O Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins, foi palco na manhã desta quarta-feira, 13 de maio, de mais uma etapa do rigoroso processo de repatriação promovido pelas autoridades dos Estados Unidos. Um Boeing 767-300 pertencente à frota da Eastern Airlines pousou em solo mineiro por volta das 10 horas (horário de Brasília), oficializando a 18ª operação de deportação direcionada a cidadãos brasileiros apenas no decorrer do ano de 2026.
A aeronave, identificada pelo prefixo N705KW e configurada para transportar mais de duas centenas de passageiros, iniciou sua jornada em Alexandria e realizou uma parada técnica em Bogotá, na Colômbia, antes de atingir o destino final no Brasil. Cerca de duas horas após o desembarque, o jato decolou novamente rumo ao território colombiano, encerrando os procedimentos logísticos do dia.
De acordo com as diretrizes do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos, essas incursões aéreas são estruturadas de forma contínua para retirar do país indivíduos que infringiram as legislações imigratórias locais. O grupo submetido à medida inclui imigrantes em situação irregular, pessoas com solicitações de permanência definitivamente rejeitadas, além de indivíduos condenados por infrações penais ou classificados como riscos em potencial para a segurança nacional americana. A título de comparação, o voo programado na semana anterior trouxe de volta 69 brasileiros, grupo que incluía três foragidos com mandados de prisão expedidos pela Polícia Federal, conforme dados consolidados pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania.
Ao pisarem em território nacional, os repatriados foram assistidos de forma imediata por meio do programa “Aqui é Brasil”, uma iniciativa de amparo gerida pela pasta dos Direitos Humanos em cooperação estreita com diversas esferas federais. Os passageiros que apresentaram maior vulnerabilidade ou ausência de recursos foram direcionados a uma rede de suporte emergencial que oferece pernoite, alimentação completa, exames médicos e acompanhamento psicológico, além de insumos de higiene pessoal e auxílio financeiro ou logístico para o deslocamento seguro até os seus municípios de origem.
A estrutura de recepção em Confins ganhou um reforço estratégico recente com a abertura do Centro de Referência em Direitos Humanos para Pessoas Repatriadas e Migrantes (CREDH-RM). O espaço físico opera de maneira permanente dentro do próprio terminal para agilizar a regularização de documentos e promover a inserção desses cidadãos em programas governamentais voltados à assistência social, tratamento de saúde, reintegração escolar e capacitação para o mercado de trabalho.
A frequência dessas operações tem se mantido elevada e constante, segundo apurado pelo Jornal Brazilian PRess. Dados organizados pelo observador aeronáutico Ricardo Morgan revelam que o ano de 2025 terminou com um saldo de 3.371 brasileiros deportados pelos Estados Unidos, distribuídos em 38 voos que se dividiram entre os aeroportos de Confins, Fortaleza e Manaus. Já no cenário atual de 2026, desconsiderando a movimentação registrada nesta quarta-feira, o balanço migratório apontava que mais de 1.200 pessoas já haviam sido mandadas de volta ao Brasil em 17 voos anteriores, consolidando o terminal de Minas Gerais como a porta de entrada exclusiva para as repatriações deste ano.















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