem mexicanos \u2014 os que estivessem mal vestidos e com rostos amedrontados. Os cinco ou seis migrantes retirados do \u00f4nibus foram extorquidos em at\u00e9 US$ 50 (cerca de R$ 256) cada um. Na porta do caminh\u00e3o dos homens, \u00e9 poss\u00edvel observar o logotipo da AMIC (Ag\u00eancia Ministerial de Investiga\u00e7\u00f5es Criminais), uma ag\u00eancia da Procuradoria Estadual de Sonora. Mas o nosso colega jornalista acredita que ele \u00e9 forjado. A experi\u00eancia mais alarmante de Eduardo na sua viagem da Cidade do M\u00e9xico em dire\u00e7\u00e3o ao norte, at\u00e9 a fronteira, tamb\u00e9m ocorreu no Estado de Sonora, a cerca de tr\u00eas horas de Sonoyta.<\/p>\n<p>Novamente, o \u00f4nibus foi parado por homens armados. E, como os migrantes n\u00e3o tinham dinheiro suficiente, duas fam\u00edlias colombianas, incluindo cinco crian\u00e7as, foram for\u00e7adas a sair do \u00f4nibus, colocadas em um caminh\u00e3o e levadas embora. &#8220;N\u00e3o t\u00ednhamos dinheiro suficiente para salvar a todos&#8221;, conta Eduardo, com a voz embargada.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/9785\/live\/ea84d9a0-fe5e-11ee-aa26-a3694c640796.jpg\" alt=\"Fila do lado de fora de \u00f4nibus\" \/><\/p>\n<p>Com isso, ele ficou sem um centavo. Todas as suas economias (US$ 3 mil, cerca de R$ 15,4 mil) se perderam. E ele n\u00e3o tinha mais como pagar por um &#8220;coiote&#8221; em Sonoyta, que o levasse para atravessar ilegalmente a fronteira rumo aos Estados Unidos. O motorista do \u00f4nibus disse a Eduardo que ele correria o risco de ser sequestrado se permanecesse ali. Por isso, ele o deixou em San Luis R\u00edo Colorado, onde seguiu para o abrigo de migrantes.<\/p>\n<p><strong>&#8216;Narcocoiotes&#8217;<\/strong><\/p>\n<p>Os migrantes sequestrados, ou os que se recusam a pagar aos homens armados, podem enfrentar um destino terr\u00edvel. A cidade de Tijuana, localizada na fronteira junto ao litoral do Oceano Pac\u00edfico, \u00e9 um ponto de travessia de pessoas que entram ilegalmente nos Estados Unidos h\u00e1 d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>Recentemente, corpos de migrantes foram encontrados nos morros a leste da cidade. Eles foram mortos com tiros na cabe\u00e7a, como \u00e9 a pr\u00e1tica no caso de execu\u00e7\u00f5es. Especula-se se seriam pessoas tentando chegar aos Estados Unidos sem pagar, seja pelo &#8220;coiote&#8221; ou ao grupo criminoso que controla aquela parte da fronteira. O que ficou evidente \u00e9 que os cart\u00e9is diversificaram suas atividades econ\u00f4micas para incluir a extors\u00e3o, sequestro e contrabando de pessoas, segundo o professor Victor Clark Alfaro, da Universidade Estadual de San Diego, na Calif\u00f3rnia (Estados Unidos).<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/874d\/live\/8a43bfd0-fe62-11ee-8714-2f8f4239ddb3.jpg\" alt=\"Fronteira entre os EUA e o M\u00e9xico em Tijuana\" \/><\/p>\n<p>&#8220;Eu os chamo de &#8216;narcocoiotes&#8217;, porque eles n\u00e3o levam apenas pessoas, eles tamb\u00e9m transportam drogas para os Estados Unidos&#8221;, afirma ele. Segundo o professor, os migrantes podem ser for\u00e7ados a levar narc\u00f3ticos com eles. Em Tijuana, o cartel de Sinaloa controla grupos de contrabandistas de pessoas, da mesma forma que o cartel Nova Gera\u00e7\u00e3o, no Estado mexicano de Jalisco.<\/p>\n<p>&#8220;A viol\u00eancia \u00e9 um dos principais elementos do crime organizado&#8221;, afirma Clark. &#8220;A viol\u00eancia \u00e9 usada para controlar seus pr\u00f3prios territ\u00f3rios e contra inocentes.&#8221; Em San Luis R\u00edo Colorado, Eduardo descansou e, quando se sentiu melhor, conseguiu um emprego local. Mas, depois da sua jornada atrav\u00e9s do M\u00e9xico, ele decidiu n\u00e3o se arriscar a cruzar ilegalmente para os Estados Unidos com um &#8220;coiote&#8221;.<\/p>\n<p>Ele se inscreveu em um aplicativo online gratuito do governo americano chamado CBP One, que permite aos migrantes marcar uma reuni\u00e3o em um Porto de Entrada para os Estados Unidos. Se forem aprovados na sele\u00e7\u00e3o de seguran\u00e7a, eles podem ser autorizados a entrar e trabalhar nos Estados Unidos, enquanto aguardam uma audi\u00eancia de imigra\u00e7\u00e3o. Essa \u00e9 uma das medidas do governo Biden para diminuir o poder dos cart\u00e9is.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/ichef.bbci.co.uk\/ace\/ws\/640\/cpsprodpb\/479f\/live\/2a977de0-fe64-11ee-8df9-bf52c9e15b6f.jpg\" alt=\"Vista a\u00e9rea da fronteira\" \/><\/p>\n<p>Dois fatores mantiveram Eduardo decidido a entrar nos Estados Unidos. Um deles foi a sua f\u00e9 cat\u00f3lica. O outro foram as not\u00edcias muito negativas que ele recebeu do Equador, sobre um amigo que, como ele, sofreu extors\u00e3o dos criminosos. Eduardo queria que os dois viajassem juntos para o norte. Mas seu amigo n\u00e3o quis deixar a fam\u00edlia. Ele disse a Eduardo que iria se acertar com a gangue, mas n\u00e3o conseguiu. &#8220;Os homens foram at\u00e9 a loja do meu amigo e o mataram ali&#8221;, conta Eduardo, em l\u00e1grimas. &#8220;Ou seja, se eu tivesse ficado no Equador&#8230; Bem, gra\u00e7as a Deus&#8230; Sofri, mas ainda estou vivo.&#8221; Eduardo entrou legalmente nos Estados Unidos em mar\u00e7o.<\/p>\n<p>\/\/ Fonte: BBC.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O fluxo de entrada de migrantes na fronteira sul dos Estados Unidos ganhou ainda mais import\u00e2ncia na elei\u00e7\u00e3o presidencial dos Estados Unidos deste ano. Mas o que poucos conhecem \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o dos cart\u00e9is de drogas, que tornam a viagem atrav\u00e9s do M\u00e9xico ainda mais perigosa. Com seus clubes de strip, barracas de tacos e buzinas de motocicletas, San Luis R\u00edo Colorado \u00e9 uma comunidade fronteiri\u00e7a t\u00edpica do M\u00e9xico. 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