{"id":59710,"date":"2025-01-19T09:47:39","date_gmt":"2025-01-19T13:47:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=59710"},"modified":"2025-01-19T09:47:39","modified_gmt":"2025-01-19T13:47:39","slug":"sonho-americano-brasileiros-moram-em-carro-e-buscam-comida-no-lixo-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2025\/01\/19\/sonho-americano-brasileiros-moram-em-carro-e-buscam-comida-no-lixo-nos-eua\/","title":{"rendered":"Sonho americano? Brasileiros moram em carro e buscam comida no lixo nos EUA"},"content":{"rendered":"<p><strong>Brasileiros que vivem como imigrantes nos Estados Unidos t\u00eam registrado em v\u00eddeo rotinas incomuns para economizar dinheiro com alimenta\u00e7\u00e3o e moradia no pa\u00eds. Enquanto uma estudante divulga grava\u00e7\u00f5es em que aparece &#8220;mergulhando&#8221; em lixeiras de supermercados em busca de alimentos, um entregador de aplicativo conta como \u00e9 morar no pr\u00f3prio carro.<\/strong><\/p>\n<p>Brasileira come\u00e7ou a buscar alimentos descartados na sa\u00edda de grandes mercados h\u00e1 tr\u00eas anos. Moradora de Massachusetts, Renata Myrelli conta em um v\u00eddeo publicado em seu canal de Youtube, com mais de 120 mil inscritos, que resolveu aderir \u00e0 pr\u00e1tica, apelidada &#8220;dumpster diving&#8221; (mergulho na lixeira, em tradu\u00e7\u00e3o livre), por influ\u00eancia de outros moradores da regi\u00e3o onde vive. &#8220;Muita gente aqui faz, e tamb\u00e9m resolvi fazer o famoso dumpster diving&#8221;, disse ela em uma grava\u00e7\u00e3o publicada em janeiro de 2022.<\/p>\n<p>Em outro v\u00eddeo, Renata aparece separando pacotes de queijo e carne descartados para levar para casa. Com uma luva, ela seleciona esses e outros alimentos que considera &#8220;reaproveit\u00e1veis&#8221;, ainda que alguns deles j\u00e1 estivessem vencidos. Ao chegar em casa, Renata grava todos os achados do dia, antes de higieniz\u00e1-los. &#8220;Acredito que s\u00f3 aqui tenha mais de US$ 300 (R$ 1809) d\u00f3lares em compras&#8221;, diz ela em outra grava\u00e7\u00e3o, em que aponta para uma mesa preenchida pelos produtos resgatados, entre frutas, leite, p\u00e3es, ovos e barrinhas de cereal. Brasileira recebe o apoio de brasileiros nos coment\u00e1rios de seus v\u00eddeos e rebate as cr\u00edticas que eventualmente recebe. &#8220;Para quem gosta de criticar e dizer que estou pegando lixo sem necessidade, vamos acordar para a vida, tem muito lixo que precisa ser reaproveitado&#8221;, diz em outro v\u00eddeo. &#8220;No Brasil, muita gente j\u00e1 faz isso, eu sei, mas aqui, o mais incr\u00edvel \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 lixo, s\u00e3o coisas realmente boas e reaproveit\u00e1veis&#8221;, segue.<\/p>\n<p><strong>&#8220;Morar no carro, fazer d\u00f3lar&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>De um estacionamento em uma cidade na Calif\u00f3rnia, brasileiro gravou as &#8220;vantagens&#8221; de morar no pr\u00f3prio carro. Entregador de delivery, Fernando Lopes lista na grava\u00e7\u00e3o o que considera os &#8220;pr\u00f3s&#8221; de dormir e acordar todos os dias h\u00e1 quase dois anos em seu ve\u00edculo de trabalho. &#8220;A dificuldade de se legalizar aqui \u00e9 grande, ent\u00e3o a