Uma mulher está sendo investigada pela polícia e serviços sociais britânicos por ter, supostamente, usado enema – que é o ato de introduzir água e medicamentos líquidos no ânus – para “curar” o autismo do filho.
Mãe de três filhos, ela foi denunciada por compartilhar sua atividade em um grupo secreto do Facebook, destinado a pais que acreditam que o autismo é causado por parasitas que podem ser eliminados usando esse tipo de tratamento – que, de acordo com os médicos, pode ser potencialmente letal.
O grupo, que tem cerca de 8.500 membros, cobra o equivalente a R$ 250 para poder fazer parte, compartilham, rotineiramente, imagens dos “parasitas” que saem de seus filhos após o procedimento, e contam como fazer a “prática segura” das aplicações de produtos por via anal nas crianças.
A denúncia foi feita por uma ativista do autismo, Emma Dalmayne, que se infiltrou no grupo. Ela afirma que as imagens realmente mostram o revestimento intestinal das crianças queimado pelas substâncias usadas no enema. Tanto a Food Standards Authority (FSA) como a Agência Reguladora de Produtos Médicos e de Saúde (MHRA) alertam contra o uso do tratamento no Reino Unido.
A FSA, em particular, adverte que o uso dos produtos recomendados pelos pais que fazem parte do grupo pode levar a náuseas, vômitos, diarreia, redução da pressão arterial e, quando não diluído, danificar o intestino ou causar insuficiência respiratória. Mas, apesar disso, as substâncias estão disponíveis para venda no país pela internet e estão sendo estocadas em algumas lojas. A ativista agora está pedindo para que o governo suspenda os produtos usados para esse fim e torne o tratamento ilegal, por meio de uma petição pedindo o fim de todas as curas do autismo.















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