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Francisco Sampa: Faroeste brasileiro. Dilma chama o Zorro, o Django e o João Coragem oxente!

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francisco_sampaNos estertores dos anos 60 e primórdios  dos 70, a nação  brasileira estava sob o olhar e o comando dos coturnos nervosos,   muitos deles ensandecidos  com  o poder   exercido  com baionetas caladas. Os jovens, segundo  Vandré, “caminhavam  seguindo a canção, de braços dados ou  não”. Os  garotos  da minha geração, por todo o Brasil,  tinham um  encontro marcado   nas tardes de domingo nas portas  dos cinemas,   para  verem a matinê,  nome com  influência  da missão francesa,   que  em nosso país deixou certos  hábitos.

Apesar do  nome francês,   não passava de  uma  mera sessão da tarde,  num cinema qualquer e assim,  eu e uma molecada (naquele  tempo galera não existia  no vocábulo popular  do  nosso povo), nos reuníamos na porta do  Cine República,   na   famosa rua  Dom Pedro II,  no centro da cidade de Guarulhos na  Grande SP. Como de praxe, antes  da sessão  tinha o momento troca- troca… Calma, mentes poluídas, eu  explico, era para trocarem figurinhas e gibis  já lidos…  Leitores  com mentes pervertidas… rs rs rs rs . Dentre os gibis: Zorro  com capa e espada, e o  da bala de prata  com o fiel amigo   Tonto, aiôooooooooo  Silver,  que na realidade  em inglês o nome é “the lone ranger”,  algo  como  o delegado solitário, mas   como  acontece com os filmes traduzidos, aqui distorcem tudo, na telona da ficção,  garotos  como  eu   vibravam  com as aventuras de  Django, gringo mata, não perdoa, a morte anda  a cavalo, Sete homens  e um Destino…  por aí, seguíamos. Na TV,  João  e os irmãos coragem   lutavam por  justiça na pequena Coroado Televisiva.

Nas ruas  de  São Paulo e do Brasil, assim  como  hoje,  marchavam indecisos cordões. Nos campos e  nas cidades nas palafitas, casebres de taipas, trapiches, barracos e nas grandes plantações,  assim como  hoje,   século  21,  novembro de  2013. Passados 42 anos, ainda  temos fome nas grandes plantações, hoje  parte destes cordões  não creem que  as flores  vencerão os canhões,   não temos canhões para derrotar. Infelizmente, contamos com a  bomba atômica da corrupção, da safadeza na coisa pública e privada. Há ladrão e  corruptos em todo canto, de terno, sem terno,  com e sem farda.

Em pleno século 21, estamos  vendo ao vivo e em cores,  em rede nacional, cenas  típicas do  faroeste  americano,   que  em inglês  significa:  far =  longe, West,  óbvio,  oeste  mesmo. Um oeste,  longe  na ficção e   bem próximo da  nossa realidade, com uma grande diferença,  os  ladrões, pistoleiros dos filmes  não eram adolescentes, eram todos maiores,  até mesmo o “Billy the  kid”, que de criança  só tinha a cara, os Jesse James da realidade,   explodem bancos, sitiam cidades, roubam as diligências  modernas,  os ônibus  que cruzam nossas, estradas, ruas e avenidas. A   culpa,  pasmem senhores,  não é da polícia  mal preparada, mal  paga, sucateada, vejam as recentes cenas de polícia  x polícia  em  Belo  Horizonte capital das Minas Gerais, uai que trem feio sô,  no Sudeste  dos sonhos dourados  e em  Porto Alegre,   capital do Rio Grande do Sul maravilha,  bah tchê –  que  fiasqueira guri.

Pois bem  amigos leitores, há soldados armados ou não, mas estamos todos perdidos… uns  morrendo pela pátria, outros vivendo sem razão;  uns  lutando pela  vida,  o pão de cada dia, outros   com os lucros do mensalão. Mas fazendo  um “mea  culpa”, nós todos  temos uma parcela dela, neste epidêmico latifúndio  da  violência,  na República Federativa “homicida” do Brasil, os números são de  guerra, Afeganistão, Paquistão e outros ão mundo afora. O que fizemos há  50, 40, 30 anos atrás????  Pare, pense, responda… estes adolescentes são  nossos  filhos,  até  netos, todos temos  um pouco de culpa,  neste quadro   de violência atual, criamos errado, votamos errado e seguimos  errando.

Segundo o grande líder negro Martin Luther King: “o que me preocupa não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons”;  pior do que a  violência de  poucos   é a covardia  da maioria silenciosa. Assim  como a campanha para acabar  com a saúva no Brasil,  nos  anos 60: “ou acabamos com a saúva  ou  ela acaba  com o Brasil” – mudemos o slogan: “ou acabamos com a corrupção,  combustível  mor da  violência  ou ambas acabam  conosco,  o povo brasileiro. De Aquiraz, a primeira capital do Ceará,  para o mundo. Francisco Sampa…  Isso é   bem pernambucano… Rs rs rs rs sampraço amigos, olha  a  bala!  bang  bang  bang…


Fato Policial by Roger Costa . 28/11/2013

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