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Potências se reúnem na ONU para discutir resolução para a Síria

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Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU se encontraram em Nova York, nos EUA, na segunda-feira (16) para discutir sobre uma resolução que coloque as armas químicas da Síria sob o controle internacional.

reuniao siria

Uma resolução na ONU é vista como um passo importante para oplano acordado entre a Rússia e os EUA no sábado , sob o qual a Síria deve entregar um inventário de suas armas químicas em uma semana e eliminá-las em meados de 2014.

A reunião entre representantes da França, Reino Unido, EUA, Rússia e China durou cerca de uma hora. Segundo diplomatas, o diálogo sobre a Síria continuará nesta quarta-feira. Eles discutiam sobre um projeto de resolução acordado entre o Reino Unido, a França e os EUA.

A França, o Reino Unido e os EUA querem que a resolução traga a possibilidade de uma ação militar caso a Síria não cumpra o combinado, um ponto que a Rússia discorda.

A reunião entre as potências do Conselho de Segurança ocorre um dia depois que a ONU divulgou seu relatório sobre o ataque químico na Síria nos arredores de Damasco, confirmando o uso do gás neurológico sarin no dia 21 de agosto. A França, o Reino Unido e os EUA insistem que o relatório claramente prova que o governo sírio foi o autor do massacre – que deixou centenas de mortos -, pois de acordo com os detalhes técnicos, somente o regime de Bashar al-Assad teria condições de conduzi-lo.

De manhã, durante encontro com o chanceler francês, Laurent Fabius, o ministro das Relações Exteriores russo rejeitou a análise dizendo nesta terça-feira que seu país acredita que o ataque foi uma provocação das forças rebeldes no país, mesmo argumento usado por Assad.

Antes, o representante da França havia dito que: “Quando você olha a quantidade de gás sarin usado, os vetores, as técnicas por trás de tais ataques, bem como outros aspectos, parece não deixar dúvidas que o regime (de Assad) está por trás disso.”

Essas discordâncias entre as potências deverão refetir-se na discussão sobre a resolução na ONU. Por três vezes no passado, a Rússia e a China bloquearam tentativas de punir o regime Assad por causa da extensão da violência usada durante a guerra civil no país, que já dura dois anos e meio.

Em Damasco, o ministro das Relações Exteriores sírio criticou os chanceleres dos EUA, do Reino Unido e da França, acusando-os de tentar impor sua agenda ao povo sírio. Em comunicado, ele denunciou os três ministros por “sua brusca frenética de impor sua vontade” ao povo sírio, destacando que qualquer discussão sobre a legitimidade política e constitucional na Síria é um “direito exclusivo do povo sírio”.

O principal grupo de oposição da Síria, a Coalizão Nacional Síria, apoiada pelo Ocidente, disse que o relatório da ONU forceceu “evidências irrefutáveis” e claramente mostra que o regime sírio é o único que teria sido capaz de lançar o atauqe, que o chefe da ONU Ban Ki-moon denunciou como um “crime de guerra”.


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