{"id":7285,"date":"2014-05-29T14:31:50","date_gmt":"2014-05-29T18:31:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/?p=7285"},"modified":"2014-05-29T14:31:50","modified_gmt":"2014-05-29T18:31:50","slug":"campos-diz-que-dilma-saiu-de-mae-do-pac-a-madrinha-da-inflacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/2014\/05\/29\/campos-diz-que-dilma-saiu-de-mae-do-pac-a-madrinha-da-inflacao\/","title":{"rendered":"Campos diz que Dilma saiu de &#8220;m\u00e3e do PAC&#8221; a &#8220;madrinha da infla\u00e7\u00e3o&#8221;"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignright size-full wp-image-7286\" alt=\"Dilma\" src=\"http:\/\/www.brazilianpress.com\/v1\/wp-content\/uploads\/2014\/05\/Dilma.jpg\" width=\"300\" height=\"186\" \/>O pr\u00e9-candidato do PSB \u00e0 Presid\u00eancia, Eduardo Campos, disse na noite de segunda-feira que a presidente Dilma Rousseff passou de &#8220;m\u00e3e do PAC&#8221;, quando era ministra do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, para &#8220;madrinha da infla\u00e7\u00e3o&#8221; depois que assumiu o governo.<\/p>\n<p>Em entrevista ao programa &#8220;Roda Viva&#8221;, da TV Cultura, Campos tamb\u00e9m procurou delinear as diferen\u00e7as que tem com o outro principal pr\u00e9-candidato ao Planalto, A\u00e9cio Neves, do PSDB, e disse que somente ele e sua pr\u00e9-candidata a vice, a ex-ministra Marina Silva, s\u00e3o capazes de garantir a manuten\u00e7\u00e3o das conquistas sociais.<!--more--><\/p>\n<p>&#8220;Quem era a m\u00e3e do PAC, das obras, come\u00e7ou a ser a madrinha da infla\u00e7\u00e3o, a madrinha do baixo crescimento, a madrinha da desestrutura\u00e7\u00e3o do setor el\u00e9trico, a madrinha do que est\u00e1 acontecendo na Petrobras. E a\u00ed, o povo quer mudan\u00e7a. E n\u00f3s queremos ser a mudan\u00e7a do futuro&#8221;, disse o socialista. Ele referia-se \u00e0s den\u00fancias de irregularidades na Petrobras e ao Programa de Acelera\u00e7\u00e3o de Crescimento, criado por Lula, que o entregou ao comando de Dilma quando ela era sua ministra-chefe da Casa Civil.<\/p>\n<p>A alta dos pre\u00e7os tem sido tema constante na atual pr\u00e9-campanha \u00e0 Presid\u00eancia, tendo sido amplamente explorada por A\u00e9cio e gerado preocupa\u00e7\u00e3o no governo Dilma.<\/p>\n<p>Na entrevista, Campos defendeu ainda transpar\u00eancia na escolha de diretores para ag\u00eancias reguladoras e voltou a se expressar favoravelmente \u00e0 independ\u00eancia do Banco Central. Disse ainda n\u00e3o ter &#8220;nenhum preconceito&#8221; com privatiza\u00e7\u00f5es, embora tenha afirmado n\u00e3o enxergar, atualmente, nenhuma estatal brasileira que devesse ser vendida ao setor privado.<\/p>\n<p>Ele defendeu tamb\u00e9m uma reforma tribut\u00e1ria gradual e a cria\u00e7\u00e3o de novas faixas de tributa\u00e7\u00e3o da renda abaixo do teto atual, que \u00e9 de 27,5 por cento, &#8220;de maneira a tornar mais justa a escala, como j\u00e1 tivemos no passado&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O presidenci\u00e1vel do PSB comentou ainda a cr\u00edtica de seus assessores econ\u00f4micos sobre a atua\u00e7\u00e3o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econ\u00f4mico e Social (BNDES). Embora tenha defendido a atua\u00e7\u00e3o do banco de fomento ap\u00f3s a crise econ\u00f4mica, quando bancos p\u00fablicos emprestaram diante da inibi\u00e7\u00e3o dos bancos privados, Campos avaliou que \u00e9 hora de o BNDES &#8220;voltar ao seu leito natural&#8221;. &#8220;Os bancos oficiais cumpriram um papel important\u00edssimo, numa fase completamente at\u00edpica. O at\u00edpico n\u00e3o pode virar rotina&#8221;, defendeu.<\/p>\n<p>Ao lembrar a Carta ao Povo Brasileiro, elaborada por Lula na elei\u00e7\u00e3o de 2002 na qual o ex-presidente se comprometia a manter com os fundamentos econ\u00f4micos do governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB), Campos disse que somente ele e Marina podem garantir a manuten\u00e7\u00e3o das conquistas sociais. &#8220;Da mesma forma que Lula garantiu na sucess\u00e3o a Fernando Henrique que teria responsabilidade na condu\u00e7\u00e3o da economia, e fez a carta aos brasileiros, a nossa chapa, eu e a Marina Silva, somos a garantia aos mais pobres do Brasil que as conquistas sociais ser\u00e3o preservadas.&#8221;<\/p>\n<p>DIFEREN\u00c7AS DE ORIGEM<\/p>\n<p>Campos procurou tamb\u00e9m delimitar suas diferen\u00e7as em rela\u00e7\u00e3o a A\u00e9cio, destacando que a origem pol\u00edtica do tucano \u00e9 &#8220;mais conservadora&#8221;. &#8220;A diferen\u00e7a \u00e9 \u00f3bvia. A origem pol\u00edtica de A\u00e9cio \u00e9 de uma determinada origem mais conservadora que a minha. O A\u00e9cio participou do ciclo do (ex-presidente) Fernando Henrique, eu participei do ciclo de Lula&#8221;, disse.<\/p>\n<p>O ex-governador de Pernambuco tamb\u00e9m justificou sua decis\u00e3o e de seu partido de romper com Dilma, depois de t\u00ea-la ajudado a se eleger em 2010 e ter participado de quase tr\u00eas anos de seu governo. Para ele, foi necess\u00e1rio &#8220;firmeza&#8221; para deixar a base aliada quando percebeu que &#8220;o Brasil come\u00e7ou a sair do caminho certo&#8221;.<\/p>\n<p>Campos foi indagado, ainda, se desistiria de sua candidatura caso Lula decidisse ser o candidato do PT ao Pal\u00e1cio do Planalto. Ele se esquivou de responder diretamente \u00e0 quest\u00e3o, limitando-se a afirmar que sua disputa \u00e9 com Dilma e que o ex-presidente j\u00e1 declarou publicamente que n\u00e3o ser\u00e1 candidato.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pr\u00e9-candidato do PSB \u00e0 Presid\u00eancia, Eduardo Campos, disse na noite de segunda-feira que a presidente Dilma Rousseff passou de &#8220;m\u00e3e do PAC&#8221;, quando era ministra do ex-presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva, para &#8220;madrinha da infla\u00e7\u00e3o&#8221; depois que assumiu o governo. 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