O palestino Jihad Al Suwaiti ficou conhecido mundialmente após viralizar, em junho deste ano, uma imagem dele sentado no parapeito da janela de um hospital na Cisjordânia para ver sua mãe, internada com Covid-19.
Após a morte de Rasmiye Al Suwaiti, aos 73 anos em julho, Jihad e seus irmãos decidiram montar uma megaoperação para roubar o corpo dela do hospital. A decisão aconteceu quando a família soube que o corpo da mãe não seria entregue e sepultada da forma como ela desejava. As informações são do site NBCNews.
Jihad uniu seus irmãos, sobrinhos e amigos e, em sete carros diferentes, perseguiram e distraíram os motoristas das ambulâncias durante o roubo do corpo. Na fuga, os diferentes carros envolvidos confundiram os motoristas, que não
A família levou o corpo de volta para Beit Awwa, no sul da Cisjordânia. “Eu a segurei com minhas próprias mãos, cavei sua sepultura e a enterrei do jeito que ela me pediu”, disse ele.
Tarek al Barbarawi, diretor do hospital Alia em Hebron, onde Rasmiye estava sendo tratada, confirmou à NBC News que o corpo foi roubado porque seus filhos não queriam que ele fosse embrulhado em plástico.
De acordo com a tradição muçulmana, o rito de sepultamento tem de ser feito o mais rápido possível e envolvendo o corpo da pessoa em uma mortalha de tecido branco. “Ela disse: ‘Se eu morrer por causa desta doença, não me enterre em um saco plástico!’”, relembra Jihad.

No entanto, com a pandemia do novo coronavírus, novos decretos foram assinados com determinações de enterro e sepultamento diferentes, respeitando regras sanitárias, de acordo com o xeque Muhammad Hussein, Grande Mufti de Jerusalém e Territórios Palestino.
“Esta é uma regra de necessária e as necessidades permitem proibições, portanto, o falecido não é lavado, nem coberto e é enterrado em um saco plástico”, disse Hussein.















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