{"id":58556,"date":"2024-08-25T12:07:56","date_gmt":"2024-08-25T16:07:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=58556"},"modified":"2024-08-25T12:07:56","modified_gmt":"2024-08-25T16:07:56","slug":"apesar-das-dificuldades-cada-vez-mais-brasileiros-tentam-chegar-aos-eua-de-bicicleta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2024\/08\/25\/apesar-das-dificuldades-cada-vez-mais-brasileiros-tentam-chegar-aos-eua-de-bicicleta\/","title":{"rendered":"Apesar das dificuldades, cada vez mais brasileiros tentam chegar aos EUA de bicicleta"},"content":{"rendered":"<p><strong>Um brasileiro de Itumbiara (GO) est\u00e1 em uma jornada para chegar aos Estados Unidos de bicicleta e passar\u00e1 por 14 pa\u00edses no percurso. E cada vez mais brasileiros ingressam nessa aventura. \u00c9 o caso de Rafael Garcia da Silva, de 30 anos, que deseja concluir a expedi\u00e7\u00e3o em at\u00e9 dois anos. Em uma bicicleta e levando poucos itens de sobreviv\u00eancia, o goiano percorre de 50 a 120 km por dia. Atualmente, ele est\u00e1 na Argentina.<\/strong><\/p>\n<p>Em quatro compartimentos acoplados \u00e0 bicicleta, o viajante leva itens b\u00e1sicos: algumas pe\u00e7as de roupa, barraca, isolante t\u00e9rmico, duas panelas, \u00e1lcool, fogareiro e um par de botas. Ele tamb\u00e9m se abastece diariamente com comidas de f\u00e1cil consumo. Grande parte dos pa\u00edses da expedi\u00e7\u00e3o n\u00e3o exige visto. Carteira de vacina\u00e7\u00e3o completa e antecedentes criminais s\u00e3o alguns dos crit\u00e9rios da maioria. Segundo o brasileiro, ele deixou os Estados Unidos como \u00faltimo local devido \u00e0 burocracia para a entrada.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/i.imgur.com\/UXOfsib.jpeg\" \/><\/p>\n<p><strong>&#8220;N\u00e3o precisa ser rico&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>O goiano ainda diz que n\u00e3o \u00e9 preciso ser rico para fazer uma viagem como essa. &#8220;Voc\u00ea n\u00e3o precisa ganhar R$ 20 mil para viajar de bicicleta, n\u00e3o \u00e9 bem assim, tamb\u00e9m ganho muita coisa na estrada de pessoas que se simpatizam com a aventura&#8221;, contou. Rafael costuma escolher cidades menores para ficar. Apesar do encanto com as regi\u00f5es tur\u00edsticas, ele tenta priorizar locais menos conhecidos por serem mais &#8221;tranquilos e seguros&#8221;, al\u00e9m de mais acess\u00edveis economicamente.<\/p>\n<p>No Brasil, o viajante trabalhava com servi\u00e7os de constru\u00e7\u00e3o civil: j\u00e1 foi pintor, gesseiro e encanador. &#8221;Trouxe uma reserva, mas uma hora acaba. Quando isso acontecer, vou tentar vender lembrancinhas na rua para tentar ter um ganho di\u00e1rio&#8221;, explicou. Dormir \u00e0 beira de rio e tomar banho com len\u00e7o umedecido s\u00e3o algumas das dificuldades. Apesar disso, na maior parte dos dias, Rafael consegue se abrigar em postos de gasolina, albergues e casas de pessoas que conhece pelo caminho. &#8221;A viagem n\u00e3o \u00e9 feita de lugares, mas de pessoas&#8221;, comentou sobre a ajuda das amizades feitas. At\u00e9 agora, ele encontrou apenas um outro cicloviajante, que era europeu. No caminho, viu muitos mochileiros e pessoas em motorhomes, que compartilhavam de aventuras parecidas com as suas. &#8221;No hostel, conheci gente do mundo todo, Fran\u00e7a, Canad\u00e1, Holanda.&#8221;. Ainda na Argentina, brasileiro busca realizar sonho de inf\u00e2ncia de ver a neve. &#8221;Estou deixando para meu anivers\u00e1rio, dia 9 de setembro, vou me auto presentear&#8221;, contou sobre os planos para a cidade de Mendoza.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/conteudo.imguol.com.br\/c\/noticias\/64\/2024\/08\/20\/brasileiro-relata-ter-feito-muitas-amizades-1724156774680_v2_750x1.jpg.webp\" \/><\/p>\n<p><strong>Planos para pr\u00f3ximos destinos e selva da morte.<\/strong><\/p>\n<p>Antes de chegar aos EUA, ele pretende passar por mais 13 pa\u00edses. Al\u00e9m da Argentina, os pontos de parada ser\u00e3o: Chile, Paraguai, Peru, Bol\u00edvia, Equador, Col\u00f4mbia, Panam\u00e1, Honduras, Nicar\u00e1gua, Belize, Guatemala, Costa Rica e M\u00e9xico. &#8220;Venezuela ainda estou pensando se devo me arriscar, devido ao conflito no pa\u00eds&#8221;, contou. Na travessia, Rafael precisar\u00e1 enfrentar a floresta de Dari\u00e9n, conhecida como a &#8220;selva da morte&#8221;. A \u00e1rea conecta a Am\u00e9rica do Sul e a Am\u00e9rica Central, entre os territ\u00f3rios da Col\u00f4mbia e do Panam\u00e1, e \u00e9 um trecho estrat\u00e9gico para chegar aos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Turistas atravessam geralmente por balsa, mas essa n\u00e3o \u00e9 a escolha do brasileiro. Para economizar dinheiro, ele relatou que pretende pegar uma carona em um barco de pescadores locais, pagando uma taxa menor que a da balsa. Depois, de volta \u00e0 terra firme, seguir\u00e1 de bicicleta. Rafael tamb\u00e9m almeja treinar a l\u00edngua inglesa em Belize, pa\u00eds da Am\u00e9rica Central que tem o ingl\u00eas como l\u00edngua oficial. &#8221;Col\u00f4mbia \u00e9 um dos lugares que j\u00e1 penso muito, Costa Rica sempre quis conhecer e Caribe deve ser lindo&#8221;, lista seus pr\u00f3ximos destinos.<\/p>\n<p>\/\/ Fonte: UOL.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um brasileiro de Itumbiara (GO) est\u00e1 em uma jornada para chegar aos Estados Unidos de bicicleta e passar\u00e1 por 14 pa\u00edses no percurso. E cada vez mais brasileiros ingressam nessa aventura. \u00c9 o caso de Rafael Garcia da Silva, de 30 anos, que deseja concluir a expedi\u00e7\u00e3o em at\u00e9 dois anos. Em uma bicicleta e levando poucos itens de sobreviv\u00eancia, o goiano percorre de 50 a 120 km por dia. Atualmente, ele est\u00e1 na Argentina. 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