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EUA registram maior número de casos diários de Coronavírus desde o início da pandemia

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Pelo segundo dia consecutivo, os Estados Unidos registraram o maior número de novos casos de coronavírus em 24 horas, num recorde desde o início da pandemia, com 36.880 novas infecções. Quatro estados, incluindo Flórida e Texas, registraram números mais altos em um único dia à medida que o país retoma as atividades econômicas.

A contagem de novos casos, com base em um banco de dados do jornal New York Times, indica que o surto está mais forte do que nunca. Até agora, mais de 2,3 milhões de americanos foram infectados e cerca de 122 mil morreram. O ressurgimento dos casos está concentrado em grande parte no Sul e Oeste do país. Os EUA pareciam ter conseguido controlar o surto em maio, levando muitos estados a reduzir algumas das medidas de isolamento. No entanto, o vírus está penetrando cada vez mais em áreas rurais.

Os números elevados também são resultado do aumento dos testes — o que, por si só, não explica o aumento. Em média, o número de testes aumentou 7,6% nos últimos sete dias, de acordo com dados do Covid Tracking Project (Projeto de Rastreamento da Covid-19, em tradução livre), enquanto a quantidade média de novos casos cresceu 30%. Durante um comício no último sábado, o presidente Donald Trump disse que pediu para “reduzirem a testagem”, já que os exames revelam o alto número de contaminações. Segundo Trump, quando testes são feitos em grande quantidade “você vai encontrar mais pessoas e mais casos” e até um jovem “fungando” será diagnosticado com a doença. Mais tarde, um funcionário da Casa Branca disse que o presidente estava fazendo “uma piada”.

O aumento no número de hospitalizações também é um sinal da maior propagação do vírus. No Texas, um dos estados mais atingidos pelos novos casos, mais de 4.300 pessoas estão hospitalizadas, mais que o dobro do número no início de junho. Na Flórida, outro estado bastante atingido, o governador Ron DeSantis não deu nenhuma indicação de que iria reverter sua abertura econômica, mas pediu aos moradores que evitem espaços fechados com pouca ventilação, multidões e contato próximo. O republicano continua atribuindo o aumento de infecções, especialmente nas grandes cidades, aos jovens que começaram a socializar em bares e casas, apesar das regras em muitos municípios que proíbem reuniões em grupo. Ele também pediu a idosos que permaneçam em casa.

— Você precisa fazer sua parte e garantir que não espalhe o vírus para pessoas que correm mais riscos — disse. A Organização Mundial da Saúde alertou, na quarta-feira, que se o continente não for capaz de impedir a propagação do vírus, poderia ser necessário impor — ou reimpor — lockdowns, o que nunca aconteceu nos EUA. No mesmo dia, a assessora de imprensa da Casa Branca, Kellyanne Conway, reconheceu que “focos [de infecção]” estavam surgindo conforme as pessoas retornavam ao trabalho e se reuniam em ambientes sociais. No entanto, ela disse que “ninguém está falando sobre iniciar outra suspensão de atividades econômicas”. Com o aumento em algumas áreas do país, os estados de Nova York, Nova Jersey e Connecticut irão exigir que visitantes de regiões com altas taxas de infecção fiquem em quarentena ao entrarem em seus territórios.


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