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Léa Campos: Quarentena Solidária

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Quero pedir desculpas aos que me acompanham pela ausência e pedir licença ao proprietário do jornal para relatar minha caminhada nessa quarentena. O coronavírus serviu para me mostrar quem é quem no meu entorno e até mesmo fora dele. Meu esposo e eu sofremos vários tropeços nesse período.

Ele foi submetido a duas cirurgias uma de câncer de próstata e outra de hérnia inguinal, está em recuperação das duas que já foram feitas, mais ou menos, em um período de um mês uma da outra.

Como se fosse pouco perdeu o emprego, tivemos que deixar o apartamento que morávamos por motivos óbvios e mudamos para um quarto onde ninguém respeita normas, fumam no apartamento, o que é ruim para mim, pois tenho problemas sérios de saúde incluindo um marca-passo.

Nem tudo foi filme de terror, a árvore que plantei deu frutos.

As árbitras e árbitros de futebol no Brasil criaram um movimento “QUARENTENA SOLIDÁRIA PARA LEA CAMPOS”, e os profissionais da arbitragem de quase todo o país aportaram suas doações que foram feitas diretamente em minha conta corrente em Belo Horizonte.

Ainda que sem ter futebol a maioria contribuiu, infelizmente em meu estado apenas 3 árbitros da FMF e um de futsal de Juiz de Fora fizeram seus aportes. Me entristeceu ver que as meninas que hoje estão apitando ou auxiliando em minha cidade, não se lembraram de mim nem mesmo para dizer: Deus te proteja.

Recebi apoio de estados que nem conheci: Acre, Rondônia e Roraima, o que mostra que o que fiz é reconhecido pela maioria.

Uma campanha que iniciou pelas mãos de Sergio Correa, Leonardo Gaciba, (presidente da comissão de arbitragem da CBF), Claudio Cerdeira, Marcos Cabral Marinho, Ricardo Almeida e Ana Paula Oliveira todos da CBF.

Jamais me imaginei numa situação como esta e nunca pensei que fosse tão respeitada no meio, minha árvore tem raízes profundas e por isso deu bons frutos.

Outras pessoas que de uma de outra forma estão ligadas ao futebol fizeram seu aporte também, entre elas destaco a técnica de futebol Emily Lima que treinou nossa seleção feminina e atualmente é técnica da seleção feminina de futebol no Equador.

Faltam palavras para agradecer a todos que me deram suas mãos, que me ajudaram financeiramente e psicologicamente, que me apoiaram com vibrações positivas nas cirurgias de meu esposo.

Peço a Deus que abençoe a todos que estão me apoiando, com dinheiro e com o carinho que me estão dando.

Somente Deus em Sua infinita bondade poderá retribuir o que fizeram por mim.

 


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