O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (8) que não participará da posse de Joe Biden no cargo em 20 de janeiro. Na véspera, após a certificação do democrata como vencedor das eleições de novembro, o republicano reconheceu pela primeira vez que deixará a presidência e “prometeu uma transferência suave e ordeira”.
“A todos aqueles que perguntaram, eu não vou à cerimônia de posse em 20 de janeiro”, escreveu Trump no Twitter.
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Tradicionalmente, os presidentes que deixam o cargo participam da cerimônia de posse do sucessor. Quando Trump assumiu a Casa Branca, em 2017, Barack Obama compareceu ao evento e cumprimentou o republicano. Os únicos três presidentes que faltaram à posse dos seus sucessores foram John Adams (em 1801), John Quincy Adams (em 1829) e Andrew Johnson (em 1869). Mesmo com a ausência de Trump, o vice-presidente Mike Pence deve participar da cerimônia, embora não tenha confirmado a ida. Ele transmitirá o cargo para a eleita Kamala Harris. De acordo com a imprensa americana, todos os outros ex-presidentes americanos ainda vivos assistirão à cerimônia, com a exceção de Jimmy Carter, que tem 96 anos.
Semana de tensão nos EUA
Trump tem insistido que não perdeu a eleição presidencial de novembro e que houve fraude e irregularidades. Entretanto, os auditores e a Justiça dos EUA não encontraram nenhum indício que pudesse mudar a vitória de Biden, que obteve 306 votos no Colégio Eleitoral contra 232 do republicano. A situação atingiu o ápice nesta quarta-feira, quando o Congresso se reuniu para contar as cédulas do Colégio Eleitoral e certificar a vitória de Joe Biden — processo que, em outros anos, teve papel muito mais cerimonial do que político.
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Após Trump dizer em comício que “iria junto” com os apoiadores ao Capitólio, um grupo de extremistas invadiu a sede do Congresso americano, e os parlamentares precisaram ficar protegidos em áreas seguras ou ser evacuados do edifício. Houve tumulto, e cinco pessoas morreram, incluindo um policial. Horas mais tarde, após intervenção da Guarda Nacional e de um toque de recolher imposto pela prefeita da capital Washington, a sessão foi retomada e Biden, enfim, recebeu a certificação como presidente eleito dos EUA. Somente aí, Trump reconheceu que “um novo governo tomará posse” em 20 de janeiro. Ele porém se recusou, mais de uma vez, a dizer o nome de Joe Biden como novo presidente dos EUA. E somente mais de 24 horas depois da invasão, o republicano condenou a invasão ao Congresso, que chamou de “ataque odioso”, e pediu investigação aos envolvidos na violência.
















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