{"id":58830,"date":"2024-09-21T14:47:41","date_gmt":"2024-09-21T18:47:41","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=58830"},"modified":"2024-09-21T14:47:41","modified_gmt":"2024-09-21T18:47:41","slug":"preso-morre-com-injecao-letal-na-carolina-do-sul-horas-apos-testemunha-dizer-que-mentiu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2024\/09\/21\/preso-morre-com-injecao-letal-na-carolina-do-sul-horas-apos-testemunha-dizer-que-mentiu\/","title":{"rendered":"Preso morre com inje\u00e7\u00e3o letal na Carolina do Sul, horas ap\u00f3s testemunha dizer que mentiu"},"content":{"rendered":"<p><strong>O detento condenado por homic\u00eddio Freddie Owens, 46, morreu ap\u00f3s aplica\u00e7\u00e3o de inje\u00e7\u00e3o letal na Carolina do Sul (EUA) nesta sexta-feira (20). A morte ocorreu horas depois que um corr\u00e9u e testemunha, envolvido no caso, declarou que mentiu em depoimento e que o homem n\u00e3o estava no momento do assassinato.<\/strong><\/p>\n<p>Freddie foi condenado pelo assassinato da balconista de uma loja de conveni\u00eancia na cidade de Greenville, na Carolina do Sul, durante um assalto em 1997. Enquanto aguardava julgamento, o preso matou outro detento em uma cadeia. A morte dele foi a primeira em 13 anos no estado em raz\u00e3o de uma pausa &#8220;for\u00e7ada&#8221; do governo por n\u00e3o conseguir obter as subst\u00e2ncias necess\u00e1rias para a aplica\u00e7\u00e3o das inje\u00e7\u00f5es letais.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/www.thestate.com\/latest-news\/wfk138\/picture292371449\/alternates\/LANDSCAPE_1140\/anti%20death%20penalty%20presser%201.jpg\" alt=\"The life and struggles of SC death row inmate Freddie Owens | The State\" \/><\/p>\n<p>Um m\u00e9dico entrou no recinto e declarou o homem morto pouco mais de 10 minutos depois. O \u00f3bito foi confirmado \u00e0s 18h55 (no hor\u00e1rio local; 19h55 no hor\u00e1rio de Bras\u00edlia). Apela\u00e7\u00f5es feitas pela defesa do r\u00e9u foram negadas at\u00e9 mesmo por um tribunal federal na manh\u00e3 desta sexta-feira. Na quinta-feira (19), a Suprema Corte da Carolina do Sul negou a solicita\u00e7\u00e3o. O governador da Carolina do Sul e o diretor do sistema penitenci\u00e1rio local se manifestaram e afirmaram que o tribunal superior deveria negar a peti\u00e7\u00e3o do homem.<\/p>\n<p>Governador tinha o poder de mudar a senten\u00e7a, mas tamb\u00e9m rejeitou o pedido. Henry McMaster argumentou que havia &#8220;revisado cuidadosamente e considerado cuidadosamente&#8221; o pedido de clem\u00eancia do detento. Lei da Carolina do Sul permite que presos no corredor da morte escolham forma que ir\u00e3o morrer. Entre as op\u00e7\u00f5es est\u00e3o inje\u00e7\u00e3o letal, novo pelot\u00e3o de fuzilamento ou a cadeira el\u00e9trica constru\u00edda em 1912. No caso de Freddie, ele solicitou que o advogado dele escolhesse como ele morreria. O condenado argumentou que a escolha ocorreu por pensar que ele seria c\u00famplice de sua pr\u00f3pria morte e que suas cren\u00e7as religiosas reprovam o suic\u00eddio.<\/p>\n<p>Declara\u00e7\u00e3o juramentada de corr\u00e9u e testemunha foi apresentada pela defesa de Freddie dois dias antes da execu\u00e7\u00e3o. Steven Golden, tamb\u00e9m envolvido no crime e cujo depoimento ajudou a condenar o r\u00e9u, retrocedeu e relatou que o condenado n\u00e3o estava na loja no momento do assalto, contradizendo seu testemunho. Todavia, os promotores declararam que outros amigos do preso e a ex-namorada dele disseram que ele teria se &#8220;gabado&#8221; por matar a balconista. Amigo de condenado afirmou que mentiu para n\u00e3o ir para o corredor da morte. Os membros da Suprema Corte apontaram que Steven n\u00e3o tinha advogados para explicar suas declara\u00e7\u00f5es recentes no documento e o homem tamb\u00e9m n\u00e3o indicou quem poderia ter matado a v\u00edtima, j\u00e1 que n\u00e3o teria sido Freddie, segundo a sua nova vers\u00e3o.