O presidente Barack Obama anunciou na terça-feira (25) um ambicioso plano para reduzir a emissão de gases poluentes na atmosfera da Terra. Pela primeira vez, agências federais de regulação têm o aval do presidente para reduzir, impondo regras mais rígidas, as emissões de dióxido de carbono das usinas termoelétricas novas e já existentes nos EUA.
O eixo central do plano de Obama envolve regular as emissões de usinas termoeelétricas já existentes e de novas unidades. Hoje, 40% das emissões de dióxido de carbono dos Estados Unidos, e um terço dos gases de efeito estufa em geral, vêm de usinas de energia elétrica, de acordo com a Federal Energy Information Administration.
De acordo com o plano, a criação de tecnologias que evitem a emissão na atmosfera do dióxido de carbono produzido por termoelétricas contaria com o fomento de empréstimos federais – nada menos do que 8 bilhões de dólares serão destinados a esse fim.
Mesmo antes de anunciar o plano do governo, muitos republicanos no Congresso já criticavam algumas medidas dizendo que elas custarão muito dinheiro e muitos empregos, algo que poderia ameaçar a recuperação econômica do país.
Don Stewart, porta-voz do líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, disse que a imposição de regras para a contenção das emissões das usinas de energia termoelétrica equivaleria à geração de mais um imposto sobre a energia nacional.
A opinião pública americana sobre as mudanças climáticas tem se mostrado um grande obstáculo para abordar a questão ambiental. Uma pesquisa feita pelo Pew Research Center, divulgada na segunda-feira, mostrou que apenas quatro em 10 americanos dizem que o aquecimento do planeta representa uma grande ameaça para os EUA. Segundo o centro de pesquisas, esses números colocam os americanos “entre os menos preocupados com esta questão, junto com as populações de China, República Checa, Jordânia, Israel, Egito e Paquistão”.
Ao expandir as permissões de uso de terras públicas para a produção de energia, o governo americano espera que o país consiga gerar eletricidade suficiente de projetos de energia renovável, como eólica e solar para abastecer o equivalente a 6 milhões de casas até 2020, dobrando a capacidade elétrica produzida hoje em terras federais. Outra meta é instalar 100 megawatts de capacidade de produção de energia em projetos habitacionais federais até o final da década.
Mesmo tendo evitado o Congresso lançando mão de uma ação executiva para implementar as medidas anunciadas, o presidente dos EUA não está livre de enfrentar turbulência. Os legisladores americanos ainda podem criar leis para frustrar os esforços do presidente, e as regras já estabelecidas para usinas existentes e em funcionamento certamente gerarão batalhas legais nos tribunais.















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