{"id":6961,"date":"2014-05-08T13:14:27","date_gmt":"2014-05-08T17:14:27","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=6961"},"modified":"2014-05-08T13:14:27","modified_gmt":"2014-05-08T17:14:27","slug":"dilma-muda-politica-e-reduz-idas-ao-exterior","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2014\/05\/08\/dilma-muda-politica-e-reduz-idas-ao-exterior\/","title":{"rendered":"Dilma muda pol\u00edtica e reduz idas ao exterior"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-6962\" alt=\"_dilma\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/dilma.jpg\" width=\"500\" height=\"262\" srcset=\"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/dilma.jpg 500w, https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/dilma-300x157.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/p>\n<p>Em 2011, quando assumiu o governo, a presidente Dilma Rousseff avisou que n\u00e3o pretendia dedicar tanto tempo a viagens internacionais, como fizeram os seus dois antecessores. Ningu\u00e9m no Itamaraty imaginava, por\u00e9m, que a mudan\u00e7a seria t\u00e3o dr\u00e1stica. Nos seus tr\u00eas primeiros anos, Dilma recebeu um ter\u00e7o dos presidentes e fez pouco mais\u00a0da metade de viagens na compara\u00e7\u00e3o com o ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, no mesmo per\u00edodo de mandato.<!--more--><\/p>\n<p>A redu\u00e7\u00e3o incomoda diplomatas e at\u00e9 mesmo correligion\u00e1rios, que reclamam de ver o Brasil perder a influ\u00eancia constru\u00edda em oito anos de governo Lula.<\/p>\n<p>Assessores mais pr\u00f3ximos da presidente creditam a escassez de visitas de Estado ao Pa\u00eds \u00e0 agenda apertada e ao aumento na quantidade de c\u00fapulas a que os mandat\u00e1rios hoje precisam comparecer, o que facilita encontros bilaterais. Dilma, por\u00e9m, nunca escondeu a pouca paci\u00eancia com os meandros da diplomacia. Para marcar uma viagem ou uma visita, diplomatas precisam suar para convenc\u00ea-la.<\/p>\n<p>Por causa do estilo, o foco da pol\u00edtica externa\u00a0de Dilma nesses tr\u00eas primeiros anos passou longe da ideia de &#8220;caixeiro-viajante&#8221;, como Lula costumava se autointitular. Em meio a suspeitas de que os Estados Unidos espionaram a Petrobr\u00e1s e at\u00e9 comunica\u00e7\u00f5es dela pr\u00f3pria, a presidente acabou voltando seus esfor\u00e7os externos a discuss\u00f5es sobre soberania e governan\u00e7a global da internet.<\/p>\n<p>Nos seus tr\u00eas anos de governo, Dilma recebeu presidentes 21 vezes &#8211; alguns deles, como Cristina Kirchner, da Argentina, e Jos\u00e9 Mujica, do Uruguai, mais de uma vez. Em alguns casos, em visitas quase informais, como quando Mujica foi apenas jantar com a presidente no Pal\u00e1cio da Alvorada em uma visita que s\u00f3 foi anunciada no dia seguinte, em uma nota do Pal\u00e1cio do Planalto. Em seus primeiros tr\u00eas anos de governo, Lula havia recebido 63 visitantes. Fernando Henrique Cardoso, 50.<\/p>\n<p>O estoque de pedidos de visitas, tanto ao Brasil quanto para que a presidente v\u00e1 a outros pa\u00edses, alcan\u00e7a algumas dezenas. Mesmo na Am\u00e9rica do Sul, supostamente a prioridade da sua pol\u00edtica externa, Dilma ainda n\u00e3o foi a todos. Uruguai, Argentina, Paraguai e Venezuela, os parceiros do Mercosul, receberam aten\u00e7\u00e3o especial. Dilma tamb\u00e9m j\u00e1 foi tr\u00eas vezes ao Peru &#8211; uma delas, para a C\u00fapula Am\u00e9rica do Sul-Pa\u00edses \u00c1rabes -, mas Bol\u00edvia e Equador ainda esperam uma aten\u00e7\u00e3o, e t\u00eam cobrado. Col\u00f4mbia, Guiana e Suriname tamb\u00e9m n\u00e3o est\u00e3o nos planos, assim como n\u00e3o h\u00e1 men\u00e7\u00e3o de uma volta pelo Caribe, t\u00e3o caro a Lula e com quem o Brasil aumentou exponencialmente os neg\u00f3cios.<\/p>\n<p>A necessidade de ver um fim pr\u00e1tico para as visitas e viagens j\u00e1 deixou o Brasil em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis, segundo diplomatas. Em 2012, Dilma n\u00e3o queria ir para a C\u00fapula ASPA, em Lima, um grupo criado e incentivado pelo Brasil &#8211; terminou convencida na \u00faltima hora. Em 2011, na sua primeira visita \u00e0 \u00c1frica, s\u00f3 concordou em ir a Angola e Mo\u00e7ambique depois do encontro IBAS (\u00cdndia, Brasil e \u00c1frica do Sul), em Pret\u00f3ria, uma semana antes. Presidentes, diplomatas e ministros dos pa\u00edses visitados tiveram de cancelar compromissos e viagens para atender a comitiva brasileira.<\/p>\n<p>A prefer\u00eancia da presidente s\u00e3o os encontros em que acredita haver resultados pr\u00e1ticos e impacto mundial, como o G20 &#8211; encontro dos 20 pa\u00edses mais ricos do mundo &#8211; e os BRICS (Brasil, R\u00fassia, \u00cdndia, China e \u00c1frica do Sul), al\u00e9m da Assembleia das Na\u00e7\u00f5es Unidas, em Nova York, quando fez o discurso pela governan\u00e7a global na internet e cobrou duramente o presidente dos EUA, Barack Obama.<\/p>\n<p>Nas viagens, Dilma tem por h\u00e1bito fazer diversos encontros bilaterais curtos. Assessores pr\u00f3ximos explicam que essa \u00e9 sua prefer\u00eancia e que acredita ser suficiente. Os diplomatas afirmam que Dilma consegue bons resultados. Objetiva, a presidente costuma cobrar sem problemas respostas para assuntos que n\u00e3o evoluem e passar recados duros. Em Bruxelas, na \u00faltima c\u00fapula Brasil-Uni\u00e3o Europeia, deixou claro ao outro lado que n\u00e3o gostou das amea\u00e7as da Uni\u00e3o Europeia de questionar a Zona Franca\u00a0de Manaus, por exemplo.<\/p>\n<p>&#8216;Insubstitu\u00edvel&#8217;. O embaixador S\u00e9rgio Danese, subsecret\u00e1rio-geral de Comunidades Brasileiras no exterior, sustenta que as viagens de presidentes em encontros s\u00e3o uma for\u00e7a &#8220;quase insubstitu\u00edvel&#8221; na promo\u00e7\u00e3o dos interesses brasileiros.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 2011, quando assumiu o governo, a presidente Dilma Rousseff avisou que n\u00e3o pretendia dedicar tanto tempo a viagens internacionais, como fizeram os seus dois antecessores. Ningu\u00e9m no Itamaraty imaginava, por\u00e9m, que a mudan\u00e7a seria t\u00e3o dr\u00e1stica. 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