Por Juliana Guimarães
” A liberdade de imprensa no Brasil está em risco”, disse o jornalista da Band no Brasil; Fábio Pannunzio. Segundo ele, os jornalistas enfrentam muitas dificuldades para trabalhar hoje.
Um dos fatores que ameaçam a liberdade de imprensa é a autocrítica muito rígida feita por alguns jornalistas e a inserção de mercado, atualmente um desafio para a sobreviência econômica das empresas jornalísticas.
“Eu acho que essa guerra tem que ser vencida junto com a população, porque o objetivo de quem quer calar a imprensa hoje é justamente silenciar as críticas e a democracia não convive sem as críticas.”
Segundo Pazzunzio, tudo isso faz com que torne-se um quadro muito difícil, principalmente por causa da generalização. Hoje, por exemplo, é proibido um repórter trabalhar em manifestações no Brasil, porque as pessoas o expulsam de lá e ele pode ser agredido, não há segurança alguma. O episódio aconteceu com Fábio em São Paulo nas manifestações que ocorreram no Brasil no início da Copa das Confederações. Ele foi coagido em meio à multidão que não permitiu que ele continuasse a reportagem.
Para Fábio, nunca foi tão difícil ser jornalista. O anarquismo contemporâneo, segundo ele, cerca o trabalho jornalístico de amargura e desencanto. O repórter também falou da imprensa ninja, que nada mais é que pessoas comuns filmando através de celulares fatos corriqueiros e importantes no meio da sociedade, fazendo com que hoje tudo vire notícia.
Fábio foi o primeiro repórter de TV, brasileiro a ser admitido pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia em seus acampamentos, em plena selva colombiana. A experiência forneceu matéria-prima para o livro A Última Trincheira, lançado pela Editora Record em 2001.
Atualmente, Fábio Pannunzio faz a cobertura política para a Rede Bandeirantes Nacional de Televisão, além de apresentar eventualmente o Jornal da Noite , Jornal da Band, e é o apresentador titular do dominical Canal Livre e do Band Eleições , exibido pela mesma emissora.Ele foi indicado como um dos 10 mais importantes repórteres de televisão do Brasil em todas as edições do Prêmio Comunique-se, em ao menos uma das categorias, consecutivamente.
Em 2012, foi agraciado com o Prêmio Esso de Telejornalismo pela produção da série “Desaparecidos”, veiculada pelo Jornal da Band. No mesmo ano, foi o vencedor do Prêmio Abraciclo de Jornalismo pela produção da série “A Vida em Duas Rodas”, veiculada pela mesma emissora.
















Nao posso acreditar que uma profissao tao importante quanto outras, tenha sido desconsiderada. Acredito, que esta lei e sem um fundamento justificado, pois nao e qualque pessoas que pode redigir noticias de uma maneira apropriada. Divulgar uma noticia qualquer jornal pode fazer, mas redigir um documentario bem apresentavel nao e para qualquer um. E sim, para uma pessoa qualificada: os jornalistas!
Um absurdo, que a profissao tenha sido abolida.