Roger Costa- Uma nova pesquisa lançada pelo Census mostra números elevados assustadores de crianças com pais desempregados no Estado de New Jersey. Desde a Grande Recessão, na última década, residentes de New Jersey têm lutado por sobrevivência de várias maneiras, mas o processo de recuperação parece lento. O número de famílias com pelo menos o pai ou a mãe desempregados tem crescido bruscamente desde 2005, em quase o dobro da estimativa nacional.
O estudo intitulado “America’s Families and Living Arrangements: 2012” apresenta um painel atualizado da composição, meios de sobrevivência, campos de trabalhos e rendas anuais de famílias por todo o país. Entre os resultados encontrados, New Jersey mostra um aumento de 63% no número de pais desempregados entre 2005 e 2012, o quinto maior índice no país. Ao redor do país, o número cresceu em 32%, quase a metade do que New Jersey representa neste momento. “Durante a recessão, a qualidade econômica para famílias com crianças, piorou”, disse Jamie Lewis, que trabalha com dados demográficos do Census Bureau’s Fertility and Family Statistics, e é um dos autores da pesquisa. “O acesso à casa própria diminuiu, enquanto a assistência do food stamp, oferecido pelo Governo, e o desemprego aumentaram continuamente. Mesmo que a recessão tenha terminado oficialmente em 2009, estas medidas continuaram piorando mais do que quando começou” revelou.
A pesquisa mostra que o desemprego pode causar dificuldades físicas e emocionais tremendas a indivíduos e mesmo entre familiares. “Várias pessoas têm documentado as implicações físicas, emocionais e sociais devido a esse aspecto na economia, podendo causar problemas no casamento. E nenhuma criança está livre de ser afetada pelo stress, ansiedade, depressão e desmoralização de um pai desempregado” disse Deborah Belle, professora e psicóloga da Boston University. Belle disse que traumas como estes são mais vulneráveis na América, por causa do pouco que é feito pelas assistências sociais em ajuda aos desempregados.
“Em países como a Holanda, existe um grande apoio social aos desempregados, então as pessoas não passam por esse impacto negativo” afirma. O estudo mostra que New Jersey é um dos estados mais lentos a recuperar-se da Recessão, apontando como a crise afetou todos os aspectos da estrutura econômica do Estado, declarou Gordon MacInnes, presidente do New Jersey Policy Perspective. “Isto é um aviso preocupante, onde já não podemos pensar nos problemas de New Jersey, como responsabilidade apenas de cada cidade. Os números são bem maiores do que pensávamos, mas não é uma surpresa. Vários sinais de prevenção já foram indicados”, desabafou.
Hughes revelou que a recuperação em New Jersey está presa a muitos fatores. New Jersey tem desenvolvido com índices inferiores ao resto do país há vários anos, o que inibe o crescimento econômico. E enquanto outras partes do país estão conseguindo resultados substanciais especialmente em produção em massa, como o caso do sucesso da indústria automobilística, New Jersey ainda continua devagar. Outro fato, são os empregos de alta remuneração que desapareceram durante a recessão e em muitos casos, não retornaram. Ele finaliza, dizendo que espera confiante que nos próximos dois anos, New Jersey possa voltar ao que era em 2007.















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