Um banner gigante amarelo foi colocado na muralha da Cidade Velha, em Jerusalém, com os dizeres, em inglês, “Bolsonaro, pare a destruição da Amazônia”.
A manifestação foi realizada por ativistas da organização Greenpeace, em Israel. O banner estava localizado bem em frente ao hotel onde Jair Bolsonaro estava hospedado.
“Nós vamos lembrar o presidente da importância da Amazônia a todo momento, sem descanso. Uma área correspondente a dois campos de futebol da floresta amazônica brasileira é desmatada a cada minuto. Trata-se de um patrimônio de todos os brasileiros que está sendo destruído. Isso é inaceitável e precisa ter um fim”, afirmou Márcio Astrini, coordenador de Políticas Públicas do Greenpeace Brasil.
Recentemente, o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que o Brasil não investirá em reduzir emissões, caso não receba dinheiro por isso.

O discurso de que nosso país é um “campeão da preservação” é recorrente no novo governo. Infelizmente, não é bem isso o que acontece na realidade. Levantamento feito pelo Instituto Nacional de Pesquisa Espacial (INPE), divulgado no ano passado, afirmou que o desmatamento na Amazônia é o pior em dez anos: 1,18 bilhão de árvores foram derrubadas em um ano. Em janeiro último, a destruição da floresta aumentou mais de 50%.
E não é só na Amazônia. No Cerrado a situação é parecida. Em 2017, um estudo revelou que o desmatamento na região havia subido 9%.
No mês passado, na Assembleia Ambiental das Nações Unidas, em Nairóbi, no Quênia, Ricardo Salles e sua equipe vetaram proposta de desmatamento zero. A delegação brasileira pedia a inclusão da palavra ilegal: desmatamento “ilegal” zero. Resultado? Não houve consenso e os demais países rejeitaram a proposta.
O Greenpeace aproveitou a oportunidade para criticar também o enfraquecimento sistemático dos órgãos ambientais e de proteção aos indígenas. “Comprometer o poder de atuação do Ibama e ameaçar a existência de áreas protegidas, como terras indígenas e unidades de conservação, diminui o poder de atuação do Estado e sabota ações que são fundamentais no combate ao desmatamento. Além disso, passa um recado de que a destruição da floresta, que ocorre em sua maioria de forma criminosa, não só continuará, como terá ainda mais espaço.















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