{"id":60006,"date":"2025-03-03T12:14:27","date_gmt":"2025-03-03T16:14:27","guid":{"rendered":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=60006"},"modified":"2025-03-03T12:14:27","modified_gmt":"2025-03-03T16:14:27","slug":"a-dor-de-um-imigrante-que-perdeu-tudo-apos-viver-20-anos-nos-eua-e-ser-deportado-por-trump","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2025\/03\/03\/a-dor-de-um-imigrante-que-perdeu-tudo-apos-viver-20-anos-nos-eua-e-ser-deportado-por-trump\/","title":{"rendered":"A dor de um imigrante que perdeu tudo ap\u00f3s viver 20 anos nos EUA e ser deportado por Trump"},"content":{"rendered":"<p><strong>Jos\u00e9 Maximino Amaya, 50 anos, passou duas d\u00e9cadas construindo uma vida nos Estados Unidos. Trabalhava em constru\u00e7\u00f5es civis em Nova Jersey, sustentava a fam\u00edlia e enviava remessas para seu pai idoso em El Salvador. No entanto, em 26 de janeiro, ele desembarcou em seu pa\u00eds natal em um voo fretado pelo governo americano, sem bagagem, apenas com as roupas do corpo.<\/strong><\/p>\n<p>Sua vida nos EUA foi interrompida abruptamente ap\u00f3s ser detido por agentes migrat\u00f3rios e deportado, junto com cerca de 50 outros salvadorenhos, em meio \u00e0 pol\u00edtica de toler\u00e2ncia zero do ex-presidente Donald Trump.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/s2-oglobo.glbimg.com\/SV5pN0QORDtaHyvy3DLmizorhWM=\/0x0:8256x5504\/888x0\/smart\/filters:strip_icc()\/i.s3.glbimg.com\/v1\/AUTH_da025474c0c44edd99332dddb09cabe8\/internal_photos\/bs\/2025\/G\/U\/B9YA1RTwSvLqNlDwF6mg\/afp-20250227-36yq9pb-v1-highres-elsalvadorusmigrationamaya.jpg\" alt=\"N\u00e3o \u00e9 mais o sonho americano, \u00e9 como um pesadelo americano', diz  salvadorenho deportado ap\u00f3s 20 anos nos EUA\" \/><\/p>\n<p>Amaya, que chegou aos EUA em maio de 2005, nunca regularizou sua situa\u00e7\u00e3o migrat\u00f3ria. Para evitar problemas, ele diz ter vivido de maneira discreta, sem infringir a lei. Mas em 25 de janeiro, cinco dias ap\u00f3s a posse de Trump, ele foi parado a caminho do trabalho e preso. Sua esposa, que tamb\u00e9m estava em situa\u00e7\u00e3o irregular, foi detida no mesmo dia e agora aguarda deporta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/www.barrons.com\/asset\/external-media\/afp\/AFP4532065519407464085616445089700596273967---1.jpg\" alt=\"The Salvadoran Who Lost Everything After 20 Years In New Jersey - Barron's\" \/><\/p>\n<p>O casal perdeu tudo: o carro, as contas banc\u00e1rias e os m\u00f3veis da casa que alugavam em Nova Jersey. Seus tr\u00eas filhos, nascidos em El Salvador, permaneceram nos EUA, onde t\u00eam resid\u00eancia legal e empregos. &#8220;Eles foram deixados sozinhos l\u00e1&#8221;, lamenta Amaya, que foi recebido no aeroporto Monse\u00f1or \u00d3scar Arnulfo Romero por familiares, incluindo um irm\u00e3o e um sobrinho.<\/p>\n<p><strong>&#8220;N\u00e3o \u00e9 mais o sonho americano, \u00e9 um pesadelo&#8221;<\/strong><\/p>\n<p>Amaya descreve sua experi\u00eancia como um &#8220;pesadelo americano&#8221;. Apesar das dificuldades, ele se define como &#8220;uma pessoa batalhadora&#8221; e planeja reconstruir sua vida em El Salvador. No entanto, o retorno for\u00e7ado traz desafios imensos. O pa\u00eds enfrenta uma economia fr\u00e1gil, e as remessas enviadas por salvadorenhos no exterior s\u00e3o vitais para muitas fam\u00edlias.<\/p>\n<p><img src=\"https:\/\/s.yimg.com\/ny\/api\/res\/1.2\/5c.iYKm7TUzcx8e2PTEnRw--\/YXBwaWQ9aGlnaGxhbmRlcjt3PTY0MDtoPTQyNw--\/https:\/\/media.zenfs.com\/es\/es.afp.com\/f7c00129e7ccfc370ad6b355e6836dd2\" alt=\"El dolor de un salvadore\u00f1o deportado que lo perdi\u00f3 todo tras 20 a\u00f1os en EEUU\" \/><\/p>\n<p>Em 2024, El Salvador recebeu US$ 8,4 bilh\u00f5es em remessas, o equivalente a 23% do PIB. Amaya era um desses provedores, enviando dinheiro regularmente para seu pai. &#8220;\u00c9 algo dif\u00edcil, porque ele era uma ajuda fundamental para meu pai. A situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica aqui n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil&#8221;, disse Jos\u00e9 Ad\u00e1n Amaya, irm\u00e3o do deportado, \u00e0 AFP.<\/p>\n<p><strong>Impacto Humano e Econ\u00f4mico<\/strong><\/p>\n<p>A deporta\u00e7\u00e3o em massa de salvadorenhos sob a pol\u00edtica de Trump n\u00e3o s\u00f3 desestabiliza fam\u00edlias, mas tamb\u00e9m amea\u00e7a a economia de El Salvador. Celia Medrano, consultora de direitos humanos e ex-c\u00f4nsul de El Salvador em Washington, critica o tratamento dado aos migrantes. &#8220;Os direitos fundamentais das pessoas n\u00e3o est\u00e3o sendo respeitados. Elas est\u00e3o sendo tratadas como criminosas apenas por serem migrantes&#8221;, afirmou.<\/p>\n<p>Com cerca de 2,5 milh\u00f5es de salvadorenhos vivendo nos EUA, o impacto das deporta\u00e7\u00f5es em massa \u00e9 profundo. Para muitos, como Amaya, o sonho de uma vida melhor se transformou em um pesadelo de perdas e incertezas. Agora, ele e milhares de outros deportados enfrentam o desafio de recome\u00e7ar em um pa\u00eds que, embora seja sua terra natal, j\u00e1 n\u00e3o reconhecem como lar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Jos\u00e9 Maximino Amaya, 50 anos, passou duas d\u00e9cadas construindo uma vida nos Estados Unidos. Trabalhava em constru\u00e7\u00f5es civis em Nova Jersey, sustentava a fam\u00edlia e enviava remessas para seu pai idoso em El Salvador. No entanto, em 26 de janeiro, ele desembarcou em seu pa\u00eds natal em um voo fretado pelo governo americano, sem bagagem, apenas com as roupas do corpo. Sua vida nos EUA foi interrompida abruptamente ap\u00f3s ser detido por agentes migrat\u00f3rios e deportado, junto com cerca de 50 outros salvadorenhos, em meio \u00e0 pol\u00edtica de toler\u00e2ncia zero do ex-presidente Donald Trump. 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