<\/p>\n<p>Corr\u00e9u relatou que culpou o amigo porque ele estava sob efeito de coca\u00edna e a pol\u00edcia o pressionou alegando saber que eles dois estavam juntos. Na declara\u00e7\u00e3o juramentada, o homem ainda contou que temia o &#8220;verdadeiro assassino&#8221; do caso por pensar que ele poderia ser morto se o denunciasse \u00e0 pol\u00edcia.<\/p>\n<p>No fim, Steven foi condenado a 28 anos de pris\u00e3o ap\u00f3s se declarar culpado em uma acusa\u00e7\u00e3o menor de homic\u00eddio volunt\u00e1rio. &#8220;Estou me apresentando agora porque sei que a data de execu\u00e7\u00e3o de Freddie \u00e9 20 de setembro e n\u00e3o quero que Freddie seja executado por algo que ele n\u00e3o fez. Isso pesou muito na minha mente e quero ter a consci\u00eancia limpa&#8221;, escreveu Golden em sua declara\u00e7\u00e3o. &#8220;A Carolina do Sul est\u00e1 prestes a executar um homem por um crime que ele n\u00e3o cometeu. Continuaremos a advogar pelo Sr. Owens&#8221;, disse o advogado Gerald &#8220;Bo&#8221; King em uma declara\u00e7\u00e3o dada antes da aplica\u00e7\u00e3o da senten\u00e7a. Na sua apela\u00e7\u00e3o final, os advogados do preso falaram que os promotores nunca apresentaram evid\u00eancias cient\u00edficas de que o homem puxou o gatilho. Eles ainda argumentaram que a principal evid\u00eancia contra ele foi o corr\u00e9u, que se declarou culpado por envolvimento na ocorr\u00eancia, ter afirmado que Freddie era o assassino. A defesa tamb\u00e9m argumentou que o homem tinha somente 19 anos quando o assassinato ocorreu. Eles refor\u00e7aram que o cliente teve danos cerebrais em raz\u00e3o de viol\u00eancia f\u00edsica e sexual que sofreu quando estava em uma pris\u00e3o juvenil.<\/p>\n<p>A condena\u00e7\u00e3o de Freddie pelo assassinato de Irene Graves ocorreu em 1999. A promotoria afirmou que ele disparou um tiro na cabe\u00e7a da v\u00edtima, que era m\u00e3e solo de tr\u00eas crian\u00e7as e trabalhava em tr\u00eas empregos, ap\u00f3s a mulher dizer que ela n\u00e3o conseguia abrir o cofre da loja. O homem tamb\u00e9m atacou um colega de cela pouco antes de ser sentenciado pelo homic\u00eddio de Graves. Na ocasi\u00e3o, ele confessou o crime e deu detalhes de como esfaqueou Christopher Lee, queimou os olhos dele, o sufocou e pisoteou, acrescentando ainda que fez isso &#8220;porque foi injustamente condenado por assassinato&#8221;, segundo relato escrito de um investigador. O homem teve duas senten\u00e7as de pena capital diferentes anuladas em apela\u00e7\u00e3o, mas acabou voltando para o corredor da morte. Ele foi acusado de assassinato pela morte de Christopher, mas nunca foi julgado. Os promotores retiraram as acusa\u00e7\u00f5es do crime contra o colega de cela em 2019, com possibilidades de restaur\u00e1-las.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O detento condenado por homic\u00eddio Freddie Owens, 46, morreu ap\u00f3s aplica\u00e7\u00e3o de inje\u00e7\u00e3o letal na Carolina do Sul (EUA) nesta sexta-feira (20). A morte ocorreu horas depois que um corr\u00e9u e testemunha, envolvido no caso, declarou que mentiu em depoimento e que o homem n\u00e3o estava no momento do assassinato. Freddie foi condenado pelo assassinato da balconista de uma loja de conveni\u00eancia na cidade de Greenville, na Carolina do Sul, durante um assalto em 1997. Enquanto aguardava julgamento, o preso matou outro detento em uma cadeia. 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