Há apenas 75 dias da eleição presidencial nos Estados Unidos, o ex-estrategista do presidente Donald Trump na campanha de 2016 – e entusiasta do presidente brasileiro Jair Bolsonaro – Steve Bannon foi preso na manhã da quinta-feira (20), nos Estados Unidos.
Ele e outros três auxiliares são acusados de uma fraude milionária contra doadores de um fundo chamado We Build the Wall, que arrecadava recursos para ajudar Trump a levantar o muro na fronteira dos Estados Unidos com o México, uma das principais propostas de campanha republicana há 4 anos.
De acordo com os promotores, o fundo arrecadou mais de US$ 25 milhões.
Mas em vez de destinar os recursos às obras na fronteira, Bannon e seus aliados teriam se apossado de ao menos parte desses valores.

Os promotores afirmam que os denunciados “receberam centenas de milhares de dólares em fundos de doadores e que “usaram os recursos de maneira inconsistente com as representações públicas do fundo”.
Ainda de acordo com a denúncia oferecida pela procuradoria de New York, Bannon recebeu mais de US$ 1 milhão do fundo por meio de uma organização sem fins lucrativos chamada “Non-Profit-1”. Os promotores dizem que ao menos uma parte desse montante “foi usado por Bannon para cobrir centenas de milhares de dólares em despesas pessoais dele”.

Além de fraude eletrônica, Bannon foi também indiciado por conspiração para lavagem de dinheiro. Cada um dos crimes pode levar à pena máxima de 20 anos de prisão.
Espécie de guru global da extrema-direita populista, oficialmente, Bannon não é conselheiro de Trump desde 2017.
Em 2018, em entrevista à BBC News Brasil, ele declarou apoio ao então candidato à presidência Jair Bolsonaro, a quem descreveu como “líder”, “brilhante”, “sofisticado” e “muito parecido” com Trump.
Com Bolsonaro no poder, Bannon chegou a se encontrar com integrantes do governo, incluindo Eduardo Bolsonaro, o filho do presidente, para dar conselhos informalmente.
















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