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Mundo pós-Covid: China lança plano de expansão para superar a economia dos EUA até 2035

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O presidente da China, Xi Jinping, deu início a uma reunião em Pequim nesta semana para mapear a próxima fase do desenvolvimento econômico, dias antes das eleições nos Estados Unidos que escolherá um presidente resistente à ascensão da China, não importa quem ganhe. O 14º plano quinquenal do país deve se concentrar em inovação tecnológica, autossuficiência econômica e um meio ambiente mais limpo.

Autoridades do Partido Comunista também definirão metas para os próximos 15 anos, enquanto Xi busca cumprir a promessa para o rejuvenescimento do país ao conquistar a liderança global em tecnologia e outros setores estratégicos. A reunião é fechada para a imprensa, e as principais decisões não devem ser divulgadas antes do encerramento na quinta-feira. Se a economia da China – que se recupera rapidamente do choque do coronavírus – puder manter a trajetória de crescimento dos últimos anos, deve ultrapassar a expansão dos EUA na próxima década.

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A perspectiva de confrontos cada vez mais profundos com os EUA sustenta a estratégia de Xi de acelerar os planos para proteger a China de desequilíbrios na economia mundial. “Isso reflete a reavaliação realista da China do clima global atual”, disse Fred Hu, fundador da Primavera Capital, um fundo de private equity com sede em Pequim. “Autossuficiência significa desenvolver certas capacidades domésticas por meio de investimentos em pesquisa e desenvolvimento e inovação, uma resposta necessária e prudente às incertezas externas.”

“No entanto, isso não significa que a China repudiará sua antiga política de ‘portas abertas’ e se voltará para dentro”, disse Hu, que anteriormente trabalhou para o Fundo Monetário Internacional e comandou o Goldman Sachs na China. Xi e outras autoridades insistiram recentemente que a economia abrirá ainda mais as portas ao capital estrangeiro e à concorrência, refletindo preocupações sobre como o mundo perceberá os planos futuros. Em discurso em Shenzhen neste mês, Xi prometeu impulsionar a inovação tecnológica, mas suavizou a mensagem ao deixar claro que deseja um “novo sistema econômico aberto”.

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Esse desejo de evitar que os planos se tornem um novo alvo nas relações deterioradas do país com os EUA e outros rivais comerciais pode significar que a linguagem em torno deles seja atenuada. Uma estratégia anterior batizada de “Made in China 2025” foi abandonada depois de incomodar autoridades de comércio no governo Trump e gerar inquietação na Europa e em outras economias ameaçadas pelo aumento da concorrência.

Meta de crescimento

Os planos de quinquenais concentraram-se recentemente na reestruturação industrial e na manutenção de uma taxa de crescimento entre média e alta. A mídia estatal informou que a China provavelmente reduzirá a meta do PIB no próximo plano, à medida que muda para um crescimento de alta qualidade. Embora as deliberações sejam anunciadas após a reunião, a íntegra do documento apenas será divulgada em sessão parlamentar anual em março.

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Oferecer autossuficiência enquanto ainda se beneficia da globalização – ou “dupla circulação”, como o objetivo duplo é chamado pelas autoridades chinesas – será um desafio, uma vez que a retórica agressiva em relação à China persistirá, disse Wang Tao, economista-chefe para a China do UBS, em Hong Kong. “A China enfrenta um ambiente externo de desenvolvimento mais desafiador”, disse a economista. “Daqui para frente, a China tem que ser mais ambiciosa na reforma e abertura domésticas. Isso provavelmente vai se intensificar.”

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