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Francisco Sampa: Um Dia que Começou com 130 Mortes em New York

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Em 8 de março de 1857, há 166 anos, 130 mulheres guerreiras tiveram suas vidas ceifadas por tresloucados gananciosos da cidade de New York. Na luta por dias melhores essas mulheres queriam redução da jornada de trabalho na luta pelo suado pão de cada dia e pagaram com a própria vida. Foi um dia fatídico para a história desta nação e de toda a humanidade, onde 130 mulheres foram trancadas e queimadas vivas na luta por melhores condições de trabalho.

Desde então 161 anos já se passaram deste dia de horror na vida dessas mães, esposas, filhas, irmãs e de seus familiares. Desde 1975 através de um decreto da ONU a data é lembrada em todo o mundo como o Dia Internacional da Mulher. Não deve ser um dia só para se presentear, jantares e flores, deve ser um dia de reflexão sobre se as 130 mortes não foram em vão, interrogando nossas mentes.

E nesta data queremos prestar uma homenagem às nossas mulheres guerreiras, brasileiras  e estrangeiras imigrantes nos Estados Unidos e por todo o planeta, além daquelas que ficaram por lá nos Vales das Gerais, no Planalto de Piratininga, nas palafitas do Amazonas, nas Planícies dos Pampas, no Planalto Central, no Rio lindo de Janeiro, sob as pontes do Capibaribe, das montanhas e campos, vales e cidades do Brasil, mulheres que deixaram seus amados e amantes, seus rebentos, partiram deixando-as para trás ou ficaram acenando ao vê-los partir rumo ao desconhecido na busca por um futuro promissor, nossas mães, esposas, filhas, irmãs e amigas de cá e de lá. Mulheres que nos dão o colo, o seio farto, o ventre aconchegante, a lágrima triste na partida, o sorriso e o abraço apertado e amigo na chegada.

Em terras estrangeiras cuidam de nosso ser, são amigas amantes, amadas, um sorriso meigo, a mão que afaga, a moça que baila nos palcos e nos stages da vida, alimentando nossa libido, saciando nossas vontades, essas mulheres que amam e são amadas, lutadoras, guerreiras de uma batalha na busca de um sonho e dias melhores para elas e todos seus entes queridos. É chegada a hora de reconhecer, cuidar e proteger essas valentes e abnegadas mulheres, que em várias partes do mundo sofrem com o preconceito e a desvalorização da mulher, mesmo com todos os avanços do Século 21 e da vida moderna que vivemos, elas ainda sofrem com baixos salários, violência masculina, desvantagens na carreira profissional e jornadas excessivas de trabalho. É hora de modificar essa história, reconhecer em você mulher, o poder que emana de tuas entranhas, o dom da vida de gerar e procriar, projetar e executar.

Há 161 anos, 130 foram queimadas vivas, nos dias de hoje quantas são mortas diariamente? Violentadas em seus direitos? Mães que viram seus filhos partir para uma guerra imoral como todas as guerras, esposas que disseram adeus a seus maridos rumo a uma batalha insana, irmãs que abraçaram os irmãos na despedida, filhas que beijaram o pai rumo a uma luta sangrenta ou silenciosa, mães com o coração apertado, no beijo no abraço e no adeus da despedida. Mulheres que lutaram e continuarão a lutar por seus sonhos, nós da família Brazilian Press desejamos a vocês, que são o pão que alimenta nosso corpo e a rosa que perfuma nossas almas, um feliz dia e que todos os dias, como é comum na vida de todos nós, seja o Dia Universal da Mulher. O pão e as rosas de nossa existência. Felicidades, mães, irmãs, filhas, amantes, amadas, esposas, as mulheres da minha, da sua e das nossas vidas. Que Deus lhes conceda dias abençoados e prósperos eternamente.


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