gente tem de aproveitar para fazer dinheiro, e acho que morar no carro \u00e9 uma alternativa&#8221;, diz ele em um trecho da grava\u00e7\u00e3o. Vou mostrar as cinco raz\u00f5es pelas quais compensa morar no carro, assim que voc\u00ea chega nos Estados Unidos, ou para quem j\u00e1 est\u00e1 aqui h\u00e1 algum tempo, meio descabelado, meio sem grana. (?) Para quem n\u00e3o est\u00e1 com a vida ganha, \u00e9 coisa que a gente tem de passar para poder conseguir galgar um lugar melhor ao sol. Fernando Lopes, em v\u00eddeo publicado em seu canal de Youtube<\/p>\n<p>Economia de gastos e &#8220;mais disciplina&#8221; est\u00e3o entre as raz\u00f5es listadas. Na mesma grava\u00e7\u00e3o, o brasileiro diz que o aluguel de um quarto na Calif\u00f3rnia custa em m\u00e9dia U$S 800 (R$ 4.825). &#8220;Se voc\u00ea acordou no quarto e, de repente, bate uma depr\u00eazinha, e come\u00e7a a considerar: &#8216;poxa, mais um dia de 12 horas [de trabalho]&#8217;, pode. Brasileiro conta que j\u00e1 chegou a trabalhar mais de 15 horas por dia para se manter no pa\u00eds. &#8220;N\u00f3s, imigrantes, quando chegamos aqui, ganhamos por hora, uma m\u00e9dia de 15 a 20 d\u00f3lares por hora. Se voc\u00ea trabalhar 44 horas semanais aqui, como \u00e9 no Brasil, voc\u00ea t\u00e1 frito&#8221;, segue na grava\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Aqui, a gente tem que pelo menos tentar dobrar para 88 horas semanais [trabalhadas] para voc\u00ea come\u00e7ar a juntar uma grana. Eu j\u00e1 trabalhei 15 horas por dia por muitas semanas, meu m\u00e1ximo foi 108 horas na semana. Agora, estou trabalhando 12 horas, (&#8230;) come\u00e7o \u00e0s 7h30 e vou at\u00e9 \u00e0s 19h30.<br \/>\nFernando Lopes, em v\u00eddeo publicado em janeiro em seu canal de Youtube. Desde fevereiro de 2022 nos EUA, Fernando menciona as dificuldades de viver no pa\u00eds como imigrante sem visto permanente. &#8220;A nossa perman\u00eancia aqui tem prazo de validade. Como a gente n\u00e3o tem direito a se legalizar e n\u00e3o sabe quanto tempo vai conseguir ficar aqui, precisamos economizar bem mais&#8221;.<\/p>\n<p>Estadia de brasileiro nos EUA \u00e9 a terceira em sete anos. &#8220;Na primeira vez, eu ca\u00ed num sonho americano, mas vi que [morar nos EUA] era cilada. Imaginei uma coisa, me ferrei, perdi tudo e fiquei mal, sem dinheiro, com depress\u00e3o, crise de p\u00e2nico (&#8230;), assim como v\u00e1rios outros brasileiros que conheci&#8221;, relata ele em outra grava\u00e7\u00e3o divulgada em seu canal, com pouco menos de mil seguidores, mas\u2026 .Quem j\u00e1 passou por isso sabe que a gente quer sobreviver, que t\u00e1 na luta pela sobreviv\u00eancia, e \u00e9 desesperador, angustiante. Aqui \u00e9 dureza, irm\u00e3o, por isso eu falo, pensa bem, se planeja, porque [viver nos EUA] n\u00e3o \u00e9 uma decis\u00e3o f\u00e1cil. \u00c0s vezes, voc\u00ea at\u00e9 tem mais poder de compra, mas e as outras coisas?<\/p>\n<p>\/\/ Fonte: UOL.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Brasileiros que vivem como imigrantes nos Estados Unidos t\u00eam registrado em v\u00eddeo rotinas incomuns para economizar dinheiro com alimenta\u00e7\u00e3o e moradia no pa\u00eds. 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